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E nessa quarta-feira quem traz o review é o colaborador Bruno Izidro que nos conta sua experiência com Bioshock 2. Saiba as diferenças do primeiro e do segundo jogo, quem são as Big Sisters, as novas funcionalidades, inimigos e trama do segundo game da franquia da cidade submarina Rapture! Confira!

E não esqueça de enviar o seu review para a gente colocar aqui no Tô Jogando!

Game: Bioshock 2
Plataforma: Xbox 360, PS3, PC
Player: Bruno Izidro

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Mark Meltzer é um bom pai e ama muito sua filha Cindy. Imaginem seu desespero quando ele descobre que ela é uma das várias meninas que estão desaparecendo nas praias de todo o mundo. Na busca por sua filha, ele acaba encontrando uma cidade no fundo do oceano atlântico que deveria estar esquecida, uma cidade chamada Rapture. Porém, Mark Meltzer não é o personagem principal de Bioshock 2, ele apenas faz parte de uma das várias histórias contadas nessa continuação, mas assim como ele, o novo protagonista também é um Daddy, um BigDaddy.

Bioshock 2 se passa dez anos depois da primeira aventura e agora você está na pele (ou armadura) de um Big Daddy, mas não um modelo comum e sim o primeiro protótipo construído, com o nome de Subject Delta.

Rapture agora é controlada por uma mulher chamada Sofia Lamb e o seu caminho se cruza com o dela por causa de Eleanor, filha de Lamb e também uma Little Sister que acompanhava Delta. O problema é que a nova dona de Rapture está usando a própria filha para conseguir objetivos nada agradáveis e cabe a você, como um bom “Pai”, procurar e proteger sua Sister.

A nova trama é boa e consegue te prender até o fim, porém ela não tem o mesmo impacto que a do primeiro jogo. Além disso, a nova antagonista bem que tenta, mas não chega a ser um personagem tão forte e carismático quanto o megalomaníaco Andrew Ryan. Já quem ficou curioso com o que aconteceu nesses dez anos que separam os dois jogos, pode ouvir os vários áudio diaries espalhados pela cidade, através deles também é possível conhecer outras histórias paralelas e emocionantes (como a do nosso amigo Mark Maltzer).

Sem dúvida a maior novidade nessa sequência é o fato de controlar um Big Daddy e isso muda bastante a mecânica do jogo. Logo de cara, a primeira mudança é poder usar os poderes do plasmid e as armas ao mesmo tempo.

E mesmo que a idéia de um protótipo que é melhor do que os modelos ditos avançados ser meio absurda, ela é bem vinda, já que as novas habilidades deixaram os combates mais dinâmicos. Outra novidade é que agora há uma opção de adotar as Little Sisters, o que significa protegê-las dos inimigos que aparecem do todos os lugares enquanto elas extraem Adam dos corpos de pessoas mortas (um hábito MUITO normal para meninas dessa idade).

E claro, se no primeiro Bioshock os inimigos mais fortes eram os Big Daddies, agora que você é um deles quem poderia te ameaçar? A resposta para essa questão são as Big Sisters. Elas são nada menos que as Littles Sisters do jogo anterior que cresceram e agora usam uma armadura inspirada nos seus “Mister Bubbles”. Elas são mais rápidas e mais fortes que os Big Daddies, além de também usarem plasmids. Portanto, prepare-se, pois não será uma luta fácil.

Por mais que Bioshock 2 tenha acrescentado novas características, visto no geral o jogo pouco muda em relação ao primeiro. Os inimigos são praticamente os mesmos do jogo anterior – os Splices – e os poderes dos Plasmids pouco mudaram. O game peca por não inovar tanto quanto seu predecessor, mesmo evoluindo em alguns aspectos. Não estou falando que ele é um jogo ruim, longe disso, só que parece que o pessoal da 2K games não quis arriscar muito nessa sequência.

Bioshock 2 seria um game perfeito se não fosse uma continuação, mas com certeza você não ficará decepcionado ao jogá-lo. Então, aventure-se mais uma vez por Rapture e quem sabe você pode encontrar Mark Meltzer e sua filha Cindy, com certeza você ficará impressionado com o que vai ver.

Pior host do mundo, criou o Fênix Down para continuar falando de games. Mas sua mania compulsiva acabou criando mais colunas do que ele aguenta.

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14 Comentario(s)

  • @fernando_shoiti 5 anos atrs

    Eu venho adiando esse jogo há muito tempo pq sempre ouço falar que é praticamente uma extensão do primeiro ao invés de ter as inovações que se esperam numa sequência, talvez seja legal quando pintar uma saudade do Bioshock 1, um dia ainda jogarei. Bela resenha.

    • espantalho555 5 anos atrs

      È bom você jogar bioshock 2 antes do Infinite, não é nem por causa de história nem nada, mas é porque parece que esse Infinite promete muito, o que pode fazer vc se decepcionar muito com esse segundo

  • Squallnathan 5 anos atrs

    Ah, Bioshock 2! Me lembro do desespero que me deu quando apareceu a primeira Big Sister. Estava quase sem munição, com pouca energia e jogando com vita-chamber desativadas. Aquela desgraça não parava quieta, bem diferente dos Big Daddies do primeiro jogo.

    Bioshock 2 é um bom jogo, mas como joguei o 1 primeiro, é difícil não comparar. E a história do 1 é bem mais envolvente. Agora estou aguardando o terceiro jogo que também parece ser bom e muito diferente dos outros 2.

    • espantalho555 5 anos atrs

      Bioshock Infinite realmente promete muito.

      O 2 até melhora alguns aspectos como o lance de poder atacar com uma mão e lançar plasmid com a outra, além de ser legal "adotar" uma Little Sister, mas realmente faltou algo.

  • espantalho555 5 anos atrs

    Esse é justamente o problema desse jogo.

    Ele pode ser considerado um bioshock 1.5. O que faz ele bom é justamente ser a continuação de um jogo excelente, o que faz dele tb excelente, mas não memorável

  • espantalho555 5 anos atrs

    Uma coisa que também esqueci de mensionar no texto é que essa sequência não foi desenvolvida pela mesma equipe do primeiro Bioshock, a Irrational Games. Talvez, por isso, o jogo não tenho sofrido muitas modificações.
    Porém, o Bioshock Infinite, está nas mãos da Irrational, o que dá mais esperanças de que o próximo jogo seja mais impactante.

    Também esqueci de mencionar o multiplayer, mas tb só iria falar mal. Achei completamente desnecessário a inclusão de um modo multijogador em Bioshock, um jogo que não tem cara de multiplayer e só foi colocado porque agora é "moda".

    • Mas você chegou a jogar o MP de fato? Eu achei muito divertido. Ele só peca em dois pontos: não tem auto-balanceamento in-game e o sistema de aquisição de ADAM nas partidas, de resto, gastei várias horas matando Splicers e Big Daddies por lá.

      • espantalho555 5 anos atrs

        Joguei bem pouco. Até porque tenho que admitir um certo preconceito quando colocam um modo multiplayer em jogo que não tem cara disso, puramente por aspecto comercial.

        Achei que isso aconteceu com Bioshock 2 e Dead Space 2 também. Não critico o modo multiplayer em si, ele até que é razoável, mas como ele foi implementado no jogo.

    • Squallnathan 5 anos atrs

      Eu não consegui jogar online pq sempre que eu tentavanão encontrava ninguém online, então nem sei se é bom ou ruim. O pior é que metade dos troféus são online. =(

      • espantalho555 5 anos atrs

        Acho que isso mostra que o Multiplayer não estava bom.

        No começo todos jogam para experimentar, mas aí veem todos os problemas e depois de um tempo desistem.

        Insisto em dizer que colocar um multiplayer no Bioshock 2 foi um erro

        • É essa maldita tendência que as publishers encontraram de botar todo santo jogo "online", ainda que não faça sentido necessariamente.

          Eu tenho o Bioshock 2 (embora nunca tenha jogado o 1), comprei na prévia do jogo justo, e é um jogo que não fui até o fim. Achei os gráficos datados, não curti muito a ambientação e achei ele relativamente difícil – a munição acaba muito rápido e os inimigos são bem chatinhos, pelo menos pra mim.

          Sei que Bioshock tem uma base de fãs forte, mas infelizmente esse jogo não me conquistou. Agora que estou no meio das minhas férias posso dar uma segunda chance pra ele… mas estou com uma lista de games a terminar meio longa, e alguns títulos como Assassins Creed Brotherhood, 3D Dot Game Heroes e Eternal Sonata devem acabar tendo preferência pra mim em relação a ele.

          Independente do meu gosto pelo Bioshock, parabéns pelo review!

          • Squallnathan 5 anos atrs

            Eu achei Bioshock 2 relativamente mais fácil que o primeiro por vc ter a possibilidade de usar plasmids e armas ao mesmo tempo. Mas ainda que vc ache os gráficos datados, dê outra chance ao jogo porque vale muito a pena. E essa questão de munição muito limitada é mesmo irritante.

  • Squallnathan 5 anos atrs

    Realmente. Quando olho metade dos troféus abertos e metade sem poder pegar dá muita raiva.

  • Pessoal, Bioshock 2 mesmo sem ter todo o brilho do primeiro vale muito a pena, é um jogo que ainda traz toda aquela expectativa do combate com os splicers, e aquelas sinistras criaturinhas (as little sisters) te cativam de tal forma que você sente na pele (ou melhor na armadura) o censo de paternidade para com elas. Eu mesmo zerei o jogo escolhendo a opção de salvar as little sisters, mas tremo em pensar de jogá-lo novamente na opção de condená-las. É sério! Este pensamento me aflige. Vlw!