Bem vindos a mais um Tô Jogando aqui no Fênix Down! A coluna onde você, leitor, pode participar!

Mas agora comigo, Kazz, em minha segunda semana no controle da coluna, dando uma de editor. Por isso não se acanhem em mandarem seus textos.

E nessa semana quem trás o review é o colaborador Vagner Oliveira, que fala um pouco de Virtua Fighter 5 para PS3.

E não esqueça de enviar o seu review para a gente colocar aqui no Tô Jogando! Agora com tratamento personalizado, especialmente para você, nosso querido leitor (e escritor).

Jogo: Virtua Fighter 5
Plataforma: PS3
Jogador: Vagner Oliveira

Virtua Fighter, para mim, está para os jogos de luta como aquele amigo que você encontra na rua, fica horas batendo papo sobre os assuntos mais variados e, quando se dá conta, se passou um dia inteiro. Joguei um pouco dos dois primeiros, comprei e devorei o Fighters Megamix para Sega Saturn e experimentei o terceiro quando o Dreamcast chegou a locadora perto de casa. Mais de uma década depois, durante uma de minhas caçadas de jogos nas lojas online, encontrei-o por 20 dólares e resolvi comprá-lo.

Uma das franquias que mais revolucionou os jogos de luta e ainda continua surpreendendo, apesar de ter pouca influencia entre os consumidores ocidentais, onde seu rival Tekken predomina, sua força nos arcades nipônicos é incontestável. A quinta versão do jogo foi lançada nos arcades em 2006, sendo portado para PS3 no início do ano seguinte, baseado na versão B do arcade*. E é sobre esta versão que esta análise é feita.

O aspecto visual é, no geral, agradável. Cenários bem ricos, bonitos e interagem com os personagens. Os personagens, por sua vez, estão bem expressivos e a movimentação deles é fluida. Tirando os sons clássicos da franquia, a trilha sonora não se destaca, cumprindo com o papel de ambientação e o idioma falado pelos personagens varia conforme a nacionalidade (inglês para ocidentais, japonês para orientais).

Mas o que interessa realmente num jogo de luta não é o visual e tampouco os sons. O que importa é a mecânica. É aqui que se encontra o maior destaque do jogo. E se há uma coisa pela qual VF é conhecida, é por seu balanceamento. Todos os personagens têm alguma chance contra todos os personagens, na verdade, ganha quem tem mais domínio sobre seu personagem preferido.

O nível técnico que os jogadores atingem é tão alto que Virtua Fighter é tido um dos jogos de luta mais hardcore que existe. Este jogo oferece uma forma de fácil acesso a esse mundo. A primeira vista, os jogadores são capazes de assimilar as sequencias mais simples e quais golpes tendem a ser mais eficientes contra a IA. Conforme forem acumulando mais experiência, começa a descoberta de contragolpes, esquivas, o entendimento de por que a defesa é um botão ao invés de simplesmente segurar para trás e quais são as possíveis variações que os golpes podem oferecer. O catálogo completo de golpes é oferecido no menu de pause e no modo treino.

Por falar em modos, além do treino citado anteriormente, temos os tradicionais Arcade e Versus, junto com os modos de customização de visuais dos personagens, exibição de replays e Quest. Neste último, é simulada a jornada ocorrida nos Arcades da vida real, enfrentando outros jogadores (neste caso, IA tentando simular jogadores reais) seja em lutas no estilo “rei da mesa” ou em torneios. À medida que for ganhando, o jogador é premiado com itens colecionáveis e dinheiro para comprar outros, tudo isso para customizar o visual de seu personagem. E para os que carecem de criatividade, todos os oponentes encontrados têm seus visuais customizados, mostrando as infinitas possibilidades de visuais, algumas que nunca conseguiria imaginar.

A grande falha de Virtua Fighter 5 para PS3 é a ausência de um modo online. Mesmo assim, para manter a fidelidade com os arcades, foi mantido o sistema de Ranking. Quão mais alto o Ranking, adversários mais difíceis são liberados e, conseqüentemente, a possibilidade de lutas mais emocionantes. Por mais tedioso que o Quest possa parecer pela descrição, este modo é capaz de prender os jogadores por bastante tempo, seja pela quantidade de itens a adquirir, seja pela dificuldade gradual das lutas.

Para quem quiser experimentar um jogo de luta realmente balanceado ou quer se aventurar mais no gênero, Virtua Fighter 5 é uma compra boa e barata. Alem do mais, nesses tempos de PSN offline, nada melhor que um jogo sem troféus e modo online para aproveitar esse tempo sem rede.

*Após o lançamento da versão de PS3, foi lançado ainda em 2007 um port para X360 baseado na versão C, contemplando modo online, achievements e outros itens para coleção. Em 2009 foi lançado nos arcades Virtua Fighter 5 R (e as sub versões A, B e C). A versão atual nos arcades é a Final Showdown, lançada em 2010 e que sofreu o update para versão A em 2011.

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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10 Comentario(s)

  • Pô legal, agora tem mais figuras pra ilustrar o jogo analisado, melhorou bastante.

    Já quanto ao jogo… prefiro ficar me divertindo com os fatalities do meu MK 9

  • Juliano 5 anos atrs

    Valeu, ótimo texto!

    Fiquei com vontade de experientar o jogo! Se não fosse a falta de tempo

    Vou tentar este após jogar bastante o MK, iniciar o MVC3, UFC 2010… xiiii rsrs

  • KrazyFox 5 anos atrs

    Acho esse jogo genérico demais. Prefiro Tekken. =P

  • VF sempre me pareceu interessante por simular realmente artes marciais mais verossimeis, mas nunca consegui jogar por mais que uma hora …

    • diegogc 5 anos atrs

      idem, ele é interessantissimo, mas nao consigo jogar!
      odiava ver meu primo jogando e nunca conseguia
      é um jogo q requer muita tecnica acima de tudo

      • Vagner "Zero" 5 anos atrs

        Não só em VF, como em qualquer jogo de luta, você precisa adquirir um certo nível técnico. Contra um jogador mais experiente online, button mashing não adianta (a não ser em alguns da Namco e da Capcom – rrrrrrratinhooo). BB e SF4 tentam forçar isso ao jogador através dos challenges, ensinando prioritariamente, quando o botão deve ser apertado.

        Já em VF você aprende o timing e as estratégias conforme for progredindo no Quest. Você começa ganhando, toma uma surra, tenta novamente até ganhar ou vai aprender novos golpes no training para depois, voltar e ganhar. Esse ciclo se repete infinitas vezes ao longo do Quest. Eu mesmo só consigo sair de agarrões na sorte, por enquanto.

  • Eu joguei bastante o Remix, pq quando comprei o Sega Saturn era o único jogo que eu tinha.

  • toniendlich 5 anos atrs

    Acho o virtua fighter 4 do ps2 um dos melhores jogos de luta que joguei. E o virtua fighter 2 é o único jogo que me faz ligar meu antigo sega saturno para tirar uma poeira.
    Mas sem online, e sem troféu, e com mortal kombat é difícil pegar o virtua 5.

    • Vagner "Zero" 5 anos atrs

      Nisso incluem dois fatores: tempo e uma mancada da SEGA.
      MK é de 2011, tem nem seis meses de lançamento, enquanto que VF5 é de Fevereiro de 2007, mais de um ano anterior ao sistema de troféus. Mesmo a versão de X360 tendo troféus e online, ela não sofreu updates ao longo desses anos. Talvez a SEGA pudesse ter lançado um jogo novo por versão e um update online para cada release.
      Como isso não aconteceu, a alternativa é se divertir com essa versão como um jogo casual na hora em que tiver nada a fazer. Enquanto o MK tá entre 120 (lá fora) e 200 (aqui), o VF sai no máximo a 50, tanto lá fora quanto aqui.

  • VF5 é o segundo jogo de luta q já joguei em primeiro está o MK (Adoro o Scorpion seu quase todos os fatálites dele no MK O ULTIMO)