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Em mais uma semana de coluna interativa, João Luiz analisa um jogo da clássico franquia de Castlevania, The Dracula X Chronicles.

E não esqueça de enviar o seu review para a gente colocar aqui no Tô Jogando! Agora com tratamento personalizado, especialmente para você, nosso querido leitor (e escritor).

Jogo: Castlevania: The Dracula X Chronicles
Plataforma: PSP
Jogador: João Luiz dos Reis Santos

Minha relação com Castlevania vem de muito tempo atrás, quando eu tinha um Master System e invejava os amigos que tinham o NES. E existiam três jogos que me faziam ter este sentimento mesquinho: Mega Man 2, Super Mario Bros. e Castlevania. Enfim, eu acabei passando pela geração 8 bits jogando estes jogos apenas na casa dos coleguinhas e primos, mas nunca o suficiente para zerar qualquer um deles, criando uma obsessão pela série que me acompanha até hoje.

Após a geração 8 bits, tive a possibilidade de jogar com calma praticamente todos os Castlevania que saíram, desde os clássicos Bloodlines (Mega Drive) e Castlevania IV, até os mais modernos Curse of Darkness (PS2) e Order of Ecclesia (NDS).

O último que joguei, na verdade ainda “tô jogando”, é o Castlevania: The Dracula X Chronicles (Konami, 2007), uma coletânea com os dois jogos canônicos da série Dracula X, Rondo of Blood (originalmente do PC Engine) e Symphony of the Night como um bônus desbloqueável. A saber, Dracula X de SNES é um port mais limitado de Rondo of Blood e não é considerado canônico para todos os efeitos.

Rondo of Blood (que a partir daqui será referenciado como RoB) é um Castlevania clássico indicado principalmente aos saudosistas e retrogamers. A jogabilidade segue bem aquele padrão dos jogos da série desde a geração 8 bits, onde o jogador deve seguir um caminho que, salvo em poucas ocasiões, é bem linear, matando inimigos clássicos como caveiras, medusas e zumbis. Diferente de Symphony of the Night (que merece um review exclusivo) e dos outros “Metroidvanias” de Game Boy Advance e DS, os elementos de exploração, de avanço de nível e de aquisição de novas habilidades não estão presentes em Rondo of Blood, tornando ele um jogo mais simples (não necessariamente mais fácil). Itens clássicos como a cruz, a água benta, a adaga e o machado estão presentes, com uma inovação que eles podem ser usados com a habilidade Item Crash, que dispara um ataque mais forte ao custo de um pouco mais “corações”.

E com todos os elementos mais antigos de Castlevania vêm alguns pontos não tão positivos, como a morte em buracos infinitos ou em água, os pulos que o personagem dá pra traz ao receber golpes (muitas vezes empurrando o jogador aos mesmos referidos buracos), dano elevado causado por golpes dos inimigos e raríssimos itens de cura.

Como quase tudo neste jogo, a trama também remete às temáticas mais clássicas de Castlevania: ano de 1792, a amada do protagonista Richter Belmont, Annette, é levada ao castelo do Dracula pelo feiticeiro Shaft. No caminho Richter conta com a ajuda de Maria Renard (que também é um personagem jogável), irmã mais nova de Annette e encontra alguns desafios, como o próprio feiticeiro Shaft, além de outras personagens interessantes como a freira Terra e Iris, a filha do doutor de um vilarejo próximo.

Esta versão de RoB foi totalmente refeita exclusivamente para o PSP em 2.5D, ou seja, jogabilidade 2D com gráficos tridimensionais. Os modelos foram refeitos com bastante cuidado, preservando muito a identidade visual da série, fixada na memória dos fãs desde 1986. Destaque especial para o próprio protagonista, Richter, que se no jogo original vestia algo muito próximo de uma versão azul da clássica roupa de Simon Belmont (dos primeiros jogos da série), agora veste um traje mais elegante, algo com uma cara mais renascentista. Algumas animações em situações específicas do jogo ajudam a deixá-lo ainda mais bonito.

Tal qual os gráficos, a música de Castlevania também é algo que se mantém vivo desde o primeiro jogo até os dias de hoje, de maneira que grandes clássicos como Vampire Killer e Bloody Tears não poderiam faltar neste game, acompanhando a trilha sonora do próprio jogo que mantém a assinatura da série, sempre com aquela pegada que mescla o gótico com o moderno e uma pitada de metal. Algo bastante interessante em Dracula X Chronicles é que, além das versões regravadas das músicas de RoB, é possível encontrar ao longo das fases itens que permitem que a música tocada na fase seja substituída pelas versões originais em chiptune.

Resumindo, The Dracula X Chronicles é uma ótima oportunidade que os fãs da série têm de jogar um Castlevania clássico. Alguns elementos, que não se justificam ou são bem aceitos em jogos mais modernos, podem irritar jogadores mais novos. Mas ainda assim é uma excelente forma de entrar em contato em grande estilo com uma das franquias mais importantes da história dos games. E, é claro, de brinde você ganha Symphony of the Night, que é só o melhor game da série.

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22 Comentario(s)

  • diegogc 5 anos atrs

    Belo review
    Sinceramente acho um dos melhores remakes de castlevania ja feitos
    pra começar pelo lance do mapa que você monta e te da as possibilidades diferentes de caminho, aumentao o replay do jogo.
    Só tenho uma critica pra ele… em comparação aos antigos castlevanias, achei esse um tanto facil.

    • Obrigado pelos elogios Diego! :-D

      E obrigado também ao Kazz pelo trampo na edição, legal ver um texto bruto digitado no GMail virar uma coluna tão bem editada.

      Sobre o jogo… bem, eu só fiz o final "ruim" dele até agora, matar o Drácula sem salvar as meninas. Até agora não tive muita dificuldade, confesso. A "Morte" foi a que mais me deu trabalho, principalmente pelo lance de te derrubar do navio dependendo de como ela te acerta.

      Mas de qualquer forma, acho que ele tem a dificuldade que a plataforma impõe a ele – eu tenho jogado ele no estacionamento do prédio onde trabalho, quando chego cedo demais (antes do escritório abrir). Dessa forma fica meio difícil pegar um ritmo.

    • Sushi0 5 anos atrs

      Eu já não achei tão facil assim, só consegui terminar jogando com a Maria… é, não sou muito bom em Castlevania.

  • Rondo of Blood, Super Castlevania, Symphony of the Night -> Melhores castlevanias da franquia.

    • Assino embaixo!
      Tenho vontade de jogar aquele remake pra PS1 do primeiro Castlevania… vale a pena gastar um trocado nele na PSN?

      • mc_sundae_guy 5 anos atrs

        o chronicles? eu não cheguei a jogar mas, sei lá pareceu…horroroso. prefiro muito mais a arte minimalista do original com 2 cores predominando. e de remake do 1 já basta o 4 (que é foda).

  • henrique 5 anos atrs

    Nossa, Dracula X pra SNES é horrível. Tem gráficos fodas, músicas fodas, mas disparado o pior controle que já experimentei.

    • diegogc 5 anos atrs

      cara, esse jogo tem esses controles
      eu vou dizer q nao me afetou tanto assim…
      remake é remake né? =P

      • Acho que é até "parecido", mas em matéria de jogabilidade escrota o Dracula X de SNES ganha em disparado. Eu tentei jogar dia desses em emulador, mas usando joystick – cara, não dá!

  • Phelioz 5 anos atrs

    Só de ler esse review e ver o video do jogo deu vontade de jogar um Castlevania antigo mas… 2d! =P Na minha humilde opinião, esse 3d ai não ficou bacana não! Dá aspecto de jogo de ps1, sei lá… O que tem de errado em fazer sprites?! hehehe =)

    • diegogc 5 anos atrs

      é 2.5D
      é um 3D roubado… mas ficou legal sim, pelo menos eu achei…

    • Eu vou ser sincero que preferia os sprites redesenhados do que um jogo em 2.5d. Mas esse Castlevania ficou bem massa, principalmente se levarmos em consideração que ele é jogado na telinha do PSP.

  • kleber 5 anos atrs

    Muito foda esse jogo viu .

  • inominavel 5 anos atrs

    Terminei esse jogo com 100% , gostei muito, não tinha jogado a versão original claro, somente aquela do super nintendo, e cara, gostei mesmo desse jogo, me diverti muito, fiz todos os caminhos possíveis no jogo, trilha sonora incrível! muito metal e dá todo um gás de enfrentar os desafios do jogo.
    Nunca tinha terminado o Symphony of the night, e foi dessa vez que o terminei, assim que habilitei ele nos bônus do jogo!

  • Anarcker 5 anos atrs

    Joguei demais isso no PSP de um amigo meu. Muito bom mesmo.
    Já tinha jogado o orginal emulado e achei o remake na mesma dificuldade e o chefe final ainda tem uma forma extra que não tinha no original.

    Mas para mim, o Portrait of Ruin e Order of Ecclesia ainda são os melhores.

  • Ótimo Review, amigo (:

    Também só tive a oportunidade de jogar ele na casa de terceiros por não ter um PSP (Não me arrependo, por que convenhamos né Order of Ecclesia rlz :B).
    Lembro de ir na casa dessa pessoa, tentar zerar o jogo o mais rápido possível para liberar o SotN, apesar de nunca conseguir por que a individua não possuía cartão de memoria :(

    É isso :V
    Abss

    • Obrigado pelo elogio!

      Pô, que sacanagem ter um PSP sem Memory Card! hahahaha

      Mas quanto a terminar ele pra jogar o SotN, não precisa! Pra desbloquear, basta seguir um caminho alternativo numa das primeiras fases (se não me engano é a segunda). Eu confesso que antes mesmo de me dedicar ao Rondo of Blood, a primeira coisa que eu fiz foi desbloquear o SotN e jogá-lo até o fim – isso porque eu já tinha feito isso no PS1!

      E Order of Ecclesia ruleia MUITO! Pra mim é o melhor do DS (compartilho a opinião do Diego sobre o Portrait e nunca curti muito o Soma Cruz pra considerar o Dawn of Sorrow melhor)