Vamos para mais um Tô Jogando aqui no Fênix Down! A coluna comunitária que precisa da sua ajuda.

Nessa semana, João Antonio nos fala um pouco sobre The Witcher 2, para PC e XBOX 360.

Agora leia atentamente, comente e não se esqueça de enviar o seu review para colocarmos aqui no Tô Jogando!

[gameinfo title=”Game Info” game_name=”The Witcher 2 – Assassins of Kings” developers=”CD Projekt RED” publishers=”Atari” platforms=”PC, XBOX 360″ genres=”RPG” release_date=”17/05/2011″]

The Witcher é uma série de jogos baseados nos livros de fantasia do escrito polonês Andrzej Sapkowsky. Neles temos o protagonista Gerald of Rivia, um dos melhores Witchers, caçadores de monstros cujos corpos foram modificados por meio de poções e outros meios para terem habilidades sobre-humanas. No termino do primeiro jogo, Gerald havia conseguido salvar o rei Foltest de Temeria de um misterioso assassino, mas em uma segunda tentativa não consegue e para agravar é acusado de ser o assassino. O jogo começa com ele sendo interrogado e lembrando os eventos até aquele ponto.

Estas lembranças atuam como o tutorial. Em cada trecho vemos Gerald narrando como ele acabou, por exigência de Foltest, a ficar ao seu lado após a primeira tentativa de assassinato, e como acabou sendo arrastado para lutar na guerra que este rei precisou fazer contra um vassalo rebelde devido a seus filhos bastardos. O jogo começa bem épico, logo você já está em uma torre de sítio invadindo o castelo do rebelde junto com o rei e seus soldados até o momento final quando Foltest é assassinado. Uma vez terminado o interrogatório, Gerald é libertado (ainda que seja suspeito) e o jogo continua a partir daí, com ele indo atrás do Kingslayer.

O tutorial, apesar de excelente como narrativa, tem talvez um problema, ele poderia explicar um pouco melhor os controles, principalmente o combate e uso de Signs, é muito fácil no inicio morrer várias vezes logo no primeiro combate. Na verdade, não é errado dizer que The Witcher 2 é um jogo difícil, até mais que o primeiro e bem mais que outros títulos recentes. E bastante recomendável jogar pela primeira vez no Easy e com o Difficult QTE desabilitado, até pegar o jeito.

O combate mudou, ainda que Gerald use uma espada de prata contra monstros e uma de aço contra humanos, foram-se os estilos de luta do primeiro jogo, agora ele tem um ataque mais rápido e um forte. Além disso, há opção de bloquear ou aparar ataques e até realizar rolamentos para se afastar dos inimigos. Movimentar-se pelo campo durante a luta é vital, pois se cercado, Gerald morre relativamente rápido, e o problema por vezes é justamente lutar contra vários inimigos ao mesmo tempo.

Gerald também já começa sabendo todos os Signs, que essencialmente são as magias do jogo, agora todas tem usos bem mais claros. Por exemplo, Quen, que produz um escudo para absorver, talvez seja um dos mais essenciais Signs. Fora estas opções, podem-se arremessar facas, bombas e até construir armadilhas.

Diferente do primeiro jogo, agora existe um número muito maior de armas e armaduras que Gerald pode usar, fora que agora ele pode até construir seus próprios equipamentos coletando diferentes peças e tendo o “projeto” do item desejado. O mesmo vale para as poções, bombas e óleos, para as quais ele precisa coletar órgãos e partes de monstros, com a diferença que não é mais necessário “ler” sobre o monstro para coletar o necessário. Armadilhas seguem o mesmo padrão.

Enquanto que o primeiro jogo utilizava o engine do Neverwinter 2 modificado, The Witcher 2 usa um engine próprio, que dá ao jogador um maior liberdade de movimentos e uma aparência muito melhor, para não dizer impressionante, ainda que um pouco pesada em requisitos de sistema. Inclusive há uma maior interação com o cenário, Gerald pode subir, descer, pular, escalar em vários pontos, além de possuir Quick Time Events, o problema é que o ícone que mostra isso é bem pequeno. Há no jogo alguns mini-games, como o Dice Poker, que já havia no primeiro, além do Pugilismo que foi modificado e usa QTEs, com a adição de Queda de Braço.

Talvez, The Witcher 2 é um dos poucos jogos que pode realmente dizer que tenta ser um jogo adulto, devido as temáticas por ele abordadas, como, por exemplo, racismo, que o jogo aborda pela tensão que há entre os humanos dominantes e os não-humanos obrigados a viver em distritos miseráveis sob a ameaça constante da violência e que por causa disso acabam quase empurrados ou atraídos para as fileiras da Scoia’tael um grupo guerrilheiro e terrorista que luta por seus direitos.

Ambigüidade é tema comum no jogo, raramente as coisas tendem a serem óbvias, e mesmo decisões que parecem boas podem ter consequências terríveis. Não há medidores de moral, como em Mass Effect ou Fable, você pode flutuar melhor entre as nuances de cinza, sendo bom quando quiser ser bom, ou sendo mal quando você julga que deve ser mau. As pessoas e grupos com quem você interage no jogo refletem bem o clima sombrio, ninguém é exatamente bom ou mau. Isso faz com que as escolhas que envolvem tomar um lado sejam bem mais difíceis.

A trama do jogo envolve vários pontos decisivos importantes e têm, segundo os produtores, mais de 16 finais diferentes. Há várias sidequests que por vezes envolvem caçar monstros, o que diferente do primeiro jogo, não é mais tanto só ir lá e matar “X” monstros, mas requer algumas etapas extras. Além disso, em certos momentos você joga como outros personagens, o que lhe dá outra visão dos fatos.

Outra mudança foi a abordagem dos romances e relações sexuais, enquanto que no primeiro titulo da série, onde tais cenas eram representadas por uma animação borrada e ao final você recebia um “sexy card” com a imagem da pessoa nua (que infelizmente dava ao jogo um ar bobo, pois parecia um mini-game), em The Witcher 2, saem as “sexy cards” e temos cenas propriamente ditas, porém não explícitas demais. Há bem menos delas, mas estas ocorrem em momentos mais coerentes com a trama.

The Witcher 2 é um jogo excelente, visualmente impressionante, possuindo um rica trama com várias opções e uma jogabilidade melhorada, ainda que possa ser um pouco difícil de jogar devido a uma falta explicação inicial, mas não chega a ser um problema grave.

Trailer:

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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10 Comentario(s)

  • mister I 5 anos atrs

    Pra mim, o unico defeito do jogo é o final "cliffhanger''

  • Taí um jogo que realmente me interessa quando chegar no Xbox 360.
    Porém, como não tenho PC decente nem para rodar o primeiro game, eu fico um pouco com pé atrás de pegar uma história já pela metade. Bem que a CD Projekt poderia arranjar algum jeito de lançar também o primeiro para console.

    Acho que faltou um pouco mais de comparações com outros RPGs mais famosos, como Mass Effect e Dragon Age, para visualizarmos melhor como o jogo se encaixa

  • Faz muita falta jogar o 2 sem nem saber um pouco do 1? To pensando em comprar no Steam, mas to com um pé atrás… por que não sei se vou ter vontade de jogar o 1… quando vi a comparação dos dois, desanimei do primeiro.

  • Gabriel Perux 5 anos atrs

    Comecei a jogar o jogo faz pouco tempo e estou gostando MUITO dele!.. review ficou muito bom, parabéns!

    jogão mesmo!

    um abraço!

  • Quem estiver na duvida de jogar o primeiro, recomendo fortemente, excelente historia e ambientação apesar de sua jogabilidade não ser das melhores, mas nada que prejudique ou irrite. Joguei bem pouco do segundo, acabei fazendo o pre-order, mas até agora ainda não tive tempo para começar a campanha, do pouco que joguei me surpreendeu muito, foi uma grande evolução em relação ao primeiro.

  • Hadjin 5 anos atrs

    O MELHOR e mais IMERSIVO RPG da gen. Tem seus problemas, muitos deles até bobos demais, como o save, que a cada save cria-se um arquivo no teu hd e, no final de tudo, tu fica com mais de 500mb de save do jogo. Acho que isso foi concertado em patchs recentes. Mas tem o problema de que para atualizar 100mb de arquivo no steam tu tem que baixar 9gb de dado :T nunca que vou fazer isso.
    Há também os dlcs FREE. 3 até agora. Achei um dos jogos mais bonitos da gen, e a direção de arte é muito boa também.
    E nem reclamo com a dificuldade do jogo. Hoje em dia são os jogos que estão fáceis demais mesmo.
    Quero dizer, em certos jogos quando tu luta com um grupo de inimigos, cada um ataca de uma vez. Em the witcher 2 não tem isso. Se tu ficar de costas pro inimigo, ele vai te atacar. Se estiver batendo em um inimigo, outros irão te atacar ao mesmo tempo. Tem que pensar bem antes da batalha, até porque não se pode tomar as poções durante ela (outra coisa que achei bem foda.).

    bom review!