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Dessa vez, Renan Martins fala de Stubbs the Zombie in Rebel Without a Pulse, um jogo da geração passada para PC e XBOX.

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[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Stubbs The Zombie in Rebel Without a Pulse” developers=”Wideload Games” publishers=”Aspyr Media” platforms=”PC, XBOX” genres=”Ação” release_date=”18/10/2005″]

Quantas vezes ao ver aqueles belos zumbis correndo em sua direção, seja em Left 4 Dead, Resident Evil ou até mesmo Plants vs. Zombies, você não parou e pensou: “porquê não sou um deles?”. Agora você pode! Bom, na verdade pode desde 2005, ano de lançamento de Stubbs The Zombie in Rebel Without a Pulse, jogo desenvolvido pela Wideload Games, companhia de um dos co-fundadores da Bungie e que conta com uma equipe de ex-funcionários da mesma. Publicado pela Aspyr Media, da qual você nunca deve ter ouvido falar, à menos que tenha sido dono de um Mac em meados dos anos 2000, quando ela controlava boa parte de toda a mídia produzida para o sistema operacional de Steve Jobs.

Usando a Halo Engine com severas modificações, foi concebido esse excelente jogo em que você controla o zumbi de Eddie Stubbs, um caixeiro viajante que é assassinado em 1933. Ele volta à vida no ano de 1959, onde seu local de descanso eterno foi profanado para dar lugar a uma cidade chamada Punchbowl e para se vingar resolve fazer algo simples: comer o cérebro de todos na cidade. Daí em diante, cabe a você descobrir o que acontece na vida. Ehrr… Digo, na morte de Stubbs.

Suas armas começam com um simples arranhão ou mordida, na qual além de obter seu alimento preferido, faz suas vítimas se erguerem logo depois como aliados. Isso mesmo, você vai avançando no jogo e criando seu próprio exército zumbi! Mas não é só isso. Que tal arremessar seu pâncreas como se fosse uma granada? Ou soltar gases enquanto os inimigos te cercam? Não está bom ainda? Então atire sua cabeça tal qual uma bola de boliche e derrube aquele grupo de policiais que está atirando em você. Além dessas armas improvisadas, você pode controlar apenas a sua mão. Essa opção é mais usada pra missões stealth (rotten snake?) ou para entrar em locais de difícil acesso e desculpem pelo trocadilho, mas essa função é realmente uma mão na roda em várias ocasiões. Para terminar esse acervo de armamentos e utilidades improvisadas, ainda temos o braço de seus inimigos. Às vezes, em certos ataques, Stubbs acaba arrancado o braço da pobre vítima e então pode usar isso como um cassetete. Espancar seu inimigo com o próprio braço dele, tem idéia de quão divertido é isso?!

O exército zumbi que acompanha Stubbs pra todos os lados é limitado à uns 20, talvez 30 amiguinhos putrefatos, mas você pode dar comandos simples à eles, como indicar um alvo ou local para irem atacar. E quando você se encontrar vagando sozinho, basta um assovio para que os zumbis próximos se juntem para formar aquela pequena horda de gemidos e gritos de “braaiiins!”, da qual você é o líder.

A cada avanço seu, suas vítimas vão aumentando e por conta disso, mais caótica a cidade fica. Aliás, por falar na cidade, Punchbowl é uma metrópole retro-futurista, com carros voadores, robôs e ao mesmo tempo aquele típico clima de anos 50 no ar, algo parecido com o que acontece no mundo de Fallout. E esse clima de “o ontem encontra o amanhã” é fechado com chave de ouro com a trilha sonora genial, eu disse GENIAL, do jogo. O que a linda da Aspyr resolveu fazer foi pegar músicas dos anos 50 e 60, tais como Mr. Sandman, Earth Angel, Strangers in The Night e muitas outras e dar para artistas modernos interpretarem, entre eles se destacam The Flaming Lips, Phantom Planet, Oranger e The Raveonettes.

O humor negro do jogo é outro aspecto que se destaca, apesar de todas as mortes com gore, sangue esguichando exageradamente de corpos e desmembramentos, não existe nenhum tipo de tensão ou terror, mas sim piadas e momentos engraçados sendo jogados pra você nos momentos certos, contra-balanceando toda a agressividade (lembra bastante Destroy All Humans, jogo da mesma época). Além de missões em que o objetivo é contaminar a cidade mijando na central de abastecimento d’água e o fato de Stubbs ser um fumante e a cada vez que pratica esse mal hábito (não que ele tenha que se preocupar, afinal…) deixa uma trilha de fumaça que escapa de seus pulmões expostos.

Entre os pontos negativos, está o fato de que é curto, você consegue zerar facilmente em um dia. Basicamente você vai do ponto A ao ponto B, matando tudo em seu caminho. O que dá impressão do jogo ser mais curto ainda. Certos chefes também tem um nível de dificuldade um pouco absurdo e fazem você ter que dar reload muitas vezes naquela fase. Isso dá a impressão de que certas partes do jogo foram feitas pra encher linguiça e os chefes são difíceis pra prolongar o tempo de seu avanço no jogo. Mesmo assim, em meio á essa salada de mesmice, você encontra missões diferenciadas e que se destacam e essas sim, fazem o jogo valer à pena de ser jogado.

Graficamente talvez você sinta falta de umas texturas melhores aqui ou ali, um antialiasing mais decente, mas em geral, considerando que é um jogo de 2005, ele é bonito aos olhos, chegando a ser visualmente melhor que Halo 2, da mesma época e da qual usa a mesma engine.

Stubbs The Zombie in Rebel Without a Pulse, é um daqueles jogos de boa qualidade, que poucos compraram e gostaram muito, mas o público em geral ignorou. Mesmo assim em 2008 foi anunciada sua continuação pela mesma Wideload, porém após essa ser comprada pela Disney Interactive Studios em 2009, nada mais foi dito oficialmente.

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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12 Comentario(s)

  • Poisony 5 anos atrs

    Ah, taí um jogo que eu sempre quis jogar. Lembro de ter visto numa revista e achado muito legal a ideia de controlar um zumbi. Fora que esse Stubbs aí é o zumbi mais estiloso que há.

    A trilha sonora parece foda. Eu descobri ela sem querer, quando achei a versão do Death Cab For Cutie de Earth Angel procurando pela trilha sonora de De Volta Para o Futuro.

  • xalassa 5 anos atrs

    Lembro quando saiu esse jogo. Recebeu notas bem medianas e acabei nem dando bola pra ele.
    Olhando agora parece ser bem legal. Tem um jogo que está pra sair agora pelo fim do ano(não lembro o nome) que é no mesmo estilo "use o corpo como arma". Deve ter se inspirado foda nesse jogo.

    • mcsundaeguy 5 anos atrs

      Kinect (lol).
      tem um monte de coisa que faz sua propaganda assim, pensando bem.
      só esse ano teve shadow of the damned e o "be the weapon" do crysis 2, etc.

  • Sedated 5 anos atrs

    Opa sim! Saiu rápido esse meu review, espero poder mandar mais nas próximas e que o pessoal goste! Sempre foi um game que eu queria que mais gente conhecesse.
    E Kazz, pode colocar "Sedated" mesmo como nome do player hehehe.

  • Drugue 5 anos atrs

    Conheci Stubbs The Zombie num programa de games que eu nem lembro o nome, só sei que passava no Multishow na época do lançamento do jogo e lembro que procurei muito esse jogo pra comprar e agora que vi esse review descobri que tem Stubbs The Zombie no Steam…rs
    O review ficou muito bom e realmente me deu vontade de jogar essa perola esquecida pela sociedade… Vou comprar e jogar com toda certeza.

    • mcsundaeguy 5 anos atrs

      putz, acho que vi esse mesmo programa. esse jogo inclusive.
      alguém sabe qual era(é) o nome? ou por que acabou?

      • Drugue 5 anos atrs

        Procurei um pouco e parece que é Cybernet.
        Era bacana pakas… mas acho que nem passa mais

        • Eu assistia Cybernet, e não faz tanto tempo assim que vi pela ultima vez. Mas hj em dia programas assim são defasados demais.

          • Drugue 5 anos atrs

            O Cybernet nunca foi muito sincronizado, lembro que ele sempre era um pouco defasado mesmo, mas não sei se era muito ou coisa de uma ou duas semanas. Mas era um programa bacana…

  • Esse tá na minha wishlist faz algum tempo. Joguei o demo e achei bem divertido, mas fica atrás de algumas outras prioridades. Quem sabe quando sair uma bela promoção no Steam.

  • Daniel Avelan 5 anos atrs

    Nossa,eu era doido pra ter esse jogo na epoca.Mas quando eu finalmente consegui algo que rodasse jogos da nova geração(PC),já tinha se passado 3 anos e perdi o interesse.Quando eu acabar de jogar os lançamentos novos para meu novo xbox360 eu vou jogar