Bem vindos a mais uma quinzena de GamerDivã!

Dessa vez vamos discutir o fantástico mundo de Jonathan Blow, game design de Braid!Em uma visita ao Brasil, tive oportunidade de ver uma palestra dessa mente completamente diferente de qualquer outro gamer design e conversar um pouco com ele. E agora chega a hora de compartilhar com vocês!

Até onde jogos devem ser como obras de arte? O que diferencia um jogo de um filme ou livro? Diversão faz mal? Empresas te escravizam? O que você gamer está fazendo com sua vida?

Ouçam, concordem, discordem e comentem!

NOTA: Este GamerDivã resolvi colocar uma música de fundo ao invés de somente o som dos vídeos. Então já sabem né? Digam se curtiram assim, se querem músicas diferentes (já que estou pensando em deixar essa como música tema do GD) ou se preferem o formato antigo sem música.

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Fernando X de Megaman X! Não de pornografia ou de Xuxa!

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47 Comentario(s)

  • Drugue 5 anos atrs

    Meus parabéns! Esse Gamer Divã ficou excelente.
    Tenho uma visão um pouco diferente da do Jonathan Blow, mas concordo com muito do que ele disse.
    Acredito sim que qualquer experiencia pode te ensinar algo e se for divertida e ensinar algo ganha ainda mais pontos, mas eu sinceramente gosto (as vezes) de chegar em casa depois de um dia estressante de trabalho e simplesmente ficar apertando botões aleatórios e matando pixels, isso não esta me trazendo nada de bom eu sei, não esta me ensinando nada e eu não estou aprendendo nenhum lição, mas muitas vezes eu uso esse "desligar o cérebro e apertar botões" como uma terapia. Muitas vezes eu chego muito estressado em casa e sei que ninguém ali tem culpa das coisas que eu passo aqui no trampo, de toda a pressão e talz, e é por isso que eu chego quietinho, ligo meu game, mato alguns inimigos, me diverto, relaxo e ai sim volto pra sala pra conversar com meus familiares, com isso eu acredito que eu evito muitas brigas desnecessárias. Mas em outros momentos, quando eu realmente quero jogar, ai sim eu espero ter a experiencia que o Jonathan Blow quer entregar em cada jogo que ele faz.
    No final acho bem importante termos os dois tipos de jogos, na verdade até mais do que isso, acho importante termos toda a variedade que temos hoje em dia pra você poder escolher se quer ou não jogar aquele jogo pesado ou aquele descontraído em determinado momento.

    • FernandoX 5 anos atrs

      ele é bem duro na crítica dele, mas dá pra entender o ponto que ele diz
      o problema realmente são os jogos que não te passam nada mas te prendem, te forçando a continuar jogando porque você se diverte jogando! ai que mora o perigo

      mas tb adoro desligar o cerebro e jogar tranquilamente

      • Drugue 5 anos atrs

        Éééé realmente os jogos que te prendem e não passam nada são sempre complicados, por que você acaba sendo praticamente "obrigado" a jogá-los, muitas vezes por causa desse bendito vício e realmente não consegue nada em troca. Acho que os jogos sociais do Facebook, orkut, etc e os MMOs são grandes exemplos disso, mas o problema é que normalmente quem joga vai conseguir apontar muitos fatores que a gente que não joga nunca vai conseguir ver e com isso a gente até entende o por que deles curtirem tanto esse tipo de jogo. E como o pessoal que compra um PS3 pra jogar PES e só PES, o cara tem um grande aparelho de entretenimento e não usa nenhuma função, o objetivo dele é jogar apenas jogar PES por mais que você mostre outros jogos e tal se el não quiser jogar outra coisa ele vai ficar travado ali e vai te dar 1000 motivos do por que fazer isso…

  • Cara, esse é um assunto que é bem polêmico e extenso para ser discutido

    Mas assim como existem jogos que não te trazem nada para pensar e é só diversão, existem filme (e livros) que também não te fazem pensar e são só diversão e nem por isso deixar de falar que cinema e literatura não são artes

    As ideias do Jonathan Blow sempre foram bem duras desde quando ele era crítico nos sites de games, apesar de não concordar com algumas coisas que ele fala, acho válido ter uma pessoa na indústria que instigue e faça jogos que fazem outros jogadores se instigarem sobre o assunto de game é arte ou não.

    Outra é que, existe hoje um número grande de tipos de jogos para diferentes tipos de público. Quer diversão desenfreada? Só diversão? Tem jogos pra isso
    Quer uma coisa mais relax pra jogar com amigos e família? tem os jogos casuais
    Quer uma experiência mais imersiva e que te faça pensar, já tem vários jogos independentes assim na Live ou Steam

    O importante é ter essa diversidade no mercado, o que é um sinal do crescimento dos videogames como cultura

    • FernandoX 5 anos atrs

      o problema mais apontado acho que são os jogos que te prendem
      vemos várias e várias notícias de mães de família deixando os filhos de lado por conta de jogos de facebook. é um vício, um jogo que tem toda arquitetura que te prende nele.
      pensa em jogos hardcore que você adora jogar. a estrutura dele permite que você jogue quando quiser, mas joguinhos de facebook não. você tem X ações e depois tem que ficar ali, contando os minutos pra ter mais uma ou duas. isto prende o jogador e fode com a vida…

      acho que ele é mto critico na parte de "sem diversão" pois é bom se divertir. mas acho que a idéia é criticar os jogos que tiram algo de você por isso, e não os que não acrescentam nada

      • Esses problemas dos jogos de facebook não estão nos jogos em si e sim na pessoa que deve ter algum tipo de problema para deixar as suas responsabilidades para só jogar.

        Nisso, o argumento é o mesmo para jogos violentos. É o jogo que tá deixando a pessoa violenta ou ela já tem uma pré-disposição à violência que pode ser potencializada pelo jogo? Criticar o game assim é fácil

        Eu jogo jogos de facebook, mas lá dentro existem opções de qual tipo de jogo experimentar. Eu mesmo jogo muito os jogos do assassin's Creed e do Dragon Age que tem lá, eles são legais, me divirto e é também uma forma de expandir a série com novos tipos de jogabilidade. Acho bem válido

        • FernandoX 5 anos atrs

          mas foi até o q eu disse no GD de violência
          o jogo ser violento influencia sim no comportamento das pessoas. assim como o jogo ser viciante também.
          é a mesma coisa de cigarro. fuma quem quer, mas e quem vicia? ai a empresa não é responsável? uma vez que você tem um produto você também deve ter responsabilidade pelo o que ele faz com seus usuários

          e de jogos de facebook, o próprio dragon age segue a receita de apenas alguns movimentos por hora. isso é uma mecânica de viciar a pessoa, senão ela simplesmente não existiria. foi um produto feito pensando nisso, e esse que é o problema. um jogo feito pra viciar

  • Sahmmael 5 anos atrs

    Hahhh não Fernando_XXX, Diablo é o nosso Doritos com Coca-cola dos games

    Mas esse GD foi bom para abrir os olhos de muito gamer

    O que eu entendi mais com o Jonathan naquele fatídico dia é a indignação dele contra a indústria dos games, onde eles poderiam fazer jogos incríveis e ao mesmo tempo educativos. Porém, a maioria absoluta dos lançamentos são de jogos onde a gente simplesmente esvazia nossa cabeça (e o bolso tb) por infinitas horas.

    Antes a jumentude saía para jogar bola na rua, andar de bike, ajudar velhinhas atravessarem a rua, plantar batatas, guerrilhar contra aliens e robôs gigantes, etc… e voltava para casa sempre com um machucado novo e uma história nova pra contar. Hoje a minha maior preocupação é quando o carteiro vai chegar com o jogo que comprei e qdo será o próximo lançamento. Minhas melhores histórias são dos jogos que joguei, e não das que vivi. E as que eu não lembro, por ter bebido.

    Felizmente, o público hardcore tem se mostrado cada vez mais exigente nessa dinâmica, enredo e propósito dos games. Acredito que assim um dia nós poderemos dizer realmente que ajudamos a salvar o mundo real ao invés de salvar a princesa do castelo.

    Achievement unlocked: defeated Aids http://www.kotaku.com.br/conteudo/um-puzzle-colab

    • FernandoX 5 anos atrs

      diablo é jogo de clicar =(
      maldito clique divertido!

      e vc tb ficou deprê depois da palestra do JB! =P

      • Sahmmael 5 anos atrs

        O maldito é o JB!!!

        O JB destruiu metade das minhas boas memórias, mostrando como fui enganado. Eu gostava de jogos de corrida até aquele dia.

        Ele é tipo aquele nutricionista que fala q a gente só come porcaria e q vamos morrer cedo se continuar assim. Bate a deprê na hora, mas depois a gente sai pro churrasco.

  • Enfim aquela entrevista que o Fernando deve estar de saco cheio de tanto que cobrei ele desde ano passado (ele nem deve lembrar. kkkk).

    Realmente é meio dura e desanimadora a visão dele sobre os games.
    A grande maioria dos jogos não tentam ensinar grandes coisas para nós, mas quer saber, não acho que isso seja tão ruim assim. Assim como filme e livros, muitos são para entreterimento somente e isso não os diminui, assim como não acho que não diminui os games terem um foco pouco mais na diversão. Certo que é muito mais comum termos filmes e livros como conteudo mais artistico, por assim dizer, do que games, pois já são uma mídia mais madura (digo madura de mais antiga e dominada e não de séria) do que os games e só atualmente eles tem sido encarado como arte.
    Em breve acredito que haveram mais jogos artisticos e pessoais como Braid e serei muito feliz quando isso aconntecer, mas até lá aproveito para me divertir e aprender (não como Jonatham Blow gostaria, mas acho que tudo que vivemos nos ensina algo, alias somos aquilo que experenciamos e vivemos).

    Já que foi citado vicio em games, porque não sugerir (mais uma vez) que o pessoal assita ao Extra Credits sobre isso.
    Game Addiction – Part 1 http://youtu.be/00SvIIualUw (falam mais sobre "vicio" em crianças)
    Game Addiction – PArt 2(a) e (b) http://youtu.be/05fxAOCVeWE http://youtu.be/KIi_XzAJEyg (Fala sobre vicio em adolecentes e adultos. Chega a ser comovente.)

    • FernandoX 5 anos atrs

      n foi toda a entrevista, pq nela falei mto sobre Braid e The Witness, mas mta coisa que ele disse tá no GD xD

      e bom, acho q o problema n é os jogos n trazerem uma mensagem, e sim poucos jogos fazerem isso. como já foi citado, tem mto filme pipocão que diverte, mas tem mtos independentes que ensinam. acho que poucos jogos te fazem refletir por eles mesmo, normalmente você tira uma lição sozinho

      e sim, mto bom esse extra creditz! penso em falar sobre isso alguma vez no futuro xD

      • Então, acho que é apenas uma questão de tempo para vermos jogos mais conceituais no mercado, principalmente com o espaço que a PSN e XBLA ambrem para que isso aconteça.
        E se a pessoa realmente se preocupar com games assim, dá para achar facil pela internet jogos indies com conteudo, que queram passar um sensação e/ou uma idéia para as pessoas.

        Dica: Jogem "Which". Umas das experiencias mais incríveis que já tive com game. Jogo indie curtinho, nem dez minutos.
        Link para ajudar ~> http://gamejolt.com/freeware/games/adventure/whic

        Ah, esse site que gamejolt é só para indie game, dem uma olhada nele, está repleto de games bons.

        Fernando, desculpe pelo off topic.

  • Ah. uma coisa que esqueci de falar.

    O novo jogo do Jonathan Blow, The Witness, será lançado somente para PC e iOS. Segundo o próprio Blow ele acho que os consoles atuais não tem o potencial de passar o que ele quer.
    Fico muito triste em saber disso, pois console é a minha plataforma de jogos atuais.

  • Eu comecei a assistir o vídeo meio que "ah,lá vem Jonathan Blow e seu longo/chato/insuportavel discurso sobre arte",mas assim que terminei de assisitir,tenho que concordar em muito sobre sua opinião.
    Afinal,os melhores jogos que já joguei na minha vida me ensiram alguma coisa:Mafia me fez pensar sobre os caminhos mais fáceis a serem seguidos,red faction(o primeiro)me deu uma lição sobre perseguir os nossos sonhos se queremos que ele vire realidade.Half life,que me ensinou que nossas ações influenciar muito mais que nossas vidas.Shadow of colossus que muitas vezes,ganãncia é confundida com heroísmo.Deus ex que toda ação ou falta dela traz consequências.
    Só discordo sobre a lógica de clicar em pontinhos:sempre existe algo além disso.Algo do tipo:se você clicar nesse pontinho,esse outro vai ficar maior,e clicando em outro este vai ficar mais rápido,emfim.

    • Sahmmael 5 anos atrs

      Não é nada contra os jogos point n'clicks. O próprio Braid é só um jogo plataforma de mecânica super simples. Mas concordo com vc Daniel, Shadow of Colossus me mostrou q mesmo um cavalo bugado pode ser seu melhor amigo.

      O Jonathan quis dizer sobre se é certo um jogador ter a obsessão de ficar 6h (ou mais) na frente do console, por melhor e mais épico que seja esse jogo? Ele criou Braid essêncialmente em cima desse espírito do gamer.

      Na palestra dele, ele não quis nos dar uma lição de moral ou filosófica, mas de que as produtoras estão pouco se importando com nossa saúde mental ou vidas pessoais. É o óbvio que ninguém gosta de ouvir.

  • Caramba, esse post já tá ganhando como a maior quantidade de comentários longos :)

  • trabalho de Jonathan Blow = Jonathan Blow's job

    vide google translate XD

    • kkkk
      Sempre que leio o nome dele uma piada semelhante me vem em mente. Mas que merda é essa de ter Blow no nome tambem, hem. Ele deve ser tão zuado quando pequeno quantos os Pinto no brasil. kkkk

    • curiosamente ele não é uma putinha de algum console
      TADA-TUDUM-TSSSSS

  • Melocchi® 5 anos atrs

    Muito profundo este Gamerdivã….Profundo do poço!!! hehehehe…. Curti a proposta e a música de fundo não atrapalhou em nada, por mim pode mantê-la nos próximos. Sobre controlar e destruir pixels ele está certo, assim como alguns livros são apenas gotas de tinta no papel e filmes são apenas fotografias em movimento. Existem filmes para desligar o cérebro que não lhe passam nada de útil, apenas diversão, assim como alguns ótimos games. Encaro Games como cultura, expressão e arte, mas cabe a cada um interpretar como aquele jogo está lhe afetando ou moldando seu caráter naquele momento, Experimente jogar novamente um game de 15 anos atrás, tenha certeza de que a experiência é totalmenet diferente. Saiu há alguns dias o remake para IOS de Another World (Out Of This Wordl) que joguei há décadas no SNES; e posso dizer que a experiência foi inédita poi slembrava de todas as passagens que já havia jogado, mas agora encarei a história de um modo muito mais adulto e profunco, acreditando no personagem e naquilo pelo que estava passando. Fora que lembrei como esse jogo é foda e os controles nunca respondiam como deveria, aquele pulo maledeto que demorava um segundo a mais depois de partar o botão………No mais nada mais, parabéns Fernando

  • Paulo Fontes 5 anos atrs

    Fernando, mto legal essa "coluna" do fenixdown, nao acompanho mta coisa por aqui por falta de tempo(fenixnews e top10 apenas), mas curti.

    Em relação a essa visão de jogos viciantes q nao acrescentam em nada, axo q existem casos e casos, realmente se vc ficar jogando um jogo de luta, corrida, ou um diablo o dia inteiro sozinho, axo q isso eh um problema, mas se houver interação com outras pessoas(no caso multiplayer e de preferencia offline neh =D), axo extremamente benefico e nao vejo como esses tipos de jogos nao estao trazendo algo para as nossas vidas… a felicidade é real =)

    Em relação as musicas do video, eh bacana, mas vai trocando, o robo cantando por 10 min, por mais incrivel q seja, enjoa xD

  • KrazyFox 5 anos atrs

    Eu discordo profundamente da idéia de que os jogos não devem ser divertidos. '-'

    • FernandoX 5 anos atrs

      hahahah
      n devem ser divertidos DEMAIS
      xD

      • Isso é meio bizarro de falar.

        Por que alguém não iria querer que algo fosse divertido demais? (independentes de ser games ou não)

        • Poisony 5 anos atrs

          Porque tudo que é demais faz mal, mamãe já dizia.

        • Paulo Fontes 5 anos atrs

          o problema tá em viciar a pessoa nakela diversao e nao dar nada em troca de verdade, é a pessoa se viciar naquilo e nao crescer como ser humano… a tv faz isso, a internet em uma grande parte das pessoas faz isso tb, e os jogos tb =/

          dá pra entender o titio sopro, eh q ele expõe as ideias dele de forma mto radical heheh

        • KrazyFox 5 anos atrs

          hm… Até que eu entendi agora…

          É como usar quantidades extremas de açúcar e manteiga numa comida, para o própósito de ser delicioso está ótimo, mas pode ser bem prejudicial em outro sentido.

          Mas eu ainda discordo em parte, pra mim pode-se fazer de tudo, mas pra tudo também se tem um equilibrio. Acho que um jogo pode ser divertido DEMAIS, mas que ele limite em alguma outra coisa (por exemplo, o jogo ser curto, ou só atingir esse nível de diversão se tiver em multiplayer, ou que exija conhecimento de mundo, etc. Acredito que há maneiras de se equilibrar um jogo sem exatamente cortar a diversão em si.)

          Mas em jogos como World of Warcraft ou Farmville eu concordo completamente, são jogos eticamente muito questionáveis.

  • RafaelFair 5 anos atrs

    Muito bom, curti pra caramba, concordo com ele em partes. Eu estudo dois periodos, trabalho fds e de manhã é o único tempo que me sobra pra fazer trabalhos e tudo mais. Eu não ligo de perder um fds inteiro jogando, pq me relaxa, me desestressa, claro que concordo que os jogos tem que tentar passar alguma coisa positiva que vá refletir na pessoa, mas tbm acho que tem horas que você quer apenas se desligar do mundo e se divertir nos games.

  • Lorde_Worth 5 anos atrs

    Caramba, vai chover pedrada, mas preciso dizer isso
    Acho que é ótimo que as pessoas sejam escravas de video games, faz bem para a sociedade que parcelas populacionais sejam dominadas. Por que? Para sofrer desse tipo de domínio mental é preciso ser muito susceptível a propaganda simples, acho melhor que os idiotas gastem sua energia jogando games rasos ao invés de achar que estão pensando enquanto fazem coisas mais idiotas e potencialmente perigosas (como ler Marx, mas isso é outra história).
    Quanto aos games divertidos demais que não dão nada em troca, não sei por que isso ainda choca alguém. É o preceito básico do cinema, quadrinhos e de TODOS OS OUTROS RAMOS DO ENTRETENIMENTO. Haverá (um escolhido! ta-da-da) mais games rasos, mais filmes blockbusters, mais livros de auto ajuda e best sellers descerebrados, mais lixo minimalista cuspido pelo Lee Ufan em museus de arte moderna (opa, fugi do assunto de novo). É necessário que haja. Precisamos de válvulas de escape de stress e elementos alienadores.
    EU JOGO COISAS IDIOTAS. Jogo porque quero esquecer um pouco do mundo, do mesmo modo que entro em blogs e vou ao cinema para não fazer coisas úteis da minha vida. Há jogos profundos? Há. Há jogos, filmes, livros, músicas, quadrinhos e quadros profundos. Não acho que eles mudem alguma coisa no mundo, não acho mesmo. Não é pessimismo, só estou fazendo o que foi sugerido e analisando friamente o panorama social em que vivemos. Não deu, me afastei muito do tema de novo. Tentando retomar o assunto: a indústria está completamente certa, por favor continuem fornecendo minhas drogas favoritas. E no mais… opa, tomei um gol no FIFA.

    • KrazyFox 5 anos atrs

      CA-RA-LHO!!

      0% de crença na humanidade foram encontrados neste post. XD

    • Acho que se as pessoas lessem Marx ao invés de consumir entretenimento teriamos um mundo de pessoas deprimidas sem qualquer objetivo em vida,já que ela ia acabar,o que seria pior ainda.Minha opnião,claro.

    • Lpolon 5 anos atrs

      Entendo o seu ponto e concordo sobre existir muita coisa que é "perda de tempo". E tudo bem. Isso sempre existiu. Eu não vou ficar me explicando.

      Só não concordo com o lado "dominação sociológica" sobre "melhor games inuteis que Marx".

      Nada contra falar mal de Marx. Só acho que não é o ponto. Concordo com "tanto faz" e não com "isto é menos pior!"

    • Lpolon 5 anos atrs

      não seja tão pessimista e auto-destrutivo. Até o narrador sobreviveu ao Tyler Durden =)

      (p.s. – Se este nome não te diz nada, não procure sobre. É um spoiler TENSO de ALGO maneiro)

    • FelipeRaabe 5 anos atrs

      Bom, se a maioria dos jogos fossem profundos, todos eles seriam considerados rasos. Logo, a coexistência é necessária mesmo.

  • Lpolon 5 anos atrs

    vou ouvindo e comentando..

    Tudo bem que jogos devem passar mensagens como outras formas de mídia. Mas uma "jogabilidade divertidinha", ao meu ver é todo o diferencial entre um jogo e um filme.

    Eu preciso que conforme eu aprenda a jogar, o controle se torne intuitívo para eu "afundar" na experiência. Eu me sinto recompensado quando os controles não limitam a minha habilidade.
    Se Street fighter ou Starcraft 2 me viciar pelo desafio. Eu não vejo problemas nisso. Agora, talvez eu dê razão ao Blow em "multiplayers com recompensa" como AC e CoD tem sido.. Agora, eu não diria isso de CS e também de WoW.

    Em WoW fala-se de "progression" num dungeon. E isso depende de como cada um dos 25 nerds lutando contra o boss conhece o desafio da luta e sabe como lutar aquela luta. Quando o desafio está baixo (normalmente pq os itens estão muito fortes) em geral a comunidade "hardcore" reclama.

    A motivação é o desafio. Jogos podem ser arte. Mas também podem ser "desafio" – um esporte.

  • Lpolon 5 anos atrs

    Eu não vou culpar uma droga qualquer – Açucar, Maconha, Cocaína, crack, cafeína, alcool, anfetaminas – por ser viciante.
    Foi mal, eu vou sempre culpar o usuário.

    Se ele quiser colocar a maioria dos jogos na categoria vícios como Bingo e McDonalds. Tudo bem! Mas não tire a culpa do jogador.

    É dificil mesmo ter limites e só jogar "o suficiente". Mas uma pessoa qualquer da nossa idade que não jogue videogames provavelmente "perde" muito tempo assistindo TV/Séries e de ressaca. haah! Claro que é um esteriótipo, mas existe. A idéia é a mesma. Não vou condenar as boates ou as séries por "viciarem as pessoas com a curiosidade, a interação social!!"

    Somos todos condenados à liberdade. Não vou concordar com ninguém que negue isso

  • Lpolon 5 anos atrs

    Hobbies são inuteis por definição (eu acho). Tanto faz se você joga farmville ou coleciona selos. Você provavelmente irá perder dinheiro de qualquer jeito.

    O meu ponto é que existem NÍVEIS de qualidade e ambição em qualquer forma de mídia.

    Pra mim 40 horas lendo um romance do Stephen King ou jogando Call of duty vão te "ensinar" a mesma coisa. (Nada).

    O que senhor dos aneis ensina?


    O bem é brilhante e o mau é escuro?

    É um hobbie. Tanto faz. Existem níveis.

    • FelipeRaabe 5 anos atrs

      Você provavelmente foi essa pessoa que leu 40 horas de Stephen King, por isso eu não achei nenhum erro gramatical no seu comentário. (Inclusive alterando o nome de Senhor dos Anéis pelo acordo gramatical).

  • FelipeRaabe 5 anos atrs

    If Hulk Smash, Jonathan Blow 8D

    Mas então, tv é assim, muitas pessoas acham que se mantendo longe das TVs resolve o problema, mas jogos podem igualmente te prender e comer seu cerebro.
    Mas PODEM, não significa que DEVAM.
    O que me irrita é que tem muita gente que diz que se preocupa com o jogador, mas não faz nada pra ajudar, achei legal o citado ser o Blow, porque ele foi sincero, Braid foi um jogo que me deixou tenso, me deixou numa imersão gigante, mas quando acabou, acabou, me deixou muito satisfeito e calramente uma pessoa melhor. Diferente de um Diablo da vida…

    A propósito Audio Version s2

  • Jogos são entretenimento. Quem produz quer ganhar algo com isso e quem sabe passar uma mensagem. Você pode ler a Bíblia e mesmo assim achar que não aprendeu nada de útil. Outros conseguem tirar uma mensagem de um filme. Depende do leitor/jogador. Acho que esse Gamerdivã foi mais uma confissão do que tudo.
    Games não são minha vida. São diversão. Se eu sair com meus amigos e não jogar games não vou sentir falta. Existem coisas mais importantes na vida!

  • Não li os comentário mais so para colocar na discussão (talvez já ate tenham dito)Não li os comentário mais so para colocar na discussão (talvez já ate tenham dito)
    Jogos (para mim) são ferramentas de entretenimento assim como filmes, livros, arte marcial e diversos hobbys a fora. Como qualquer atividade ele pode ser utilizado a fim apenas de descontrair ou em nível que vira fanatismo e dependência.
    Sobre dependência eu não culpo as empresas pois as pessoas que tem distúrbios que precisam se isolar em um "mundinho" vão pegar o mundo que mais li convém assim surgem os fanáticos e bitolados, pessoas que não enxergam nada alem do que querem ver.

    E qualquer coisa pode colocar as pessoas nesse estagio "fanático" que tantos criticam, e quando falo qualquer coisa digo realmente qualquer coisa de comida, se esconder dos problemas com amigos, festas, religião, passando por drogas ilícitas como as licitas (álcool, cigarro e remédio), pode também ser ate uma namorada, quem nunca ouviu falar de alguém que tento se matar por ter sido largado ou ameaçou o ex parceiro, que persegue e faz atrocidades?

    Assim digo, loucos que confundem as coisas sempre vão existir só o que muda é o veiculo que eles vão usar para dar vazão a suas loucuras ou carências, os vídeo games não são culpados a culpa e das pessoas que não sabem lidar com a vida.

  • Gabriel Wu 5 anos atrs

    Muito bom esse vídeo.

    Esse assunto é bem complicado. Acho irresponsável e desleal a maneira como algumas empresas arquitetam os jogos para tentar te prender ali. O mais interessante é que os jogos que mais prendem as pessoas não são necessariamente os mais divertidos.

    Já fui jogador de WoW no passado (joguei por um ano quando o jogo foi lançado e depois por alguns meses quando saiu a primeira expansão), sem duvida a maior parte do tempo gasto no jogo era ficar fazendo preparações para as Raids, acumulando dinheiro, poções, etc. Quanto chegou o ponto em que o jogo parecia mais um emprego que uma diversão, larguei.

    Acho que devido a isso, qualquer game no qual eu identifique esse tipo de estrategia, já não me interessa muito, hj raramente jogo algum multiplayer e quando jogo é de forma bem casual. Se começo um jogo e após algumas horas, o jogo ainda não me agradou ou se estende de maneria forçada (sidequests idiotas, obriga a fazer algo desagradável, etc) largo na hora. Se o jogo se estende de maneria forçada (sidequests idiotas, obriga a fazer algo desagradável, etc). Desse maneira acabo variando mais os jogos e jogando coisas melhores. Passo longe de achievements tmb, acho uma das piores coisas que surgiram nos últimos anos.

    Por outro lado o argumento de que vc poderia estar fazendo outras coisas, acho bem fraco. Qualquer atividade pode ser vitima dessa critica, assistir filmes, ler, trabalhar, malhar, qualquer coisa em excesso vai estar te privando de outras experiencias.

  • Adorei, anotei, vou refletir sobre o assunto.