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Dessa vez, General do Panda, nos apresenta um jogo bem diferente, Big Bang Age, um jogo indie para PC.

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[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Big Bang Age” developers=”AliceSoft” publishers=”” platforms=”PC” genres=”Visual Novel, Eroge, Estratégia” release_date=”19/12/2003″]

Quando pensei em escrever um review para a coluna Tô Jogando me deparei com o problema de ser afetado pela ”maldição”, não possuindo nenhum videogame, nem sequer um PC que rode jogos de ultima geração. Que espécie de experiência em jogos interessante eu poderia dividir com os demais leitores do Fênix Down? Nesse momento olhei para o desktop do meu computador e os milhares de jogos desconhecidos que venho colecionando através dos anos.

Era isso, faria uma review sobre um jogo que quase ninguém havia jogado.

Acho que meu primeiro contato com Doujin Games, os famosos Jogos Indie Japoneses, ocorreu quando eu tinha 15 anos de idade. Naquela época eu me deparei com um jogo chamado Higurashi no Naku Koro ni – Daybreak, que era baseado em uma de minhas séries de animê prediletas. De cara fiquei fascinado pela qualidade técnica do jogo, que não devia em nada a jogos oficiais, e desde então começou minha história de amor com os Doujin Games.

Logo parti em busca de novos jogos e não demorou muito para eu colocar minhas mãos no que considero até hoje ser o jogo de luta com a melhor música de abertura EVER:

Big Bang Beat

Um jogo de luta muito bom, mas o deixarei para um futuro review. O que importa é que, além do jogo em si, eu me interessei bastante pelos personagens e história (que infelizmente eu não conseguia entender dado meu vasto conhecimento do idioma japonês). Após pouco tempo descobri que na verdade Big Bang Beat era baseado em outro, um Visual Novel/Eroge chamado Big Bang Age.

Para aqueles que não conhecem, Visual Novels são jogos basicamente compostos por textos e imagens, onde o jogador apenas escolhe as opções na tela que levam a finais diferentes, enquanto Eroge é abreviação de Erotic Game. Assim sendo, ignorei o jogo por anos, afinal o que me adiantaria jogar um jogo composto só por textos em japônes e imagens hentais? Não respondam, pervertidos!

Até que, inicio desse ano, encontrei um patch de tradução do jogo para inglês. Agora era a hora de mergulhar fundo (UI!) no universo daquele jogo pelo qual eu tanto me interessei anos atrás.

- A História:
No ano de 200x um buraco gigante surgiu no meio do Japão, chamado de Hell Hole. Com sua aparição surgiram cristais negros conhecidos como B-Crystals, que concederam poderes especiais a algumas pessoas (estudantes colegiais japoneses, obviamente). Essas pessoas passaram a ser conhecidas como Special Students se tornaram poderosas e passaram a governar o Japão, cada grupo dominando determinada área do país. Eis que surge o personagem principal do jogo, Zanma Rouga, um Special Student que tem como objetivo formar seu próprio exército, derrubar aqueles que estão no poder e governar o país com suas próprias mãos.

- A Jogabilidade:
Minha primeira surpresa ao começar o jogo foi a respeito da jogabilidade. Primeiramente, o jogo pode ser divido em 3 capítulos: Escola, Distrito e Nacional. Em cada capitulo você possuiu um mapa divido em áreas que você precisa conquistar e defender de ataques inimigos.

Na maioria dos VNs você apenas lê a história e faz algumas escolhas, mas em BBA temos um sistema de administração de exército que nunca havia visto em outros jogos do estilo. Você joga por turnos, e em cada turno você deve posicionar suas unidades de forma estratégica, não apenas para atacar ou defender territórios, mas também para conseguir fundos e assim ser capaz avançar em suas conquistas, afinal dinheiro é o que faz o mundo girar.

O sistema começa simples, mas com o tempo torna-se mais e mais difícil administrar seus territórios, o que pode ser meio frustrante, já que às vezes uma decisão que você tomou vários turnos atrás pode comprometer toda a sua estratégia presente, fazendo com que você tenha que carregar um save bem antigo.

Cada turno divide-se em 4 fases distintas:

Region Phase: Aqui você pode explorar uma área qualquer do mapa, podendo encontrar novos aliados ou disparando eventos especiais.

Conversation Phase: Você pode conversar com um personagem do seu exercito, explorando melhor o background dele e de quebra ainda ganhar alguns bônus nas características dele.

Deployment: Quando você posiciona suas unidades nas áreas do mapa que você pretende conquistar e/ou defender.

Battle: A batalha propriamente dita entre suas unidades e as unidades inimigas. Você deve escolher a ordem em que os seus personagens atacam.

E agora chegamos ao que eu considero o ponto alto do jogo:

- Os Personagens:
Além de unidades genéricas que você poderá recrutar para seu exército, você também encontrará mais de 50 personagens diferentes, cada um com sua própria história de background na qual você pode ou não se aprofundar, conversando com eles durante a Conversation Phase ou acionando eventos durante a Region Phase. Ao fazer isso você não só expande o universo da história, mas o personagem com o qual você está interagindo torna-se mais forte e leal a você.

Alguns personagens tem histórias rasas, mas outros possuem tramas bem interessantes, além do que a maioria dos personagens são bastante carismáticos. Mesmo o personagem principal, Zanma Rouga, que a primeira vista parece ser o estereótipo convencido e mulherengo, mostra-se uma pessoa boa com a qual é fácil se simpatizar.

Apesar do clichê, de estudantes super poderosos caindo na porrada, a história é bem contada e você fica curioso com o que irá acontecer em seguida com aqueles personagens, além de possuir alguns plot-twists e, como é de praxe nesse tipo de jogo, suas decisões alterarem o rumo que a história vai tomar. Infelizmente não se pode entrar em detalhes sem dar spoilers massivos, mas tudo corre como um Animê Shounen padrão.

Prós:
– História simples, mas divertida.

- Personagens muito carismáticos e que possuem histórias próprias.

- Fator Replay. É impossível pegar todos os personagens da primeira vez então pode-se jogar novamente focando em personagens diferentes, além dos finais que também mudam de acordo com suas escolhas.

- Bastante diferente dos jogos que se tem hoje em dia.

Contras:
– Com o tempo torna-se bastante complicado administrar suas tropas, territórios e dinheiro, o que pode ser bastante frustrante.

- Hentai. Em determinados momentos eu entendo que as cenas de sexo têm a ver com a narrativa da história e isso não é um problema, mas em outros, parece ser muito gratuito e sinceramente, mais de 30 linhas descrevendo o ato sexual entre duas pessoas não é tão divertido quanto se pode pensar.

- Achei o jogo longo pro sistema de jogabilidade dele. Impossível jogar por horas a fio sem que algo frustrante aconteça. Podia ter uma duração menor ou ser um pouco mais fácil.

- O acionamento de alguns eventos de personagens são praticamente impossíveis de se realizar se você não tiver um walkthrough a mão.

Nota: 7.5/10

Big Bang Age não é um jogo pra qualquer um e não é nem de longe uma obra de arte (falo isso colocando meu ”fanboísmo” de lado, já que se tornou um de meus jogos preferidos). Mas, quem estiver disposto a tentar algo diferente dos jogos atuais, vai encontrar um universo bem legal que merecia uma adaptação pra outras mídias (Por que não tem Animê/Mangá desse jogo!?).

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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22 Comentario(s)

  • Lorde_Worth 5 anos atrs

    A primeira vez que li o nome pensei que fosse um Eroge com o nome de Big Bang age porque Gang bang age já estava sendo usado, mas me interessou muito depois de ler a review. Acho que não tem anime disso por ter muita coisa igual por ai. Parece inclusive uma mistura de meus dois animes favoritos com um outro que não gosto muito, ou seja: darker than black (pelo Hell Hole), code geass (dominar o japão com um exército feito do nada) e To aru majutsu no index (ou qualquer outro anime clichê de estudantes super poderosos).

  • Lorde_Worth 5 anos atrs

    Caralh0, o panda da screenshot de combate chama chupacabra!

  • KrazyFox 5 anos atrs

    Fiquei cusioso… onde eu posso achar esse jogo?

    (Se responerem "Google" apanham)

  • Poisony 5 anos atrs

    Bah, me surpreendi aqui agora. Muito legal que a galera que tá mandando texto pro "Tô Jogando" vem de backgrounds gamer diferentes, joga jogos diferentes e o resultado anda sendo bom, com bastante coisa underground ou fora do mundinho "PS3/XBox360/PC" do resto do blog. Sinto falta disso.

    Não esperava uma resenha de um visual novel/eroge doujin game (o único que eu e todo mundo jogou mas não admite foi True Love), e que ainda por cima tem um lance de jogabilidade meio RTS. Parece bem legal, vou baixar pra ver.

    Ah, claro, não posso deixar de falar: teu nick é foda. Referências obscuras de Mulan rules. Um tempo atrás vi um General do Panda no TF2, poderia ter sido você?

    • GeneralDoPanda 5 anos atrs

      O pior é que eu realmente NUNCA joguei True Love. Na época eu tinha muito preconceito contra eroges e hoje em dia não consigo rodar ele no meu computador.

      Bem possível que tenha sido eu mesmo. Tô sempre no TF2, do meio do score pra baixo, mas sempre por lá XD

      • Poisony 5 anos atrs

        Cara, True Love foi o primeiro dating sim que eu conheci, e acho que era popular na época por ser um dos poucos que já vinha com o texto em inglês. Lembro que baixei em um site tosquíssimo que meu primo era WEBMASTER. Nesse site tinha outras coisas que só eram possíveis na época do modem de 28 kbps, tipo The Sims crackeado dividido em trinta arquivos, hahaha.

        • GeneralDoPanda 5 anos atrs

          Ah, os tempos áureos em que levavamos 5 horas pra baixar uma rom de SNES :'D

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