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[Gamics] As HQs (brasileiras) de Street Fighter!

Olá galera!

Primeiramente gostaria muito de agradecer ao feedback positivo da primeira coluna e dizer que a Gamics ainda não vai falar do Batman, por conta de outras colunas no site envolvendo o Morcego (não me perguntem quais são, por que eu também não sei, ehehehehe).

Bem, quinze dias atrás, falei de um jogo de quadrinhos. Hoje farei o inverso.

Nos anos 90, o Brasil teve muitas HQs produzidas aqui, mas muitas mesmo. A grande maioria não passava dos primeiros números e muitas séries famosas tiveram sua versão brazuca: algumas péssimas e outras interessantes, como as resenhadas aqui. A série de luta mais famosa de todos os tempos foi uma das primeiras a ter versão brasileira.

E sim, estou falando de Street Fighter.

Publicado na metade dos anos 90 pela editora Escala, a hq, roteirizada por Alexandre Nagado e desenhada por Arthur Garcia durou bastante tempo, com histórias paralelas a “trama principal”, mas a qualidade deixava aquém do esperado pois, mesmo sendo parecido com o traço original, você podia perceber que o artista copiava (ou no jargão de desenhista “chupinhava”) cenas e poses do anime lançado (também) nos anos 90, que foi o que alavançou a facilidade de licenciamento do produto. Apesar da longevidade, a hq foi minguando, antes publicada em formato americano e por fim, nos formatinhos padrão da época.

Mas no final dos 90 e começo dos anos 2000 tivemos um boom dos RPGs de mesa, capitaneado pela revista Dragão Brasil. A editora Trama, que publicava a revista, conseguiu a licença de adaptação para RPG e quadrinhos de dois jogos que tinham suas novas versões saindo do forno: Mortal Kombat 4 e Street Figher zero 3, ambas como mini series em 4 partes, completamente feitas por talentos nacionais.

Street Fighter Zero 3 foi escrito por Marcelo Cassaro (que também era o editor da revista na editora Escala) e desenhado por Erika Awano (revelada pela editora Magnum na famigerada adaptação de Megaman por artistas brasileiros). O roteiro em si é basicamente um emaranhado de cenas, apresentando os personagens do game. Ao final de cada número, uma HQ menor contava um “one shot” de um personagem qualquer (incluindo uma em que envolvia o Capitão Ninja- personagem criado por Marcelo cassaro e alter ego deste na antiga revista Gamers- junto com Guile), por outros desenhistas, entre eles, Eduardo Francisco- que fez a arte de Mortal Kombat 4.

Porém, a revista pecou em dois pontos- o primeiro em ser uma mini serie: a versão da Editora Escala, mesmo tendo umtraço algumas vezes aquém de sua contraparte mais nova, conseguia trabalhar melhor com os personagens, não parecendo “jogado”, com cenas de ação em cada número e aparições estranhas do nada; e segundo, fazendo com que apenas conhecedores da mitologia de Street Fighter conseguissem extrair tudo o que a mini serie propôs, uma vez que não se explorou devidamente os históricos e motivações dos personagens.

Mas há pontos positivos também: o traço de Awano é extremamente competente, evoluindo de forma absurda entre uma edição e outra. Os núcleos de personagens (parece até novela, hehehe) são trabalhados de forma competente, envolvendo as principais tramas em SFZ3 (a luta de Ryu contra seu lado maligno e a busca de Guy e Cody por Jessica- novamente sequestrada pela Mad Gear estão entre elas), além de brincar (leia-se tirar um sarro) das origens criadas pela capcom americana (provavelmente a licença adquirida pela Trama era integral, podendo envolver todas as origens- tanto americanas quanto japonesas).

Apesar de não ter sido um primor, Street Fighter Zero 3 fez bastante sucesso, mesmo sendo algo “aproveitado” pela editora Trama (que, como mencionado no inicio, conseguira a licença da Marca SFZ3 para publicação de RPGs, com a HQ “a tira colo”), mas compensa no final como um grande fan Service aos fãs da franquia.<

E que é muito, mas muito melhor que a HQ nacional do Megaman, isso é (uma pena que Darkstalkers e Samurai Showdown, anunciados pela editora, não tenham saído)!

Valeu galera! Até daqui quinze dias!

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Sidequests:

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