Olá pessoal!

Mais uma quinzena, mais um Gamics! Agradeço (mais uma vez) ao feedback dos artigos anteriores e a recepção ao Fenixcast do Batman- tenho certeza que a recepção boa a essa humilde coluna colaborou para minha participação no cast. Aproveito aqui para puxar o saco dos chefes agradecer ao Diego e ao Fernando pelo convite/oportunidade!

Vamos seguindo com as explicações quadrinísticas dos jogos que tanto gostamos (não se preocupem, na próxima coluna falarei de uma HQ legal) e de mais um clássico dos 16bits: vamos explicar quadrinisticamente A Morte e o Retorno do Super-Homem (The Death and Return of Superman).

Lançada em 1993 como um arco de história nos EUA, a Morte do Super-Homem atingiu proporções imensas para os quadrinhos na época, recebendo muita atenção da mídia não especializada, linha de brinquedos e (obviamente) jogos para os principais consoles da época. Suas continuações, Funeral para um Amigo e O Retorno do Super-Homem também fizeram muito sucesso.

A “trama” (por que a HQ é o mais puro massaveio) conta como uma criatura extremamente poderosa cai na Terra e começa a destruir tudo o que vê pela frente. Em face da destruição causada, o monstro é chamado de “Apocalipse” (Doomsday, no original) pela mídia. Após derrotar a Liga da Justiça (que não foi lá um mérito muito grande, vista a  formação da equipe na época), ficou provado que era necessário alguém de mais peso para a empreitada.

O resultado? Superman entra na peleja e luta com Apocalipse atravessando cidades, até que finalmente chegam em Metrópolis. O monstro é contido, mas com um alto preço:

(se você reclamar de spoiler dou na sua cara!)

O game, lançado pela Sunsoft é, adivinhem só… um Beat’n’Up, tal qual Maximum Carnage. E aqui começamos a primeira tentativa de justificar certos parâmetros do jogo (“tentativa”? você me pergunta. Calma que você vai entender):

O Jogo começa com o Homem de Aço caindo na porrada com as criaturas do Mundo Subterrâneo- essa primeira fase remete as últimas histórias antes da morte do azulão chegeu a ler a revista, graças a meu irmão colecionador), e muita gente critica o fato desses monstros porrarem o Superman sem dificuldade. Na verdade, temos que nos atentar a uma coisa: a visão que o público médio tem do Superman é que ele é totalmente invencível, e isso não é (todo) verdade.

Como mencionei levemente na Gamics de Batman, houve uma saga, a Crise na Infinitas Terras, que foi usada para consertar a cronologia da DC. Uma dessas correções foi deixar apenas uma versão de cada herói- e o Superman estava entre eles: na reformulação, seu nível de poder caiu consideravelmente, de forma que seira crível ele apanhar de criaturas de força sobre-humana (pô, ele sentiu uma porrada do Homem Aranha!). Morrer pra eles? Não. Só sentir a porrada.

Mas aí vem a segunda fase, e isso acontece:

Sim. ele enfrenta punks na segunda fase.

Bom, vendo que aqueles caracteres escritos foram em vão, voltemos ao jogo.

A batalha contra Apocalipse ocorre esporadicamente, mas enfim, a luta definitiva ocorre. Claro que naquela época, a luta não foi tão grandiosa, mas na HQ podemos ver sequências muito legais e empolgantes:

Após a morte do Superman, não demora muito e outros super seres começam a surgir, alegando serem o herói renascido:

Superboy (ele odiava ser chamado assim)


Clone do Superman criado no Projeto Cadmus, o Superboy foi um dos que mais fez sucesso na época (e hoje em dia). Criado misturando genes humanos e os do Superman, emulava a superforça com uma “telecinese táctil”, mas não tinha visão de calor, sopro de ar frio, visão de raio-x (sim, era um clone incompleto). Após alguns anos, descobriu-se que os genes humanos (que até então achavam ser de um dos cientistas do Cadmus) era na verdade de Lex Luthor, gerando algumas boas histórias.

Muito mulherengo, suas aventuras após o retorno do azulão ocorriam no Havaí; foi um dos fundadores da Justiça Jovem (ao lado de Robin e Impulso). Atualmente, faz parte dos Novo Titãs (após morrer e ressuscitar).

Man of Steel (Aço):

Henry Irons era um grande engenheiro, que trabalhava em uma empresa armamentista chamada ArmerTek. Desenvolveu várias armas do modelo Toastmaster,  e ao perceber a destruição que essas poderosas armas que criara poderiam fazer em mãos erradas, largou tudo e passou a trabalhar em construção civil, adotando outro nome.

Ao se envolver em um acidente e ser salvo por Superman, Irons decidiu mudar a sua vida. Descobriu o estrago que as toastmasters estavam fazendo com as gangues de jovens em Metrópolis (especialmente em seu bairro), e motivado a honrar o nome do herói que lhe salvar e sacrificou a vida contra o monstro Apocalipse, Irons desenvolveu uma armadura com as armas que criou, lembrando o uniforme do último Filho de Krypton e adotou o nome de Homem de Aço (ou apenas Aço, posteriormente). Era o único que deixava claro não ser o verdadeiro Super, mas sim alguém com a finalidade de fazer um tributo ao herói.

Eradicator (Erradicador)

O Erradicador é uma máquina kryptoniana, que deu muito trabalho ao Superman no final dos anos 80. Após a morte do herói, parte de sua “essência” foi absorvida pelo Erradicador, que assumiu uma aparência exata de Clark Kent, adotando um uniforme diferente (e extremamente fashion, diga-se de passagem).

Muitos acreditavam que ele era o verdadeiro Superman, havendo inclusive brigas entre facções que acreditavam no Erradicador e outras que acreditavam no Superciborgue. Porém, os métodos violentos do Erradicador (que teve uma luta homérica contra o Aço), mostraram que ele era (mais um) impostor. Entretanto, sua “essência” kryptoniana foi de extrema valia para que o original pudesse voltar.

Supercyborg (Superciborgue)

Henry Henshaw era um cientista que fazia parte de uma equipe especial da NASA, onde numa expedição com sua esposa e dois amigos foi bombardeado por raios cósmicos no espaço. Ao chegarem na Terra, descobriram que tinha estranhos poderes (qualquer semelhança com um certo quarteto da Marvel é mera “coincidência”). O poder de Hanshaw era de se assimilar a qualquer tipo de máquina. Obviamente, lutaram (e perderam) contra o Superman.

Henshaw voltou várias vezes para atazanar a vida do Homem de Aço, até que assimilou informações da câmara matriz que fazia parte da nave em que Kal-el atingiu a Terra. Com isso, usou o DNA de Superman contido na nave para fazer uma aparência quase idêntica ao do kryptoniano, exceto por partes metálicas, retornando a Terra. Foi o “Superman” que mais conquistou a confiança popular, junto do Erradicador.

Porém, isso tudo foi uma armação: aliado com (leia-se após ter escravizado) o alienígena Mongul, Henshaw foi o responsável pela destruição da cidade de Coast City (lar do Lanterna Verde Hal Jordan), causando a morte de milhões de pessoas, se tornando o grande vilão do jogo. Voltou várias vezes (incluindo na revanche de Superman contra Apocalipse) e há um tempo atrás integrou a Tropa Sinestro (tropa de lanternas liderados por Sinestro, que usam anéis amarelos).

Seu principal objetivo hoje é conseguir “morrer”.

O jogo é muito divertido (e difícil), porém, devido ao caráter da HQ, também não tem multiplayer. Na fase do “retorno”, os principais bosses são os próprios personagens da trama, mas ainda tem aquela velha história de arrebentar a cara de punks e degenerados, que estragam a imersão do jogo (mas até aí é um Beat’nUp, que mais o que, né?). Vale mencionar que há telas que se assemelham ao shooters, os famosos “jogos de navinha” e é bem divertido jogar essas fases.

Mas o ponto fraco é pela preguiça em fazer sprites para os personagens: todos tem um golpe de projétil, mas o Superboy nem visão de calor tinha! Como ele pode soltar aquela bola maluca? Tem que ver isso aí! Fora quando o Superman original volta na HQ, ele aparece na mais pura definição dos anos 90:

Mas no jogo ele volta com o uniforme clássico, e sem os mullets! (tá coisa de fã chato, mas qual fã de quadrinhos não é?)

E é isso aí, galera! Mais um cráaaaaaassico dos 16 bits aqui. E como já dito no início do post, daqui quinze dias é uma HQ de games! Preparem seus comentários de ódio ao jogo, por que ele divide muitas opiniões!

PS: antes que alguém me venha perguntar “Onde estavam os principais heróis da DC nessa saga que deixaram o Super se lascar?” Lá vai: Batman estava no meio da Queda do Morcego, o Lanterna tava no espaço (mas volta pra ajudar), a Mulher Maravilha não sei (XD) e o Aquaman, bem… o é o Aquaman, né?

Até mais, galera!

Escritor frustrado e viúva da Sega, acho que sou o único que gosta dos amigos do Sonic (até mesmo aquele gato estranho do Adventure 2).

Facebook Twitter YouTube 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

20 Comentario(s)

  • Ogro Himself 5 anos atrs

    Ai cara, eu reli essa historia algum tempo atras …

    Apocalipse eh um dos viloes mais sem sentido que já criaram na DC. Depois do Super ter morrido nas maos dele, todos os outros encontros ele deu um cacete no cara.

    O Hulk daria um pau nele, com toda certeza!

    • Sabe o que eu penso desses carasw Bane, apocalipse e tals… é algo meio que "a morte da inocência das HQs". Não que seja algo bom, mas desde então os quadrinhos nunca mais foram os mesmos (pra bem ou pra mal!)

  • Bruno 5 anos atrs

    Ahhhh os anos 90….onde todo o herói tinha que ter cara de bad boy, carregar uma arma gigante, e ter um corpo fora de proporção. Não sei se agradeço ou amaldiçôo Mcfarlane e o Lifield por isso.

    • HAHAHAH

      Não esqueça que o (amado por muitos) Jim Lee tá nesse meio, hein?

      • Bruno 5 anos atrs

        HAHAHAH

        Pior que é verdade, e o Marc Silvestri (um dos meus desenhistas favoritos) ajudou.
        Mas tenho que defender Jim lee; ele consegui evoluir seu traçado com o passar do tempo e agora, na minha humilde opinião é um grande desenhista.

  • Juunin 5 anos atrs

    Muito foda! Ainda tenho a primeira edição da morte do super homem – aquela com a capa vazada. Na minha opinião, o Superciborgue era o mais daora.

    Não sei se lembra, mas teve um filme "lindo" do Homem de Aço com o Shaquille O'Neal – http://www.youtube.com/watch?v=qP8d6W2lThM

  • Concordo com o Ogro quanto ao Apocalipse não fazer sentido algum. E aproveito pra deixar um comentário: O lance do Superciborgue hoje em dia viver em busca de uma morte definitiva bem que é uma alfinetada nos roteiristas que não deixam os personagens morrerem em paz, né? Por fim, deixo uma sugestão de coluna: que tal o Rocketeer ou o Dick Tracy, do NES?

  • Nuss… Lembro desse jogo hein… Joguei um tanto mas não curti muito não e acabei largando de vez…
    Mas na época eu nem fazia ideia que era uma HQ, nunca li A Morte do Superman mas tenho a edição nacional do Retorno e li elas a pouco tempo, acho uma das histórias mais esquisitas da DC, esses "clones" que aparecem são muito bizarros, o próprio Erradicador que é fotossensível e tem que ficar usando óculos escuros, fora que não tem como alguém confiar realmente no Super Ciborgue…rs Mas no final ela se torna divertida exatamente por essas maluquices…rs
    Como sempre a coluna ficou excelente!

  • homerofeanor 5 anos atrs

    Cara eu joguei muito este jogo e apesar de ser dificil pacas eu jogava bastante. As principais coisas que eu gosta era o fato de poder jogar com "diferentes" personagens parecidos com o Superman, na época não entendia a historia e agradeço por elucidar-nos. Bom tinha até um bixo eu e meus colegas costumavamos chamar de rola-bosta (aquele que vira uma bola) não sei o motivo do nome mas todo mundo o chamava assim. Bom meus personagens preferidos sempre foram o Supercyborg e o Aço, eu gostava bastante também quando tinha as partes Shot'n up. Muito legal o post. Vlw

  • Pode-se dizer que esse jogo, muito mais que o quadrinho, me marcou.

    Ele foi o primeiro jogo que comprei original na minha vida (O Mario World não conta pq vinha junto do Super Nes). A capa desse jogo (e que ilustra a chamada do texto) era a coisa mais linda e foda que meu olho de nove anos tinha visto e foi fator principal para a compra

    MAs não foi nada fácil, economizei alguns meses de mesada para juntar uns 90 reais e comprar esse jogo do superman. Quando fui jogar, só decepção. O jogo é muito difícil e sempre travava em uma parte. Não me conformava de que tinha pagado tão caro por um jogo que não conseguia zerar.

    Até hoje nunca zerei ele e até me desfiz da fita quando vendi meu primeiro Super Nintendo.

    Ele foi marcante, mas também traumático

  • TFMFN 5 anos atrs

    Não ! Não ! Não Eu tinha apagado isso da minha memória…isso non ecziste !

  • Sedated 5 anos atrs

    Eu odiava esse jogo. Lembro que aluguei por umas 3 semanas seguidas e não conseguia passar do 4º level. Na época não diferenciava jogo bom de ruim, mas sabia que era difícil pra caramba.

    Sabe um jogo que tenho saudades? Advetures of Batman & Robin, do Snes. Esse era bom!

  • inominavel 5 anos atrs

    pô, ele sentiu uma porrada do Homem Aranha!) só para constar o Homem aranha estava sob efeitos de um tipo de Kryptonita ou coisa assim, que o Lex Luthor lançou nele furtivamente antes do encontro do aranha com o super atraveis de raios, então o aranha banhado por esses raios de kryptonita,ficou com uma certa aura ao redor dele de kryptonita, e por isso o Super sentia as pancadas que o aranha dava.

  • O melhor Superman continua sendo o do Nintendo 64.

  • TFMFN 5 anos atrs

    Então é culpa do Efeito Ômega….e do hiperadaptador…

  • killer-hd 5 anos atrs

    Argh, eu tinha esse jogo e era bem ruim, mais tão ruim que ficava bom por ser tosco :lol:

    Foda, pedi pro meu pai Killer Instincts, na real escrevi uma lista pra ele com 20 jogos e esse era o
    vigésimo, acho que KI devia estar muito caro na época XD
    Tenso !