Games musicais como Rock Band ou Guitar Hero se tornaram muito populares nos últimos anos, mas nunca me adaptei a nenhum deles. Sou guitarrista há mais de 15 anos, sempre como hobby, mas posso me definir com um guitarrista intermediário. Também tive experiências com estúdios, já tive um Home Studio em casa e conheço tanto o instrumento quanto questões relacionadas a softwares musicais. Tentei gostar destes jogos, mas a verdade é que a guitarra de plástico utilizada não tem nada a ver com sua versão real. Este sentimento perdurou até eu conhecer um projeto chamado Rocksmith.

A PROMESSA

O intuito desta análise não é falar sobre os mesmos assuntos da mesma forma como já foram comentados em outros meios de comunicação, e sim tratar do tema sob outros pontos de vista, de uma forma mais técnica para guitarristas de plantão e instrutiva para as pessoas indecisas em investir seu tempo e dinheiro em Rocksmith.

Dito isto, vou apenas resumir o jogo para podermos falar de assuntos mais pertinentes: Rocksmith é um jogo musical que se propõe em dar aos seus usuários a oportunidade de utilizarem guitarras reais (plugadas através de um cabo USB-P10 que acompanha as 2 versões do jogo) ao invés de guitarras de plástico com botões. Mas será que sua primeira versão conseguiu cumprir esta promessa com eficiência, ou não foi desta vez que poderemos plugar nosso próprio “machado” e tocar de verdade?

REBIMBOCA DA PARAFUSETA???

Entramos no trecho da análise onde serei mais técnico. Se você não está tão interessado assim em detalhes, sua chance de desistir é agora. Se você continuar a ler, parabéns, talvez este jogo seja para você!!!

Rocksmith não é um jogo comum, e como tal, depende de alguns pré-requisitos. Começando pelo seu preço. Lançado a USD 80,00 em sua versão com o cabo e a USD 200,00 em seu bundle com uma guitarra Epiphone Les Paul Jr, ele é um jogo com um custo inicial mais elevado que o padrão do mercado. Se você está disposto a investir esta quantia, saiba antes que o recomendado é que seu console tenha seu áudio ligado em um home theater ou um sistema de som externo via cabo RCA para funcionar com o mínimo de LAG possível. Testei a versão de PS3 ligado diretamente pela entrada HDMI, e posso dizer que em minha TV de LCD houve um LAG insuportável. Sabendo disso de antemão, depois deste teste consciente liguei o som da forma recomendada no encarte do jogo e aí sim o resultado foi satisfatório, com um LAG praticamente imperceptível, totalmente jogável.

Outra recomendação é relativa a guitarra. Se você não comprou o bundle com a Epiphone (que eu não testei), certifique-se de que sua guitarra está devidamente regulada. Se seu equipamento costuma desafinar com facilidade, ou as oitavas estão desreguladas, certamente isso irá dificultar o bom desempenho do jogo, já que o mesmo se baseia em captar as freqüências das notas tocadas. Guitarras com ponte fixa são as ideais, já que em algumas músicas você deverá tocar com afinações alternativas, logo, Floyd Rose não é recomendado quando o assunto é trocar a afinação rapidamente.

Testei o jogo com uma Fender Stratocaster com captador Hot Rails na ponte (avisei que seria técnico), e com esta configuração, obtive um som muito bom e uma ótima “jogabilidade”. O jogo funcionou melhor do que eu imaginava. As notas foram detectadas com muita precisão, técnicas como palm mute e harmônicos artificiais funcionaram muito bem, e você pode ouvir o som de sua guitarra saindo diretamente no jogo e com simulação de amplificadores, efeitos e gabinetes. Depois de usar softwares famosos em simulação de efeitos de guitarra para PC como o Guitar Rig e Amplitube, posso dizer que em Rocksmith, temos algo bem parecido, tão complexo quanto o usuário quiser, e com uma qualidade sonora excelente, ao menos serve perfeitamente a proposta do produto em questão. Você pode escolher o amplificador, pedais de efeito, posicionamento de microfones, etc, cada um podendo ser regulado em seus mínimos detalhes. Pode customizar e salvar seu próprio timbre, ou utilizar timbres previamente disponibilizados pelo jogo. Estes elementos são desbloqueados um a um conforme o usuário for ganhando pontos, mas os mais afoitos poderão pagar para desbloquear todos de imediato comprando o “Tone Designer Time Saver Pack” em sua loja online. Isso pode tirar um pouco da graça, mas como é opcional, não estraga a experiência de quem quer obter cada um dos equipamentos disponíveis por merecimento.

Também testei em outra guitarra com captador Seymour Duncan Distortion, e tudo funcionou bem. Também testei com um captador Single Coil (que costuma ter um nível de ruído naturalmente maior), e novamente, tudo correu perfeitamente bem, possivelmente por causa de um bom Noise Gate embutido no game. Isso que me leva a crer que virtualmente qualquer guitarra pode ser utilizada.

Rocksmith também proporciona a possibilidade de utilizar um violão elétrico com captação ativa. Vídeos no youtube nos mostra que realmente funciona. Mas utilizar um violão pode limitar o jogo em si. Além de não ter o timbre ideal, o mesmo costuma ser mais “duro” de tocar, além de dificultar a execução de técnicas específicas de guitarra elétrica, como bends e vibratos. E como na maioria dos violões, alcançar as casas do braço do instrumento além da décima segunda casa é menos acessível do que em uma guitarra, principalmente em solos mais complexos isso pode ser um grande empecilho. Pode ser um bom quebra-galho momentâneo, mas definitivamente é uma opção que deve ser evitada a todo custo.

Cabo que acompanha o jogo.

SE VOCÊ É LEIGO NO ASSUNTO, CUIDADO!

Caso você seja totalmente leigo em guitarras e está indeciso se vale ou não a pena comprar o game, serei bastante sincero nas próximas linhas.

Rocksmith se propõe a ser um “professor particular de guitarra”. No aspecto didático, tenho que concordar que o game tem muito conteúdo. Desde seu início com um tutorial bem básico, passando por lições de técnicas do instrumento, ou com suas possibilidades diversas de se estudar cada trecho da música, são características únicas do produto que realmente dão uma sensação de que você não comprou apenas um jogo, mas também um software de ensino que roda em seu console. Mas nem tudo são flores. Apesar do conteúdo amplo e eficiente até certo ponto, se você tem uma experiência zero com o instrumento, nada irá substituir o ser humano no ensinamento básico da guitarra. O jogo não analisará sua postura com o instrumento, a posição de suas mãos, a mecânica envolvida em cada movimento, e nem mesmo mostra qual dedo deve tocar cada nota da música. Não que isso seja uma falha do jogo ou da Ubisoft, que fez um trabalho fenomenal acertando em quase tudo. A questão é que, para os leigos, o mesmo pode se beneficiar de Rocksmith, desde que seja acompanhado de orientações de um professor ou ao menos de um amigo mais experiente e prestativo.

Tocar instrumentos de forma errada pode causar diversos problemas, desde a aprendizagem errada de diversas técnicas, criação de vícios difíceis de corrigir no futuro, até mesmo lesões mais graves ao longo do tempo. Se você achava que Decathlon do Atari foi a maior ameaça da história dos videogames para a sua saúde, jogue Rocksmith de forma errada e alimente uma possível LER ou tendinite. Além do mais, Rocksmith não é o tipo de jogo casual para se levar em uma festa. Não bastasse a dificuldade em se tocar o instrumento, o jogo analisa o jogador constantemente , criando um banco de dados do usuário e se moldando a cada minuto dependendo de seu desempenho. Isso leva a necessidade de cada usuário ter que utilizar sua própria conta no console. Por essas e outras, continue com Rock Band para alegrar seus churrascos.

Você acredita no Marketing do jogo? Eu não.

GAMIFICATION E ROCKSMITH

Resumindo o termo Gamification, o mesmo pode ser apresentado da seguinte forma: é quando você dá características de jogo para algo que a princípio não é um jogo. E se você ganhasse pontos por lavar a louça? Ou competisse com seu colega quem perde mais peso em menos tempo? Recompensa e competição são características de jogos, mas o que isso tem a ver com Rocksmith?

Na seção chamada Guitarcade, existem vários mini-games, cujo objetivo implícito é aumentar suas habilidades com o instrumento. Ducks se assemelha a Galaga, e lhe treina para conhecer as regiões do braço da guitarra e se mover entre as casas sem precisar olhar sempre para o instrumento. Dawn of the Chordead é parecido com o Typing of de Dead, onde você matava zumbis digitando palavras, mas aqui, você toca acordes para aniquilar os mortos-vivos. Outros mini-games disfarçam, e bem, exercícios geralmente monótonos, ensinando e lhe fazendo evoluir em técnicas como padrões de escala, bends, slides, harmônicos, etc. Sua motivação é cumprir desafios e ganhar pontos, que são enviados para um Leaderboard. Estes mini-games estão bloqueados em um primeiro momento, mas podem ser desbloqueados após treinar sua respectiva técnica na seção Technique Challenge, outra seção voltada para os iniciantes , onde estas técnicas são apresentadas em seus detalhes. Seção um pouco monótona para os mais experientes, mas com função didática válida e útil. E não demoram para serem liberados caso o usuário tenha intimidade com a técnica em questão.

Neste sentido, Rocksmith pode ser apontado como mais um produto a utilizar a abordagem de “Gamification” de forma primorosa.

TRÊS PONTOS DE VISTA

Incrementando esta análise, e impulsionado por minha curiosidade, irei relatar três pontos de vista diferentes, baseados na análise de 3 perfis diferentes de usuários, que são:

1° – Leigo: Este perfil foi baseado em minhas observações durante 1 hora de jogo de uma usuária feminina com nenhuma experiência com o instrumento, mas muita empolgação em testar o jogo. No começo as coisas estavam caminhando bem. Depois do tutorial obrigatório, se inicia a primeira música. Desde a postura com o instrumento relativamente pesado (bem mais do que a guitarra de plástico), passando pelas dificuldades em se afinar o instrumento, até mesmo a forma de tocar meio sem jeito, tudo foi passado para trás e superado quando nossa participante começou a tocar as primeiras notas. A mesma estava se divertindo, a dificuldade dinâmica estava pegando leve e as poucas notas exigidas eram suficientes para satisfazer nossa nobre participante. Mas eis que, no meio da música, o sistema, interpretando seus acertos como algo positivo, lançou mais notas na tela. Isso foi o suficiente para transformar a experiência agradável em algo extremamente frustrante. Na segunda música, nossa participante desistiu. Impossibilitada de “travar” a dificuldade em um nível aceitável e constante, como acontece nos demais jogos de guitarra, sua reação foi desistir de jogar. Este foi apenas um exemplo isolado de usuário leigo, mas podemos presumir que, para esta categoria de usuário, o mesmo deverá ter muita força de vontade para continuar, evoluir e se divertir através da arte de palhetar. Visto que a mesma ainda não tinha experimentado situações como fadiga muscular, formação de calos nos dedos, possíveis cortes e bolhas, entre outros percalços corriqueiros para os iniciantes. Estes avisos não constam no manual do jogo, obviamente.

2° – Usuário com conhecimentos básicos: Neste caso, apesar de ter experiência com violão e cavaquinho e tocar basicamente MBP, este usuário não tem costume com técnicas de guitarra elétrica. Seria o tipo de público que usaria o referido jogo como base para se aperfeiçoar nas características particulares do instrumento.

Neste caso, o tutorial foi passado sem nenhum problema. Em pouco mais de uma hora, já tinha evoluído bastante em algumas músicas, e depois de ver as demais ferramentas de auxílio ao aprendizado que acompanham o jogo, decidiu que precisava ter a sua própria cópia. Ao mesmo tempo em que se divertiu, se sentiu impelido a treinar cada vez mais e evoluir no processo. Como também tinha tido mais contato com jogos musicais do que eu, tenho que admitir que se adaptou mais rapidamente a interface in-game. Para este perfil, Rocksmith parece se encaixar muito bem.

3° – Guitarrista intermediário: Neste caso, usarei como exemplo eu mesmo. Como nunca aceitei a ideia de Guitar Hero muito bem, esta seria a oportunidade de finalmente ter um produto que me agradasse neste gênero. E minha surpresa depois de algumas semanas em contato com o jogo é: ele superou minhas expectativas, e muito.

Eu poderia descrevê-lo como sendo um “sandbox” dos jogos musicais. Existem tantas opções para se escolher, que ele certamente se moldará ao seu gosto pessoal. Se você quer apenas progredir no modo carreira, você pode fazê-lo. Quer aprender cada música minuciosamente até chegar ao ponto de tocá-la sem nenhuma nota sendo mostrado na tela? É possível. Quer treinar em diversos mini-games cujo propósito é transformar exercícios chatos em tarefas prazerosas? Confere. E se você quer apenas plugar sua guitarra, passar horas criando seu próprio timbre, salvar, e ficar improvisando ou treinando por horas livremente sem nenhum objetivo, saiba que isso também é possível.

Até a maneira que você quer se aperfeiçoar em uma música pode se adaptar ao seu estilo. Usando o recurso Riff Repeater, você pode, por exemplo, escolher aprender cada trecho da música separadamente, seja aprendendo gradativamente cada vez mais notas até decorar todas, ou tocando a música em uma velocidade mais baixa até conseguir tocar o mesmo trecho com velocidade 100% (recurso ideal para aprender solos mais complicados). Não importa como você quer aproveitar Rocksmith, a verdade é que cada um pode escolher aquilo que quer fazer ou que se adequa melhor aos seus gostos e conhecimentos.

Não tive a oportunidade de acompanhar um usuário expert em jogos musicais de guitarra, mas leigo no instrumento real. Acredito que neste caso, apesar de certamente terem um senso rítmico e uma coordenação motora apuradas, eles estariam mais próximos do leigo total do que dos iniciantes, já que tocar em cordas de aço é uma experiência muito diferente de apertar botões, além do que, lidar com um braço inteiro de uma guitarra real é bem mais complexo do que cinco botões. Para este caso, sugiro que testem com um amigo antes de decidir fazer a transição para Rocksmith.

PONTOS FORTES

Rocksmith é um jogo que cumpre muito bem o que prometeu. Não tem nenhum truque aqui. Ele funciona muito bem, e com uma precisão impressionante. Se formos pensar que é a primeira versão de um jogo repleto de inovações, é gratificante constatar que funciona tão bem, além de ser muito completo. Com uma lista grande de músicas disponíveis no disco, repertório eclético que proporciona aprender uma diversidade de técnicas e estilos, um simulador de efeitos competente, suporte ao aprendizado bem implementado, entre outros elementos, Rocksmith já estreia como sendo um produto muito bem sucedido.

Outro ponto positivo que está sendo apontado como negativo em muitos reviews é sua parte gráfica. Realmente ele não tem o refinamento de um Rock Band, mas se pensarmos que sua proposta é diferente, ele é extremamente condizente com seu público alvo. Com visuais bem sóbrios, tem uma interface mais séria (mesmo que um pouco complicada de utilizar no início), e diferente dos demais jogos musicais onde tudo tende a ser muito “cool” e até caricato em alguns momentos. Em Rocksmith você tem um jogo com o foco no instrumento. Desde sua abertura até seu modo carreira, tudo transpira “guitarra”. Você não irá tocar em um palco com chamas ou com demônios solando, mas terá cenários como um simples quarto ou pequenos bares, muito mais condizentes com a realidade. Poderíamos fazer a seguinte analogia: Enquanto Rockband seria o Burnout dos jogos de corrida, Rocksmith seria o Gran Turismo. Fatores como a platéia que parece feita de papelão podem incomodar aos mais exigentes, mas passa batido para quem se importa mais com a jogabilidade. Se pensarmos que processamento de áudio costuma utilizar muita potência dos processadores, podemos imaginar que a parte gráfica foi sacrificada por um bom propósito.

No Amp Mode, criar novos timbres com os visuais de amplificadores e pedais de efeitos (mesmo que sem utilizar o nome de marcas famosas) é algo que agradará muito mais aos guitarristas do que aos não iniciados, mas como dito anteriormente, tudo é opcional.

Outro ponto forte é o suporte que a produtora está tendo no lançamento de músicas extras por DLC. Apesar do repertório do disco ter um certo sentido na proposta didática, não tem músicas muito atrativas como seus concorrentes. Isso deverá ser incrementado com futuros DLC´s. Para quem reclamava da falta de Heavy Metal, até o momento desta análise, já estava disponível 3 músicas do Megadeth. E a tendência é cada vez ter mais opções para todos os gostos. Inclusive está sendo disponibilizado também na PSN brasileira, ponto positivo para a Sony Brasil e para a Ubisoft. Não sei se na Live brasileira está disponível também.

PONTOS FRACOS

Começamos esta parte com um comentário polêmico: Seu repertório inicial.

Existem músicas mais conhecidas, como “Are You Gonna Go My Way”, do Lenny Kravitz, ou “Go with the flow” do Queens of the Stone Age, entre outras mais conhecidas do grande público, mas, ao menos para mim (e para muita gente também), o setlist é composto por muitas músicas desconhecidas, ou não tão divulgadas na mídia convencional. Isso pode afastar muita gente. Aliás, tocar músicas que não gostamos não é uma boa forma de motivar as pessoas. Mas acredito que o intuito da desenvolvedora foi criar um setlist com uma dificuldade crescente, abrangendo várias técnicas do instrumento e variados estilos musicais, vale a pena tocá-las até por questões de treino e adaptação ao sistema in-game. Se formos pensar assim, este ponto negativo até pode ser revertido. E com os DLC´s prometidos, este será um fator que poderá ser alterado ao longo do tempo.

Encontrei um bug em que o jogo simplesmente travava. Era só ficar escolhendo a música selecionando rapidamente entre elas que o console congelava. Isso aconteceu todas as vezes em que eu seguia este mesmo procedimento rapidamente. Esperamos que seja corrigido em breve com uma atualização. Por hora, é só fazer tudo com mais paciência.

Os menus são funcionais, mas bem confusos. Tudo é muito burocrático, e o excesso de loadings e saves automáticos podem irritar os menos pacientes.

Não ter a opção de escolher entre níveis de dificuldade específicos e fixar estes níveis frustrará os jogadores que querem apenas acertar algumas notas e ser feliz. Você até pode resetar a dificuldade de tudo para o mínimo ou para o máximo, mas a falta de um meio termo foi um deslize da produtora.

A falta da opção online para um modo cooperativo pode ser considerado um “fail” para alguns, mas podemos entender as possíveis dificuldades técnicas para isso. Por outro lado, o coop local existe, desde que o usuário tenha 2 cabos disponíveis (como o jogo só acompanha 1 cabo, terá que comprar um cabo extra separadamente se quiser desfrutar do coop). E existem promessas de que em breve haverá uma atualização para implementar o suporte para contra-baixo. É esperar para ver.

COMENTÁRIOS FINAIS

Se você acha que Skyrim consome muito tempo, tente masterizar Rocksmith.

Rocksmith se mostrou, ao longo do meu teste, não só um jogo que cumpriu o que prometeu, mas um software preciso e completo, misturando conceitos, quebrando paradigmas e apontando para o que poderá vir daqui para frente nos consoles em termos de diversidade de conteúdo e “gamificação”. Discutir se Rocksmith é mais jogo ou mais uma Ferramenta de Ensino é irrelevante. A lição que podemos tirar disso é que, quando uma produtora se propõe a inovar, independente do público que irá abranger, pérolas podem surgir. Focar em um nicho específico é algo louvável e corajoso, ainda mais se tratando de uma grande produtora como a Ubisoft. É difícil pensar que uma EA ou uma Activision teria esta coragem de apostar em algo semelhante. Mesmo tendo alguns defeitos (em sua maioria quase irrelevantes), o jogo se mostra como sendo um primeiro passo para experiências mais abrangentes e com recompensas que poderão ser utilizadas no “mundo real”. Você poderia até levar seu console e plugar em um amplificador para fazer um show em um palco. Só não espere ganhar um Achievement ou Troféu por isso.

Alex Miralhas

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35 Comentario(s)

  • Nickolas Daniel 5 anos atrs

    Devo dizer que este foi um dos mais incriveis review que já tive o prazer de ler.
    O jogo foi analisado em todos os seus aspectos, e com exemplos de 3 tipos de usuarios finais, foi uma otima analise, e se possivel algum dia eu tentarei testar.

  • Alex, esse review foi um deus ex machina pra mim.

    Desde que Rocksmith foi lançado eu comecei a juntar dinheiro para comprar uma guitarra e o jogo. Mas como ainda não havia me decidido, até por não saber se realmente funcionava, deixei o dinheiro parado debaixo do meu colchão.

    Agora depois de ler este ótimo review e descobrir que me enquadro completamente como leigo, acho que antes de comprá-lo vou pedir algumas aulinhas para algum dos meus amigos guitarristas, e depois me esforçar para aprender com o jogo.

  • Liev ex-Destruidor 5 anos atrs

    Sou desenhista e odeio musicos, para mim moldar o som é algo infantil e facil para qualquer pessoa que tente

    não gosto dos jogos de musica pois são uma regreção tecnica, como pode nos anos 2000 alguem gostar de jogar um tetris sonoro?

    • WHAT? Moldar o som? ahuuahuah nunca tinha visto dessa forma
      mas sério cara, tu pode nao se divertir ou não gostar, mas o cara q criou isso é rico pq ele teve uma ideia brilhante. Eu respeito pela legião de fãs que o gênero possui…
      tu tem q abrir mais a cabeça, só isso…

      • KrazyFox 5 anos atrs

        Diego, vou te esclarecer:
        Liev ex-Destruidor = Troll de ampla participação na Kotaku Brasil.

        Não leva à sério. XD

    • Nickolas Daniel 5 anos atrs

      Eu gosto de Tetris.
      E de sons.

      E não é tão facil moldar o som, acredite, eu já tentei.

    • Bloomorte 5 anos atrs

      "regreção"

    • Lpolon 5 anos atrs

      tetris sonoros são melhores do que rail shooters enfeitados como BF3

  • Cara fiquie surpreso com a qualidade do review. Acho que nunca li um review tão completo e profundo quanto esse. Eu tô na hype desse jogo desde que estava sendo produzido, o duro é que fui nocauteado pelo preço, mas é um jogo que eu, como um "guitarrista de fim-de-semana", preciso ter rsrsrs. Quem sabe numa dessas promoções de começo de ano eu consiga comprar.
    Novamente parabéns pela análise e abraços a todos.

  • pedrowoyames 5 anos atrs

    Muito bom. Eu tava pensando em comprar, mas na dúvida. Depois do review acho que pode valer a pena como atividade complementar =)

  • Alex_Miralhas 5 anos atrs

    Olá pessoal. Espero que meu review ajude quem tem interesse no jogo mas ainda precisa de mais informação. Se quiserem discutir sobre ele, tentarei sempre que possível dar um suporte por aqui. Abraços.

  • Santiago 5 anos atrs

    Cara comprei o jogo mas, gostaria de uma dica marca de guitarra com preço acessivel no brasil que pode ser bem usado no jogo

    • Alex_Miralhas 5 anos atrs

      Santiago, é uma pergunta bem ampla, acho que o pessoal poderia contribuir e lhe ajudar também em relação a marcas e modelos. Como testei em 2 guitarras e 3 captadores diferentes, e funcionou bem em todos os casos, me parece que qualquer guitarra poderá ser usada sem problemas. Poderá haver diferenças de timbres, mas no jogo, isso não é tão relevante. A recomendação que faço é comprar uma guitarra com ponte fixa, talvez um modelo básico de Stratocaster, se a intenção é apenas usar para treinar ou para usar com o jogo especificamente. Se você não tem muita experiência, levar um amigo guitarrista para uma loja de instrumentos é o mais sensato, pois ele poderá experimentar os instrumentos, analisar se o braço não está empenado, se o preço é justo, etc. Mas no geral, para o jogo, desde que o instrumento esteja em boas condições, poderia ser o mais barato para começar. Se eu fosse escolher um requisito mínimo, seria a de a guitarra não desafinasse com facilidade, mas é difícil garantir isso apenas indicando um modelo de baixo custo sem testar na prática, por isso um amigo guitarrista poderia testar na loja.

    • Leonardo 5 anos atrs

      Eu pretendia comprar uma Squier Califórnia (R$ 890) mas, ao explicar ao dono da loja de instrumentos musicais que eu usaria basicamente para jogar, ele sugeriu uma Condor RX20. Saiu por R$ 420, com uma capa para guarda-la, em várias vezes no cartão. Estou bastante satisfeito e o equipamento está cumprindo com o objeivo (jogar).

      Segue uma http://www.harmoniaweb.com.br/guitarra/guitarras/

    • Leonardo 5 anos atrs

      Eu pretendia comprar uma Squier Califórnia (R$ 890) mas, ao explicar ao dono da loja de instrumentos musicais que eu usaria basicamente para jogar, ele sugeriu uma Condor RX20. Saiu por R$ 420, com uma capa para guarda-la, em várias vezes no cartão. Estou bastante satisfeito e o equipamento está cumprindo com o objeivo (jogar).

  • Felipe Bentes 5 anos atrs

    Eu tenho um APX-6na creio que rola no Rock Smith… Pra quem quer evoluir deve comprar esse jogo.

    Sou a 2a. Cobaia utilizada nesse review.

  • Daniel Hercules 5 anos atrs

    Após ler esse Review, minha próxima aquisição vai ser o Rocksmith COM CERTEZA!!!!!
    Sou guitarrista e fiquei com os 2 pés atrás quando soube do jogo… não levei muita fé, embora tenha achado o conceito de "game-trainer" genial. Só não levava muita fé que seria bem executado assim de primeira!
    Como minha experiência com o jogo deverá ser parecida com a do Alex (inclusive tenho a mesma guitarra), vou comprar sem medo!
    Parabéns Alex pelo ótimo review, muito bom mesmo!
    E ao Fenixdown por estar sempre se superando em qualidade!!!

  • SeoCrispim 5 anos atrs

    Excelente reviwe. Sou um pouco preguiçoso para ler reviews grandes, mas esse me cativou por sua boa escrita.
    Me enquadro na 2ª categoria de possíveis jogadores. Testei o jogo e achei muito legal. Realmente não sei se posso chamar de jogo, mas sim de tutorial interativo.
    Acho que vou comprar um pra mim, mas só no meio do ano, depois dele baixar um pouco.

  • Bloomorte 5 anos atrs

    To usando uma Memphis de iniciante que tenho a algum tempo, funciona perfeitamente. O jogo é show, desde que comprei to jogando todos os dias, não não sinto mais as dores iniciais nos dedos…eu tinha uma noção bem "básica" de guitarra, e o jogo está me ajudando bastante a treinar técnicas e conhecer bem o braço da guitarra pelo Scale Runner…

    Ótimo review!!

  • Lpolon 5 anos atrs

    abandone a sua vaidade e seus reviews serão melhores por serem mais sintéticos e focados.

    • Daniel Hercules 5 anos atrs

      Vaidade? Não vi nenhum tipo de vaidade, apenas um review de um jogo de guitarra feito por um guitarrista.

      • Lpolon 5 anos atrs

        Ok.
        Então, pessoalmente, explicar o que você gostou e o porquê no review é normal. Apontar o que é estranho mas porque isto não incomoda o revisor eu acho estranho. Minha opinião.

        Agora, olhe o quinto e sexto parágrafos e também o parágrafo que começa
        "3° – Guitarrista intermediário"

        Como leitor, várias vezes eu achei que a informação do parágrafo terminava muito antes do parágrafo em si.
        Olha o quinto parágrafo. Nada mais me convencer que ele precisaria continuar depois de : "para funcionar com o mínimo de LAG possível.".
        no máximo: "das outras formas que eu testei, ficaram ruins pela tamanho do atraso."

        Minha opinião.

  • Lucas Salgado 5 anos atrs

    Ótimo review, também me considero um guitarrista intermediário apesar de tocar somente 6 anos, fiquei muito animado com a proposta do jogo descrita e vou ver se pego pra tirar minhas conclusões.

  • Danilo 5 anos atrs

    Quero muito esse jogo, é um ótimo estimulo para aprender a tocar guitarra. Mas vou esperar por músicas mais pesadas.

  • Agora tenho que juntar grana para comprar a parada de som externa pra não ter lag : (

    • Alex_Miralhas 5 anos atrs

      Lucas, uma sugestão. Se for na versão ps3, é só plugar, junto com a hdmi para gerar a imagem, o cabo composto que já vem de fábrica no ps3, e então conectar sua saída de áudio em um som externo ( configurando devidamente o sistema do ps3 também). Se for para quebrar um galho, até uma caixinha simples de computador pode ser utilizada, desde que você tenha os adaptadores necessários para fazer a ligação. No caso do 360, não saberei te auxiliar, mas deve ter uma forma semelhante. Eu estou usando caixas de som da Logitech 2.1, e conecto a entrada p2 do som através de adaptadores na saída RCA dos cabos do ps3.

  • killer-hd 5 anos atrs

    Belíssimo review, parabéns Alex !
    Eu não me interessei por RockSmith, porem adoro tanto RB como GH, mas por serem jogos do que
    tentarem (e falharem) em serem algo mais profissional se é que eles quiseram ser isso algum dia
    No caso do RS, acho que seria mais legal comprar uma guitarra e aprender a tocar de verdade
    mais legal e talvez mais barato tbm, porem com ctz seria muito mais divertido principalmente com
    a mulherada XD

    Abs

    • Danilo 5 anos atrs

      Na verdade aprender da forma tradicional provavelmente sairia mais caro, pois você precisaria de um equipamento de certa qualidade (guitarra e amplificador) enquanto no Rocksmith não precisa gastar com amplificador e qualquer guitarra serve – já que o som é produzido no videogame

  • Leonardo 5 anos atrs

    Ótimo review! Gostaria apenas de complementar que apesar do jogo não indicar explicitamente qual dedo deve tocar cada nota, ele dá sim um indicativo disso pois a posição de mão esquerda (ou direita, no caso dos canhotos) no braço de quitarra é indicada pelos 4 pistas "iluminadas" como é mostrada na foto que ilustra a seção "comentários finais" desse post. Nesse caso, ele está sugerindo que o dedo 1 (indicador) toque a casa 17, o dedo 2 (médio) toque a casa 18 e assim por diante.

    • Alex_Miralhas 5 anos atrs

      Olá Leonardo. Realmente, ele não mostra explicitamente, como, por exemplo, indicando na nota o número 1 para demonstrar que deve ser utilizado o dedo indicador. Mas não tinha notado o que você explicou, e que está correto, ele demonstra isso da forma como você descreveu. Obrigado pela observação. Abraços.

  • Eduardo Silva 5 anos atrs

    Cara, parabéns pelo review. De verdade. muito bom!
    Não sou guitarrista e tive muito pouco contato tanto com violão quanto com guitarra.
    O jogo em si não me "enche os olhos" por essa parte de tutorial interativo, mas saber que o trabalho foi tão bem feito me deixa contente.
    Fiquei imaginando que seria mais um jogo musical afim de arrancar grana do pessoal e, ao que parece, o produto final é muito mais do que isso.
    Novamente, gostei muito do review e se tiver a oportunidade de testar, eu o farei, mesmo sem sacar muito.