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Seguindo nossa rotina, o colaborador Patrick Borba, fez um review sobre The Lord of the Rings: War in the North, um RPG para PCPS3,XBOX 360.

Agora leia atentamente, comente e se você escreve razoavelmente bem, não deixe de mandar sua colaboração para o Tô Jogando!

[gameinfo title=”Game Info” game_name=”The Lord of the Rings: War in the North” developers=”Snowblind Studios” publishers=”Warner Bros. Interactive Entertainment” platforms=”Playstation 3, XBOX 360, PC” genres=”RPG” release_date=”01/11/2011″]

O jogo foi desenvolvido pela Snowblind Studios, em sua proposta The Lord of the Rings: War in the North é um jogo de RPG que se passa ao norte de Middle-earth (a trilogia clássica se passa ao sul), nessa história alternativa que se passa paralela à história original criada, vemos um lado da guerra que não ganhou os louros da vitória pela queda do senhor das trevas, porém foi imprescindível para a realização de Frodo e seus amigos, no esquadrão do norte apresentando três heróis: Eradan, um ranger humano da região de Dúnadan; Farin, um guerreiro anão da distante Erebor; e Andriel uma maga da raça dos elfos que recebeu seus ensinamentos diretamente de Elrond.

Assim como a comitiva do anel, aqui a união deste grupo de raças distintas remonta as três raças que, por muitos, não seriam classificadas como aliadas, mas sim, teriam uma relação de convívio pacífico devido seu inimigo em comum: Agândur, considerado a “mão direita de Sauron”. Descendente do Númenorianos sombrios, Agândur é ambicioso, cruel e brutal, considerado o mais promissor dos lacaios do senhor da escuridão, foi enviado pelo mesmo para o norte da Terra-média para organizar um exército e acabar com todos os povos livres, garantindo assim o domínio de Sauron por toda a Terra-média.

Os heróis iniciam sua aventura respondendo a um chamado de Passolargo (Aragorn), e assim como todo clichê de RPG, a história inicia em UMA TAVERNA… Vamos à análise por tópicos:

Gráficos:
São competentes e trazem o jogador para a Terra-média, destaque para diversos tipos de terrenos, tumbas escuras, planícies ensolaradas, florestas infestadas de aranhas, montanhas na neve e uma fortaleza toda enferrujada. O lado norte é magnífico em sua geografia, porém, apesar de bons, os gráficos não trazem nada de inovador e possuem as lendárias e terríveis paredes invisíveis (na floresta são recorrentes locais inacessíveis por força da bruxaria invisível). O modelo dos personagens é muito competente, rico em detalhes que destacam texturas diferentes, os inimigos também são impressionantes, sejam golpeando, urrando de dor, ou caindo com o corpo cheio de flechas, não há queda de frames ou lentidão, mesmo quando o cenário apresenta dúzias de soldados em meio a imensos trolls.

O som:
A música ambiente é boa, mas não é revolucionária (ao contrário do jogo The Lord of The Rings: Conquest, onde encontramos todas as principais trilhas da trilogia cinematográfica), o som se encaixa bem ao ambiente e fica épico em cenas memoráveis (lembrem-se do encontro com o dragão).

Ao contrário, os efeitos sonoros são FANTÁSTICOS, o som da espada e do martelo batendo no aço das armaduras enche o ouvido e traz à adrenalina de um combate medieval, os urros e gritos de ódio e dor também fazem sua presença.

A Jogabilidade:
Assumindo o controle de um herói da guerra, podemos jogar sozinho ou cooperativamente com outros jogadores (split screen). O jogo em si é simples e prático, escolhendo um dos três heróis, cada personagem possui sua forma de ataque: o anão guerreiro Farin, é o melee atacando com machadadas/espadadas, também utiliza um arco para distâncias; o ranger humano Eradan, é um misto de guerreiro e ladino, usando ataques um pouco mais fracos porém com capacidade de se ocultar no campo de batalha; e finalmente a maga Andriel, que possui magias ofensivas e de cura, porém tem um ataque físico muito fraco. O jogador pode mudar de personagem sempre que carregar um save.

O sistema de evolução por XP existe e a cada novo nível o personagem pode dividir seus pontos em atributos (força, vida, percepção e determinação) que aumentam as capacidades atuais do personagem como barra de HP, força do golpe, distância do arco, tempo de recarga de magia, etc. E também existe uma árvore de habilidades, onde a cada nível é possível escolher habilidades específicas para cada classe.

Os combates:
Os combates ocorrem em tempo real e de forma simples, lembrando muito um Beat’em Up. A melhor comparação é uma versão bombada do clássico de Arcade King of Dragons da Capcom:

Lutar é simples e divertido, esquivar também, bastando alguns minutos e o mais inapto dos jogadores entra na diversão, e outra, o jogo é BEEEMMMM SANGREENNNNTO, com destaque para decapitações, mutilações e tudo jorrando muito sangue, e para as mortes mais violentas rendem mais XP.

No single player, o jogador pode comandar os outros dois personagens para atacar ou defender, esse mecanismo possui muitas falhas e bugs e muitas vezes temos de encarar o desafio praticamente sem comando nenhum, porém, no jogo normal os aliados são de muita valia, ressuscitando ou protegendo em ataques de hordas de orcs.

O inventário:
Trazendo ao arroz com feijão, capacidades de equipar armaduras, botas, jóias, armas, etc., determinada armadura muda a aparência externa do personagem (indo inclusive para as cutscenes), porém com a arma isso não funciona (às vezes você usa uma espada e na cutscene o anão aparece com um machado), o inventário não traz nada de novo, e é simplório demais, lembrando jogos de gerações passadas.

Em aparência é possível modificar o seu personagem em espelhos que estão nas cidades, o sistema ficou bem aquém do esperado trazendo poucas variações na aparência.

Diálogos:
O diálogo entre personagens ocorre semelhante ao Mass Effect, sem as ramificações de moral, ou seja, independentemente das opções no diálogo chegamos às mesmas decisões finais. Apesar disto os diálogos são bem interessantes e aprofundam a experiência e o conhecimento de toda a crise que está ocorrendo na Terra-média. O destaque fica para os anões mal-humorados de Gunandan, que fazem dezenas de tiradas risíveis.

Inimigos e demais personagens:
Os orcs dão um show de diversidade, existindo em diversos tamanhos, níveis e habilidades, dos soldados rasos maltrapilhos, aos gigantescos líderes enfiados em elmos onde só se vê seus olhos amarelos brilhantes. Seus gritos de guerra ecoam na cabeça e a inconfundível corneta de combate trazendo hordas de inimigos despejando fúria e aço tornam o combate um espetáculo.

Os chefes também são interessantes, são magos numenorianos a serviço de Agândur, necromantes gigantescos, bruxos, trolls de fogo, aranhas gigantes, gigantes de pedras e o próprio Agândur (que para decepção é beeemmm mais fácil).

Impressões gerais:
O jogo não funciona bem como RPG devido as suas limitações (se parece muito com os RPGs de 16 bits onde não importa muito suas ações sempre chegam ao mesmo fim, e tudo se resume a organizar o inventário e as magias), porém funciona como um excelente Hack’n’Slash, sendo rápido, cheio de ação e dinâmico.

Outro ponto baixo fica para a repetida fórmula de bate e esquiva que funciona em 90% do jogo, e para a ausência de outras formas de jogar, não há puzzles, plataformas ou outros riscos, mesmo as armas de combate do cenário como a balestra são bem repetitivas. Os aliados que só aparecem para fazer pose ou para serem protegidos (isso torna o jogo insuportável, onde a IA dos aliados é meio lerda).

Outro ponto baixo são as sidequests, resumindo em simplesmente pegar itens e levar os aliados na cidade, conversar para resolver problemas simples ou encontrar pontos secretos no cenário (que de secreto não tem nada, bastando o jogador andar um pouco mais). A aparição da comitiva do anel em Rivendel é boa mas não impressiona, os modelos dos elfos não ficaram muito bom e temos a impressão de serem bonecões bizarros.

Um ponto alto para os viciados em fazer evolução dos personagens, o jogo traz duas arenas onde podemos ficar durante horas lutando com hordas de inimigos cada vez mais poderosos. Cabe outro fator positivo é a TRADUÇÃO TOTAL EM PORTUGUÊS-BR, trazendo inclusive os troféus em nossa língua, encontrei pouquíssimos erros nos diálogos, seja nos inventário ou nos textos. Outro ponto positivo é o enredo que no final tem um plot twist envolvendo a tríplice Agândur, o dragão (quem diria hein) e Sauron, com uma solução bem original para toda a problemática, o final é bem simples e deixou a desejar.

O último ponto alto é o modo plus, ao terminar o jogo ele abre um novo save com seu personagem (mantendo todos os itens, níveis e habilidades) para um modo mais difícil. No geral Lord of the Ring: War in the North é um bom adventure, fica a impressão que ele não deveria ser um RPG e seus problemas irão irritar jogadores que procuram uma experiência mais profunda, diálogos, desafio e soluções mais complexas. Outro fator que o torna pouco atrativo é ter saído junto ao arrasa quarteirões da Bethesda – The Elder Scrools V: Skyrim, não há como comparar, mas ouso dizer que o primeiro tem um modo de batalhas mais divertido e funcional que o segundo, sendo assim vale um aluguel ou empréstimo para os jogadores comuns e para os fãs da turma do anel é compra na certa, é simplesmente o melhor jogo desta franquia para PS3 e Xbox360.

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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13 Comentario(s)

  • lucasbronze 5 anos atrs

    Tenho amigos que viciaram nesse jogo. Eu costumo torcer o nariz pra games licenciados de filmes, mas depois de ouvir tão bem a respeito da diversão proporcionada pelo jogo, já defini que será compra certa pra mim. :)

  • Já combinei com um amigo de pegar esse jogo pelo co-op, Senhor dos Aneis e com co-op não tem erro.

    O co-op é para dois ou três jogadores.

    No mais, excelente texto, disse tudo que queria saber sobre o jogo e mais.

  • Não entendi o porquê do "híbrido". Seria o fato de mesclar RPG com Hack'n'Slash? E quando diz "TRADUÇÃO TOTAL EM PORTUGUÊS-BR", isso é só legenda ou inclui áudio também (dublagem)?

    Em tempo, eu achava o tempo todo que isso era um MMO!!!! O.O

  • Nickolas Daniel 5 anos atrs

    Otima analise.

    Eu até compraria o jogo, mas apenas para jogar no multiplayer.

  • Muito bom o review! Eu também curti muito o jogo, recomendo fortemente!
    Se for fã de SDA então, tem que jogar!

  • Jogo muito bom, o modo co-op é excelente.

  • Desde que vi os primeiros videos desse jogo eu já tinha certeza que ele seria compra certa, tive mais certeza ainda ao passar pela vitrine de uma loja e ver o titulo traduzido na capa do jogo. Só estou esperando meus cartões se recuperarem do final de ano e vou compra-lo na certeza.

  • Felipe Bonifácio 5 anos atrs

    Puxa, não dava nada pra esse jogo, mas agora resolvi dar uma chance.

  • rodit 5 anos atrs

    Comecei a jogar ontem ! vi que é muito viciante ! mutiplayer é claro

  • Poisony 4 anos atrs

    Pelos vídeos de gameplay me pareceu extremamente repetitivo MAS se você tem um amigo e vocês curtem bastante Senhor dos Anéis acho que até encara-se.

    Boa review!

  • renato 2 anos atrs

    estou jogando ele e verdadeiramente falo para voces,muito viciante e maravilhoso,comprem,nota 10.