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Seguindo nossa rotina, o colaborador Thiago Nunes, fez um review sobre Terraria, um jogo tipo Minecraft para PC.

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[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Terraria” developers=”” publishers=”” platforms=”PC” genres=”Tipo Minecraft” release_date=”16/05/2011″]

Pense que estamos em 2009 e você é um programador independente, daqueles que amam games e programam jogos por puro gosto pelo ofício. Você tem um projeto de um jogo ambicioso em mãos, cujo principal objetivo do jogador se encontra em construir itens e sobreviver em um cenário gigantesco com design único e construído de forma aleatória, mas ainda assim um mundo coeso, explorável e com a possibilidade de ser visitado por outros jogadores. Sem nenhum grande apoio de publisher nem nada, você decide investir grana nessa sua ideia insana, mesmo que signifique deixar o jogo como versão beta por uma par de anos. Pois é, hoje esse seu joguinho beta (que, aliás, tem um design gráfico que muita gente considera bizarro e feio) teria vendido quatro milhões de cópias digitais (nem precisou gastar com distribuição e marketing, olha só) e se chamaria Minecraft.

Minecraft é um jogo imenso em tudo: comunidade, cenário, meios de jogar e, claro, a relação investimento x vendas que foi contada no parágrafo interior. Gostando ou não, é um jogo que já entra na história por inovar na criação de um gênero ainda indefinível pra todos. É em primeira pessoa, mas não é de tiro e também não é puzzle. Tem dungeons e itens, mas não é bem RPG. Tem um mundo enorme pra se explorar, mas não é sandbox. Tem a urgência de sobreviver em alguns momentos, mas não é um survival horror. Alguns dizem que nem deve ser um jogo esse negócio, já que na teoria você só pega coisas e constrói mais coisas, como se fosse um Lego eletrônico! Mas o que atrai milhões de pessoas nele? Fica a pergunta pra grande indústria, que com certeza queria ter tido essa ideia, mas ficou com preguiça e relançou um Call of Duty.

E nessa volta gigantesca que o texto deu já é hora de falar do Terraria, jogo lançado em maio desse ano. Mas a volta vale a pena, porque dá pra dizer que Terraria é um jogo “tipo Minecraft”. E por “tipo Minecraft” entenda-se “construa coisas e dê um jeito de se abrigar quando anoitecer”. Espera, isso é meio vago, não? Deve ter mais jogo por aí em que você constrói coisas e tem que se proteger, e nem por isso ele é “tipo Minecraft”. Ah, mas Terraria tem o mundo gerado aleatoriamente, do tamanho que você preferir. Mas só isso define um novo gênero? Sá pra fazer essa comparação sem soar como um comentário leviano, mal pensado? Porque até aí tem RTS em que você tem mapa aleatório, constrói coisas e tem que se proteger de alguma ameaça inimiga…

Isso está ficando complicado… é melhor começar pelas coisas que o Terraria tem de diferente: chefes, universo 2D, NPCs que surgem a medida em que você constrói mais casas e… é isso? Tá difícil explicar qual é a desse jogo, imagina ter que convencer vocês de que ele é bom (aliás, MUITO bom). Mas sim, ter chefes, NPCs e ser em 2D parece pouca coisa, mas no final das contas é o que o Terraria realmente trouxe de novo em relação ao Minecraft. É engraçado dizer isso (até porque seria repetir um comentário que já foi dito sobre o Terraria), mas ele é mais JOGO do que o Minecraft. Isso não quer dizer que um seja melhor do que o outro, mas existem ferramentas e convenções em Terraria que equilibram todo o excesso de liberdade e mantém o jogador em um roteiro, se assim ele preferir. Em Minecraft se caminha e se constrói coisas sem nenhuma indicação ou guia do por que fazer isso. Terraria começa com um NPC guia, que serve de tutorial e te fala tudo que pode ser feito com a madeira que você pegou ou a pedra que você minerou. E ele fala também sobre os novos NPCs e eventos do jogo que podem aparecer caso você faça isso ou aquilo. E tudo isso está ligado aos monstros que vão ficando cada vez mais fortes à medida que você desce pelas cavernas subterrâneas, tal qual Diablo. E é divertido fazer tudo isso, explorar esse mundo, derrotar monstros e construir a cidade que vai te ajudar nisso tudo. Ah, e algo tem que ser dito dos gráficos desse jogo: apesar de ser em 2D, não soa como uma tentativa forçada de ser nostálgico. É tão atual quanto à própria pixel art é artisticamente hoje.

Assim, Minecraft é um grande jogo, mas as regras desse jogo estão amarradas num conceito muito amplo (até o limite de que VOCÊ define qual é o jogo) e você pode acabar se perdendo nele. Pra quem jogou Minecraft e não gostou ou tem algum preconceito com essa coisa estranha e não quer saber de nada parecido, fica a recomendação em dar uma chance pro Terraria. Ele é barato (10 dólares, mas nas promoções da Steam já ficou até por 2,50), pode ser jogado em co-op ou versus e tem muita coisa legal que pode talvez te interessar. E se mesmo assim você não gostar, pelo menos alguma coisa diferente você jogou esse ano.

Trailer:

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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14 Comentario(s)

  • Daniel Avelan 4 anos atrs

    Um outro jogo jogo que dá ainda muito mais liberdade que o minecraft é o gmod.Mano,aquele jogo é insano o que você pode fazer.Nossa,lembro de que quando comprei ele eu tinha uns dez jogos na steam que ainda não tinha jogado,mas posterguei eles todos muitos meses depois,quando o gmod "perdeu parte da novidade"(na verdade eu só queria fazer com que o dinheiro com os outros tivesse valido a pena).
    Pra falar a verdade,só não jogo mais porque meu pc estragou.Mas cara,eu e meus amigos faziamos tanta coisa legal no gmod.A gente pegava npc de silent hill e fazia um fan map,simulador de vôo(com geladeiras com foguetes e balões acoplados),jogos de guerra,e até uma máquina de goldenbergh(aquele negocio de derrubar um tanto de domino pra fazer um pedra cair e quebrar um ovo,que vai encher uma vasilha,que vai desequilibrar uma balança…).
    Só não era melhor porque não tinha portal gun.

    • Poisony 4 anos atrs

      Comunidade de Machinima deve muito ao Garry's Mod.

      Ah, o nome da máquina é Rude Goldberg. Ou "armadilha de desenho animado", como eu gosto de chamar.

      • Daniel Avelan 4 anos atrs

        porra,confundi legal.juntei os dois nome do cara e fiz um embolo bizarro ali

  • RogerDKS 4 anos atrs

    Terraria é muito bom mesmo, mas não é muito "amigável" para quem não tenha jogado nada do tipo (pelo menos foi o meu caso). Penei um pouco para pegar o jeito, mas quando consegui já não queria mais jogar outra coisa. Só parei um tempo mesmo porque queria testar o multiplayer, mas não tive chance…

    • Poisony 4 anos atrs

      Vicia pacas, né? Bom, como disse no review, ele é mais amigável que o Minecraft por pelo menos te jogar um NPC-tutorial ali. Mas realmente acho que ainda falta um método melhor de acompanhar o jogador novato.

      • RogerDKS 4 anos atrs

        Isso ai… Tive que ler uns tutoriais para entender o que deveria fazer primeiro, e acabei percebendo que não há uma ordem "tão lógica" do que fazer primeiro… O negócio é sair explorando e, pelo menos, atingir as condições para atrair todos os NPCs…

        Realmente preciso tirar um dia para testar o multiplayer, e então, ter uma opinião completa

  • mika_souza 4 anos atrs

    Sério, não consigo acreditar como um jogo tão simples em sua proposta (não em sua mecânica) tenha me cativado tanto. Foi só jogar um pouquinho, achar chato no começo, pegar gosto e PUFF! 50h de jogo!

    Poderia ter zerado outro jogo com tantas horas, mas o tempo que eu o jogava me fazia muito feliz. Jogava com gosto! Só parei porque eu "preciso" jogar outras coisas (Mass Effect e Assassins Creed instalado aqui mas eu só conseguia jogar Terraria).

    O Multiplayer dele só vale a pena se os 2 jogarem sempre juntos. Se um personagem jogar muito sozinho e depois convidar seu amiguinho noob pra jogar com ele, não terá muita graça. Nem pro que terá que esperar o amigo noob pra tudo e nem pro noob que ganhará armas e armaduras impossíveis de conseguir com sua vivência exploratória, o que tirará parte da graça de explorar.

    Sério, esse foi o jogo que mais me surpreendeu em 2011.

    • Poisony 4 anos atrs

      É maneiro ver um filho de Minecraft saindo tão cedo e já oferecendo mais coisa que seu pai. Eu espero ver essas mecânicas que fizeram o jogo quadrado ser popular em jogos que ofereçam outras coisas bacanas no futuro.

      Quando eu voltar de viagem quero explorar uns terrenos com o senhor, seu Mika! E com quem mais quiser, inclusive.

  • Poisony 4 anos atrs

    Uma coisa que acabei notando depois de ter escrito essa review: o modo multiplayer é beeem precariozinho. Não é uma empresa grande pra manter servidores, então o negócio rola por troca de IP, uma coisa bem pobre e, que pra piorar, tem grande chance de não rolar caso você use sua conexão em rede wi-fi ou cabo com outros PCs, te obrigando a instalar um Hamachi da vida.

    • RogerDKS 4 anos atrs

      Pelo visto o esquema é combinar antes, não dá para tipo só conectar no jogo e já entrar no multiplayer aleatoriamente… O esquema é tipo combinar e usar o estimado Skype, companheiro de aventuras

    • niiiiiiiiiiiiiiiii 4 anos atrs

      mas pelo proprio game 2d acho que nao era preciso fazer algo tão sofisticado por que imagina 50 pessoas naquilo?

  • Comprei esse jogo na promo do steam e para ter uma idéia do vicio que foi, abandonei jogos como portal 2, skyrim e Battlefield 3.
    Oq estou mais gostando é de jogar junto com o meu irmão, deixa bem mais interessante e por mais q facilite em certos pontos como sobrevivência, vc demora mais para ter novos equipamentos pois tem q pegar sempre o dobro de materiais.
    Entrei no modo hardmode q surgiu mais recentemente e é quase um recomeço, tds os planos para uma casa segura deixam de valer, fora inimigos bem mais fortes.

    Só tbm não gostei da falta de suporte no proprio jogo para vc saber oq fazer, felizmente a comunidade é grande.