E lá vamos nós para a segunda parte da Saga do Infinito nos games!

Na rabeira do sucesso de Marvel Super Heroes para arcade, a Capcom viu a oportunidade de fazer mais dinheiro com a Marvel. Além de X-Men Mutant Apocalypse (que estará em breve aqui, não se preocupem), outro jogo nos mesmos moldes foi lançado para o console do Super Mario (e as aindanãoviúvas da Sega ficaram chupando o dedo): Marvel Super Heroes: War of Gems!

A saga Desafio Infinito fez um sucesso relativo nos anos 90, o que gerou continuações. A Saga do Infinito, como ficou conhecida, gerou mais duas minis: Guerra Infinita e Cruzada Infinita. Ambas continuaram a saga de Thanos, Adam Warlock e os demais heróis Marvel, mas com escalas ainda mais épicas (bom, pelo menos eles tentaram). MSH:WoG é uma “continuação espiritual” de Marvel Super Heroes, mas na verdade tem uma história própria (mesmo baseada na saga em questão), tanto é que Thanos é o chefe final e vemos muitos personagens que não aparecem na HQ surgindo no jogo (como Blackheart), ou outros que sequer são citados (Kang, o Conquistador).

Meu objetivo aqui é tentar explicar certos parâmetros do jogo, com base nos quadrinhos (como tenho feito).

A trama do game é bem simples: Adam Warlock convoca os mais poderosos (ou os mais populares, né?) heróis para que possam juntar as jóias do infinito antes que caiam em mãos erradas. Simples, prático e objetivo. O que muita gente não entende, ou não sabe, é por que os inimigos são versões malignas dos heróis conhecidos e é aqui que começamos nossos trabalhos (soou meio umbanda isso agora, hehehehehe), conhecendo os vilões da história:

Contrapartes (Dopplegangers): Descobertos por Magus, as contrapartes seres que podem se transformar em réplicas quase idênticas aos heróis Marvel, com o objetivo de destruí-los (ou deixá-los fora de combate) e tomar seus lugares. No game vemos versões do Surfista Prateado, Pigmeu (Puck), Visão (Vision), Sasquatch, Demolidor (Dare Devil), Gavião Arqueiro (Hawkeye), Falcão (Falcon), Mulher Hulk e Coisa (The Thing). Porém é importante salientar que praticamente todos os heróis Marvel tiveram sua contraparte, sendo que no game eles são basicamente minnions e subchefes.

O mais “conhecido”, como não podia deixar de ser, é o do Homem Aranha, que sobreviveu a Guerra Infinita e teve mais aparições nas histórias do aracnídeo e em jogos, como Maximum Carnage, mas estranhamento não aparece em War of the Gems.

Magus: Após Desafio Infinito, Adam Warlock tomou posse da Manopla do Infinito. Como ser onipotente, decidiu separar o bem e o mal de sua alma, para que estas facetas não interferissem em suas decisões.

Da sua face maligna nasceu (ou renasceu, pelo que pude pesquisar, mas a Marvel é cósmicamente confusa pra caramba) Magus: não me pergunte sobre a parte boa. Durante a Guerra Infinita, Magus se aliou  as criaturas que seriam as contrapartes do heróis Marvel e de Thanos. Entre várias reviravoltas na “trama”, o lado maligno de Warlock acaba se apossando da Manopla do Infinito, mas a jóia espiritual era falsa, gerando a brecha necessária para que o vilão seja derrotado.

Tudo isso foi na HQ, por que no jogo ele é apenas mais um chefão.

Coração Negro (Blackheart): filho do demônio Mefisto, Coração Negro é atualmente um dos vilões do Motoqueiro Fantasma. Tem basicamente os mesmos poderes do pai, sendo extremamente poderoso. É meio estranho usarem o filho ao invés do demônio Mefisto, tanto em War of the Gems como em Marvel Super Heroes, mas sua adesão é interessante, pois ele usa sua forma mais poderosa nos games.

Acabou que ele ficou extremamente popular, aparecendo em outros jogos de crossover da Marvel. Estranhamente, ele não está em UMvsC 3.

Nebulosa (Nebula): Nebulosa era uma pirata espacial, que se une a Thanos alegando que ela seria sua neta. Tentou adquirir o poder absoluto, usando energias terrestres, mas teve seus planos frustrados. Descobrindo a reivindicação de Nebulosa, Thanos confiscou o navio da pirata e quase a matou utilizando a Manopla do Inifinito: deixando-a como um zumbi, ainda viva, mas sem se mexer, em agonia eterna.

Durante Desafio Infinito, Nebulosa usou a manopla, restaurando seu corpo. Devido a loucura gerada pelo trauma dos ferimentos, Nebulosa não conseguiu controlar seu poder; Tal qual os demais, a pirata é apenas mais um chefão de fase.

Como já mencionei, War of the Gems foi concebido com uma história própria, mas com base nas duas primerias minis da Saga do Infinito. Claramente, a trama não é um primor: coletar as gemas do infinito antes dos vilões é um dos plots mais manjados de games e hqs (a tal da corrida contra o tempo). Porém a jogabilidade e os easter-eggs compensam um pouco a “narrativa”, apesar de achar que algumas adesões seriam interessantes, como Kang o Conquistador (que é uma versão futura do Dr Destino) ou até mesmo Galactus!

E é isso aí pessoal! Daqui quinze dias estamos de volta!

Galera, percebi uma diminuição na quantidade de comentários e fiquei com uma dúvida: o que vocês esperam da Gamics? O formato ainda é interessante, ou há algo a mais que possa fazer? Deem suas sugestões de jogos/quadrinhos que podem aparecer aqui, que estou disposto a dar uma revitalizada na coluna.

Escritor frustrado e viúva da Sega, acho que sou o único que gosta dos amigos do Sonic (até mesmo aquele gato estranho do Adventure 2).

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Gamics

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21 Comentario(s)

  • Esse War of the Gems para SNES eu alugava direto, jogaço… ainda espero a revitalização desse gênero de jogo na atual geração. Adorava o The Avengers para Mega-Drive, sem contar o ótimo X-Men para SNES da CAPCOM, vc tinha que dar meia lua pro Ciclope soltar o raio pelos olhos hehehe…

    • Esse eu terminei! O War of the Gems nem cheguei perto…

      O The Avengers era MUITO RUIM, mas eu cheguei a terminar com meu amigo, cujo controle não ia PRA FRENTE ( e SIM, nós jogamos assim)…

  • ogrokun 4 anos atrs

    No MvsC do arcade o "Mephisto" aparecia, como uma pallet swap do proprio blackheart

    Agora quanto a esse joguinho do SNES ai … que jogo BOM hein??? (sarcasmo) Alias, o cara nao toma um hit sequer durante o jogo, ou é mto facil ou ele ta fazendo um TAS

    Hulk tendo que segurar respiração, tem que dar 3 socos para derrubar uma parede e enfrenta uma horda de Pigmeus bizarros. Só faltou apanhar do Demolidor …

    • william_saito 4 anos atrs

      Ogro, seu cabeçudo, o jogo era bom sim =) , era dificil sim e os erros eram normais nos jogos da epoca. No mais adorei a coluna , joguei muito isso na epoca .

      • ogrokun 4 anos atrs

        ah cara, achei generico demais. se tu tirar o Hulk e botar o Haggar no lugar, muda alguma coisa?

        Esse jogo nao tem nada que use as habilidades dos herois, outros na epoca faziam isso bem melhor…

    • Mas o jogo é bom sim, Ogro! Falta um pouco de boa vontade da sua parte! XD

      Não é tão bom quando o XMen Mutant Apocalypse, mas é legal!

      • Ogro Himself 4 anos atrs

        O jogo é bom de jogar agora, ou bom nas suas memorias? tem essa diferença =P

        Dias atras eu fui jogar o arcade dos simpsons que pra mim era um dos mais fodas ever, e o jogo é bem generico …

  • Joguei muito essa porra, ô joguinho dificil, lembro que ele foi um dos últimos jogos lançados pro SNES, ralei muito pra zerar.

  • SeoCrispim 4 anos atrs

    Cara, li em meados dos anos 90 uma minisérie que dava uma resumida nessa saga. Se não me engano eram 4 volumes. Lembro do desejo do Adam Warlock em se tornar uma entidade perfeita, separando do seu corpo tanto a parte má como a parte boa, para então ser perfeito. Aliais, esse conceito de perfeição como a ausência de bem e mal é muito interessante.
    Lembro vagamente que os heróis tiveram que confrontar tato a parte má como a parte boa de Adam, não faço idéia do porque.
    Tenho uma vaga lembrança que a representação da contraparte boa de Adam possuía um avatar feminino.

    • ogrokun 4 anos atrs

      A parte "boa" do Adam era feminina sim. E ela era tao escrota qto a parte maligna pq ela queria extirpar o mal do universo sem se preocupar com as consequencias.

  • Eu tive esse jogo, mesma engine do Mutant Apocalypse. Adorava jogar com o Homem de Ferro e com o Homem Aranha…

  • DioRod, meu velho, pelo menos de minha parte não tem tido problema nenhum na sua coluna…

    Aliás, no meu trabalho quase tudo é bloqueado (Fênix Down inclusive) – e o Google Reader é uma das exceções. Acabo acompanhando a coluna sempre pelo Reader, o que me impossibilita de comentar por aqui.

    Mas os artigos sobre os games da Saga do Infinito eu tenho acompanhado de perto, não só por causa de ter jogado os games, mas porque foi a última saga de quadrinhos que realmente acompanhei. Lembro de ter ficado até triste, de certa forma, quando os heróis tombam um por um…

    • Poxa, valeu cara! Vamos ver como fica…

      e a Desafio Infinito eu nem fiquei "triste" eu fiquei com medo mesmo! A HQ é muito "do mal" hhehehe

  • Grandmaster Meio 4 anos atrs

    Corrigindo uma coisinha: o Kang não é uma versão futura do Dr. Doom. Ele é um homem que nasceu em um século onde não haviam mais guerras e conquistas, então ele usa a tecnologia para voltar no tempo, para a "Era dos Heróis", para que possa ter um desafio.

    Como disseram acima, alguns dos heróis tinham habilidades bem diferentes dos outros: só o Hulk e o Capitão América eram os mais sem-graça. Do mesmo modo que o Mutant Apocalypse, você podia jogar a mesma fase de outro jeito, com outro personagem. Um exemplo é a fase da neve, logo no começo: havia uma bifurcação no meio da fase, e só o Homem-Aranha e o Wolverine podiam ir por cima. Os outros 3 deveriam ir por baixo (não lembro de o Homem-de-Ferro também ia por cima…).

    O que acontece com o Magus é o seguinte: originalmente, ele era uma versão do Adam Warlock vinda de uma outra linha do tempo, onde o Warlock havia ficado corrompido pelo poder. Esse é o Magus mais forte, também conhecido como "Afro Magus", por causa do seu cabelo afro. Ele dava porrada no Thanos de igual para igual, coisa que poucos no Universo Marvel fazem. O Magus desta saga é o aspecto maligno do Warlock, apenas. Esse é o Magus com o rabo-de-cavalo.

    Uma coisa antes de terminar: quase ninguém nota isso, mas Warlock e Magus não são o nome dos personagens. Os dois se chamam Adam (são a mesma pessoa). Warlock e Magus são só títulos. Tanto é, que hoje em dia não é incomum eles serem chamados de Adam Warlock e Adam Magus.

    Já tentaram fazer outras sagas com as gemas do infinito, mas nada de muito grandioso. A última aparição delas (em Vingadores) foi bem ruim também.

  • Puts, esse jogo era bacana pakas, eu sinceramente não conheço a história das HQs mas o jogo era bem bacana, jogava pakas.
    Sobre a coluna, se eu deixei de comentar em alguma foi por esquecer mesmo, curto pakas esse paralelo que tu traça entre os games e as HQs e pra mim o formato está excelente.

    • Pô cara, valeu mesmo! Eu sei que é complicado comentar sempre, eu mesmo nem consigo fazer isso, aheuaheuaheuah

      • Meu maior problema é que eu consumo a maioria do conteúdo durante a hora do almoço e normalmente quando começo a comentar já tem atendimento agendado, ai danosse… as vezes perco comentários inteiros… Mas… É a vida, sempre que possível passamos aqui.