- Alô, Mãe? Chegou um pacote na sua casa?
– Chegou sim filho, está tudo escrito em japonês.
– Ah tá, é um jogo, hoje de noite passo aí para pegá-lo, abre o pacote e me fala qual é.
– Olha, está escrito Mass… acho que é aquele filme que você gosta, “O Massacre da Serra Elétrica”…
– Como assim? Mãe, daonde você tirou isso? Não é Mass Effect não?
– (risos) Ah, é isso aí mesmo, Maseféquiti (mais risos).

É meus queridos amigos, isso realmente aconteceu comigo alguns meses atrás, quando encomendei o primeiro Mass Effect, edição dupla com direito a dvd de documentários e o caramba. Sejam bem vindos a mais uma edição da Hysteria, sua coluna semanal sobre o universo gamer. Hoje irei abordar um tema bem “lugar comum” entre todos os jogadores brasileiros, a grande Invisible Wall da língua.

Pouquíssimas exceções à parte, nossos pais sempre enxergaram os consoles como artefatos alienígenas, depositados nas estantes das salas brasileiras. Tirando o Atari que teve uma ampla divulgação publicitária no início dos anos 80, a cada nova geração, víamos nosso hobby favorito se tornar um entretenimento de nicho. Grande culpa disso pode ser atribuído à criação de um palavreado cada vez mais “complexo” e maluco dos gamemaníacos, algo parecido com o “ebonics” dos rappers, ou do “miguxês” dos emos, otakus, etc… Para maiores informações e risadas, por favor, assistam esses dois episódios do Cartucho Game Clube, Vocabulário Gamer Pt1 e Vocabulário Gamer Pt2.

Quem aqui nunca proferiu um “mini-táxi” jogando com a Chun-Li, que atire a primeira pedra, pérolas como “ataque das corujas”, “aléxfúúú”, “taiguer robocóp”, “téc-téc-turuguen”, etc… fizeram e ainda fazem parte de nossas memórias dos tempos de escola, mas não pense que o idioma gamer parou no tempo, muito pelo contrário, ele chegou a níveis complexos de um dialeto élfico criado por Tolkien. Com o surgimento e a popularização das Lan Houses, termos como “rushar”, “bunniar”, “camperar”, se tornariam palavras-chave para você se tornar parte da tribo.

Já por um outro lado, conheço muitas pessoas que jogam sem entender absolutamente nada do enredo de um jogo. Durante minha adolescência, rolava uma lenda na locadora do bairro, em que um garoto tinha terminado o clássico Castlevania: Symphony of the Night, apenas dando murros, pois o jogo era japonês e ele simplesmente não sabia da opção de equipar armas e ítens. Não preciso ir tão longe, meu cunhado é uma máquina de matar em jogos do estilo FPS, já vi ele “zerar” um CoD em uma única sentada no sofá, agora pergunte a ele quem é Makarov, Cpt. Price ou Soap? Grilos responderão sua pergunta.


A meu ver, quem nasceu nos anos 80 e acompanhou o nascimento da indústria de jogos eletrônicos no Brasil, teve que se adaptar a mais famosa ideologia Punk, o lema “Do it Yourself” (Faça você mesmo). Ou você jogava com um dicionário no colo, ou estava fadado a nunca terminar um Chrono Trigger da vida. Estava na hora de entender que o “crank” que o Leon precisava encontrar, não era o macaco velho de Donkey Kong Country e sim uma manivela.

E pra encerrar o papo como de costume, vou plantar a dúvida em suas cabeças. Agora que as grandes empresas começaram a enxergar nosso país através das tendas de camelôs, jogos localizados como Halo, Killzone, Uncharted, Starcraft, WoW, já não são mais novidade. Até que ponto isso é benéfico?

Veja bem, não sou elitista, isso é imprescindível para sairmos do nicho e o Zézinho da esquina entender o roteiro de um Kingdom Hearts da vida, assim como o cara que… ok, ninguém entendeu direito a história desse jogo. O que quero dizer é, por que não posso escolher o áudio original em alguns dos citados acima? Tente instalar Starcraft 2 em inglês pra você ver do que estou falando. Tirando alguns jogos do PS3, ou você joga a versão nacional dublada ou terá que comprar o jogo importado. Fora o filtro/efeito utilizado em algumas dublagens que soam muito inferiores às originais, parece que o narrador está usando um microfone de 2ª linha ou falando de dentro de uma garrafa. E a garotada que está começando na jogatina agora? Não aprenderá o “engrish” na marra, como punks que fomos?

Talvez eu esteja sendo rabugento, estou chegando na casa dos 30, talvez seja o processo de “americanização” que esmagou nossa cultura desde os primórdios, sejam games, cinema, quadrinhos, música, pornografia… Só o tempo irá dizer se um dia soará natural um soldado gritar: “Retaguarda tá queimando” ou “Kaboom Doçura”.

Até semana que vem, ou “See ya next week”.

Gamer de nascença, nerd tetudo de carteirinha e bêbado por opção.

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41 Comentario(s)

  • ogrokun 4 anos atrs

    "Manteiga no biscooooooito"

  • Heitor Polidoro 4 anos atrs

    Eu acho bem bacana, ótimo pra quem não sabe inglês ter um pouco mais de entretenimento, porém sempre levanto a bandeira: "Isso deve ser OPCIONAL!". Eu sou sempre a favor do áudio original, porque geralmente (90% das vezes) é melhor. Seria interessante jogar Final Fantasy com o áudio em japonês com legenda em português (apesar de *medo* nunca ter jogado nenhum FF >.< ).

    Mas eu quero a opção!

    • Daniel Avelan 4 anos atrs

      Concordo que deva ser opcional,mas acho debativel a questão de qualidade de dublagem.Por exemplo, eu não consigo imaginar o Black do ps2 com dublagem profissional,acho que um estilo sessão da tarde faria jus a quantidade absurdas de clichês daquele jogo.
      e num fica com medo de fanboy de ff só porque você não jogou que você é um dos meu.

    • Concordo tbm… deve ser opcional.
      Fui punk e aprendi meu inglês jogando RPGs com um dicionário no colo.

      A questão não é se o áudio do game está em inglês, mas sim se o áudio é o original.
      Pode ser japonês ou francês (vide Onimusha), a experiência gamer será melhor com um "What?" do Alucard ao invés de um "Mas hein?"

      • Daniel Avelan 4 anos atrs

        não acho que seja melhor,mas sim porque nos estamos acostumados com ingrês nos games

        • Heitor Polidoro 4 anos atrs

          Acho que temos uma barreira muito grande por termos crescido e aprendido inglês com jogos.
          O problema não é um "Mas hein?" no lugar do "What?" mas sim a interpretação do dublador. No original você tem os diretores do jogo ali, dando pitaco, nas localizações geralmente não.
          E uma dublagem profissional é pode ser também 'tosca' se for do contexto do jogo.

  • Lpolon 4 anos atrs

    Trabalho em um laboratório em uma faculdade e tem pessoas com todo o tipo de renda e maldições. Todos precisam se entender com o Inglês por que é o idioma da ciência.

    Videogames ensinam inglês? Só se você jogar RPGs e tiver algum código de honra contra usar "detonados". Convenhamos que na maioria das casas que tinham um dicionário inglês/português nos anos 90, os filhos dessa família iriam aprender o idioma de qualquer forma. Era muito mais fácil ter uma "nintendo world" do lado do que um dicionário do lado.

    bem, se teve algum heroi com uma história dificil e aprendeu inglês graças aos videogames, meus parebéns. Mas eu não superestimo esse papel dos jogos.

    Sobre SC2. Eu comprei em português e não consegui instalar em inglês como você contou. Eu entrei em contato com um GM através do suporte tecnico e eles trocaram a minha chave do jogo por uma "NA" e agora o jogo é inglês (não faz mais diferença pro multiplayer pq os servidores agora são unidos).

    Jargão existe em qualquer nicho em qualquer idioma. Não faço idéia do que os jogadores de DOTA falam e finjo que não entendo as gírias de WoW e aposto que eu iria estranhar muito as gírias num servidor brasileiro.

    É, foi divertido ler mas não concordo com nada do que você falou =p

    um abraço!

    • Mas a idéia da coluna é exatamente essa, o que eu escrevo não é lei, é somente um ponto de vista (no caso, o meu), e o intuito é que nos comentários a galera debata sobre o tema, como você fez agora. Valeu pelo feedback e continue acompanhado a coluna. Abraços.

    • Felipe Bonifácio 4 anos atrs

      Então pode me dar os parabéns porque grande parte do meu vocabulário em inglês veio dos video games e mesmo usando os detonados como você falou (confesso que usei algumas vezes XD) eu ainda ficava com o meu bom e velho Michaelis! hehe Tudo bem que o RPG de mesa também me ajudou! =)

      • Concordo, e nem se limita a outra língua, eu só fui aprender o que era destreza, constituição, prestidigitação, etc… jogando D&D na minha adolescência huahuahuuah… mas isso fica pra uma próxima Hysteria sobre jogos de RPG.

        • Lpolon 4 anos atrs

          afinal todos sabem da importância de lanceiros contra cavalarias e quais são as melhores táticas para derrubar paliçadas =p

          • huahuahu realmente, tanto que some partidas semanais de D&D mais vício em Ultima Online e você tem uma reprovação do 2 º colegial hauhahua… é uma pena que na prova não caiu em que nível o mago ganhava a Fireball hauhuahuau… mas graças aos games, Inglês foi a única matéria que no 3º bimestre já estava tudo fechado de notas.

          • Lpolon 4 anos atrs

            MMO é o lado negro da nerdice. Não paguei tão caro pelo meu vício em WoW, mas tive que parar…

            P.S.: o lado bom da nerdice é o meu "saudavel" grupo de RPG fazendo planilhas de excel para decidir o melhor talento e divisão de pontos. (Normalmente em GURPS. DnD é mais intuitivo). true story.

          • Felipe Bonifácio 4 anos atrs

            DnD você não precisa fazer praticamente nada porque já tem um infinidade de planilhas prontas nos fórum espalhados por aí!! hehe

      • Lpolon 4 anos atrs

        meus parabéns!

        Mas meu ponto é: Você saberia inglês mesmo sem videogame? seus pais te colocaram em cursinho ou na escola?

        pois bem..

        • Felipe Bonifácio 4 anos atrs

          Talvez sim, mas só fui estudar mesmo depois até de formado na faculdade.
          Digamos assim então, o videogame foi um grande incentivo porque me fez aprender por vontade própria mas acho que não chegaria a ser fluente na língua apenas com os jogos.

    • Daniel Avelan 4 anos atrs

      cara,eu aprendi com inglês com games,só fiz o curso de inglês pra ganhar certificado

    • Concordo com seu ponto de vista a respeito de aprender inglês nos jogos, mas, como a música, é uma forma extremamente divertida e eficaz de enriquecer seu vocabulário.
      Eu, por exemplo, não digo que aprendi inglês nos videogames mas cerca de 40% de todo vocabulário que eu tinha antes de fazer um curso decente aprendi jogando.

    • ogrokun 4 anos atrs

      Lolon, eu tive ingles no 1o grau, e o ensino lá foi fraco. Depois cursei escola técnica, e tive um ano de ingles técnico, que foi medíocre.

      Eu só tinha noção básica de gramática, conhecia as palavrinhas básicas, bem no nivel "THE BOOK IS ON THE TABLE".

      Joguei adventures da Lucas Arts, e RPGs de SNES emulados no PC. Tudo com um dicionariozinho Michaelis do lado. E ai eu descobri que "fake barf" é vomito falso. "Switch" é alavanca. E por aí vai.

      Só com os videogames eu ganhei vocabulário o suficiente para me aventurar a ler quadrinhos e livros em inglês.

      Depois que Games, HQs e Livros criaram meu vocabulario e eu era fluente em leitura/escrita, treinei o listening assistindo filmes sem legenda. Pra pronuncia, eu fiz aula particular. Mas por mais de 10 anos, eu fui autodidata e os games foram a principal fonte para meu vocabulario.

    • KrazyFox 4 anos atrs

      Eu jogava com um dicionário do lado, e de fato, video games me ensinaram mais inglês do que a escola, eu fechava todas as provas. '-'

  • drnico 4 anos atrs

    - Morra monstro! Você não pertence a este mundo!
    – Não foi pelas minhas mãos que eu fui trazido de volta à carne. Eu voltei aqui por humanos que desejam me pagar tributo.
    – Você rouba as almas dos homens, e faz deles seus escravos!
    – Talvez o mesmo pode ser dito de todas as religiões.
    – Suas palavras são tão vazias quanto sua alma! A humanidade não preciso de um salvador como você!
    – O que é um homem!? *pling* Uma pequena mísera pilha de segredos! Mas falamos o bastante, TENHA EM VOCÊ!(q)

  • Felipe Bonifácio 4 anos atrs

    ESTAMOS SENDO ATADO!!!!!!!!

  • Algo relacionado com a notícia do ProTeste notificando a WB Games e a Microsoft por conta das suas traduções capengas em jogos como Mortal Kombat, Split Second e Gears of War 3?? :D http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2012/01/

    Na boa? Ou sou 100% a favor da localização de games. O primeiro jogo que joguei com legendas em português foi o The Dig, e achei o máximo. Mas nunca joguei um jogo DUBLADO em português (pelo menos não pt-BR. O Uncharted eu já comecei direto no Português da terrinha de Camões :) ). Já mais recente temos como exemplo o Batman Arkham City (tradução espetacular) e o Assassin's Creed: Revelations (escorrega num "library" virando "livraria", mas no geral também está muito bem feito).

    Já esse papinho de que povo aprende inglês por conta dos jogos é caô: aprendem porque querem aprender, ponto final. Até hoje tenho primos da minha idade que jogaram MUITO mais games do que eu, por terem tido videogames por muito mais tempo que eu tive (meu histórico gamer se resume ao Atari até 91, aos nintendinhos genéricos até 99, e depois mais nenhum console até 2010, com o PS3), que não falam um "AI" em inglês.

    Então vir com essa conversinha de que "bom mesmo é no original, para aprender inglês" é pura conversa fiada. Quantos aqui aprenderam japonês por jogar algum Final Fantasy no original? Mas aprender mesmo, com o jogo, sem fazer qualquer curso. Heim? Duvido que alguém diga "eu". E quem jogou em japonês, muito provavelmente é descendente de um, e já nasceu sendo ensinado no idioma, ou acabou fazendo um curso, nem que tenha optado pelo mesmo para poder jogar os jogos japoneses e ENTENDER o que aparecia na tela ou era dito pelos personagens (da mesma forma que muita gente fez curso de japonês inspirado pelos inundação de animes fornecidos pelos fansubs).

    Então, reiterando, sou 100% à favor à localização dos jogos para o nosso tupiniquim, mas desde que sejam bem feitos. E sim, desde que sejam opcionais, também, e FÁCEIS de trocar. Porque ter que trocar o idioma inteiro do sistema para pode jogar no original é uma complicação desnecessária (estou olhando para você, Batman Arkham City)

    • Eu li essa matéria sobre o processo contra a WB pela tradução porca ahuhauhuau… Quanto ao lance de aprender ou não inglês, entra no mesmo quesito de qualquer outra "habilidade", no caso, os games foram um incentivo, aprende quem tiver força de vontade, do mesmo jeito que um Guitar Hero pode incentivar uma pessoa aprender a tocar algum instrumento. Mas eu acredito que a pessoa já tendo uma base, por mais simples que seja, do idioma, ela acaba pegando as manhas jogando. Minha opinião bostal. Abraços e obrigado por acompanhar a coluna.

  • No caso dos DVD's dos jogos de PC ou XBox é complicado colocar mais de um idioma em audio, talvez até dê pra colocar mais de um, mas aí precisaria fazer uma seleção, afinal o jogo ocupa espaço.
    Mas no caso dos BD do PS3 não tem desculpa mesmo.

    PS.: só não acho legal fazer muito alarde, vai que as empresas inventam de colocar os idiomas adicionais como DLC's (Capcom, oi?)

  • kim_martins 4 anos atrs

    Audio em inglês, legendas em português.

    E róriuiken neles.

    • Se for jogar um Final Fantasy ou qualquer outro JRPG da vida, já estará fazendo errado ao optar por áudio em inglês, pois esse NÃO É o idioma original do jogo :)

      • Mas aí é questão de gosto, eu por exemplo odeio aúdio em japonês pq é como se todos os personagens fossem overact. Odeio aqueles gritos e risadinhas que os japas adoram. Prefiro em inglês.

        • Mas percebe a contradição? Você prefere aquilo que não é o original. Por quê? Não será porque é a forma que você mais se habituou? Então, o mesmo eu acho das traduções em português: é uma questão de hábito. No final dos anos 90, com a Brasoft, era comum TUDO vir adaptado em português, mesmo que somente em legenda, mas também com ótimas dublagens, como o Grim Fandango. Se essa tendência tivesse se mantido até hoje, e só expandido, talvez não fosse tão estranho para o público atual ver jogos em português

          • kim_martins 4 anos atrs

            Cara… vc entendeu ¬¬
            Que seja qual for o audio original: inglês, japonês, finlandês… dane-se!

            E porque estaria optando pelo idioma ERRADO?? Só pq não é o ORIGINAL? E se a forma "que eu me habituei", como você diz, é a CERTA para mim? O entretenimento (no caso jogos de video games) estaria cumprindo a função de me entreter… seja emqual idioma for.

            Questão de preferências… nada mais.

          • O que eu quis dizer é que muitos preferem o inglês, mesmo quando este não é o idioma original do game. A maioria é na verdade PAGA-PAU do idioma inglês, e não da versão original, seja ela qual for

  • Sempre fico com os dois pés atrás quando o assunto é tradução, principalmente de jogos e filmes, com os filmes sou até mais radical, parei de ir ao cinema por causa dessa onda de filme dublados. No cinema se perde praticamente toda interpretação do ator na dublagem, mesmo as mais bem feitas, e como alguns jogos são verdadeiras superproduções, quase cinematográficas, se perde muito da experiência e, pra utilizar uma palavra "da moda", da imersão. Imagina como seria a dublagem do Coringa nos dois jogos do morcegão, o Mark Hamil fez um trabalho que beira à perfeição nos dois jogos.
    As legendas estão começando a ficar melhores e, de novo, o Batman Arkhan City é um exemplo que deve ser copiado, o AC Revelation também vem com uma boa legenda um erro aqui outro ali, mas na média esta boa a tradução, mas normalmente prefiro tudo em inglês.
    Pra terminar. Não, não sou daqueles que acham que alguém vá aprender outro idioma com vidogame, mas acho uma ótima e divertida forma de enriquecer o vocabulário.

  • Poisony 4 anos atrs

    Eu sou desse tempo aí que ou você se virava pra entender inglês ou jogava sem entender nada e foda-se, e era uma merda. Acho maneiro pessoal que diz que aprendeu inglês através dos videogames e tal (japonês foram poucos, acho engraçado isso), mas eu lá queria transformar meu videogame em um jogo educativo? Não é à toa que um RPG que eu adorava na época era o Phantasy Star, que veio totalmente em português. Quem tem que ensinar inglês é professor de inglês, no máximo videogame pode te animar a aprender mais.

    Já com dublagem acho o assunto mais delicado. Fora que a gente cresceu e adquiriu uma preferência pelo idioma original (seja por qualidade, imersão ou frescura). No final das contas, sou pró-opção sempre.