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Aos trancos e barrancos essa semana nosso colaborador Bruno Izidro fala um pouco sobre Deus Ex, consagrado jogo que deu origem ao Deus Ex: Human Revolution.

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[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Deus Ex” developers=”Ios Storm Inc.” publishers=”Eidos Interactive” platforms=”PC, Mac e Playstation 2″ genres=”RPG” release_date=”26/06/2000″]

Sabe aquele jogo que você sempre ouve falar, mas que, por algum motivo, nunca pôde jogar? Pois é, esse era Deus Ex pra mim (e acredito que para muitas outras pessoas também).

Então fui pego pelo hype do novo jogo da série, Human Revolution, o que me fez finalmente jogar o primeiro game e saber se esse deus era tudo isso mesmo.

Um deus envelhecido, mas inovador
No começo, é difícil não ficar incomodado com as imagens estouradas nos fundos dos cenários ou nos modelos serrilhados das personagens, reflexos de uma época onde os jogos em 3D estavam começando a mostrar o seu verdadeiro potencial.

De fato, Deus Ex não envelheceu bem graficamente nesses mais de 10 anos em que foi lançado, em 2000. A jogabilidade, no entanto, continua bem atual, sendo uma mistura bem competente de elementos de RPG, ação stealth e FPS, o que já faria o jogo valer a pena.

Mas Deus Ex brilha mesmo é no poder de envolver o jogador e de dar certa liberdade na ação, com as possibilidades de completar as missões de mais de uma maneira e formas diferentes.

Se isso é algo comum em muitos jogos atuais, Deus Ex foi aquele que, se pelo menos não inventou, mostrou que era possível fazer isso bem, dando ao jogador um controle maior nas decisões.

O deus de uma guerra diferente
Ainda assim, que deus é esse no título? Pode-se dizer que é a personagem principal, JC Denton. Ele não é um espartano, nem uma divindade, mas sim o ser tecnologicamente mais avançado do mundo e que trabalha em uma organização de antiterrorismo americano, a Unatco.

Denton deve enfrentar supostos terroristas que estão revoltosos contra os governos devido a uma praga que está matando boa parte do planeta.

No início, a trama é bem preto no branco, você é o agente americano enfrentando os terroristas do mal, no decorrer do jogo, porém, várias reviravoltas, conspirações e organizações secretas mostram que os mocinhos podem não ser tão bons assim.

O enredo de Deus Ex é bem denso e, o melhor, intrigante, justamente porque o jogador é colocado na posição para escolher qual direção quer ir, qual grupo irá proteger.

Os melhores implantes robóticos do mundo… depois dos Cybercops
O protagonista do game pode não ser o Deus que o título presume, mas está bem perto disso. Tudo graças as augmentations, implantes tecnológicos que fazem melhorar as habilidades já sobre humanas da personagem.

Aqui, mais uma vez, é o jogador que tem a tarefa de escolher, no decorrer do game, quais implantar e, além disso, desenvolver.

As augmentations se mostram uma excelente mecânica de jogo, mas são os elementos de RPG a principal razão para as partes de stealth e FPS ficarem satisfatórias. Através das escolhas de augmentations e das suas skills, o jogador pode fazer Denton ser uma poderosa arma de matar ou fazê-lo ser sorrateiro ao melhor estilo Snake.

O único problema dessa joagbilidade são, no caso da versão de PC, os controles, o jogador precisa fazer verdadeiros malabarismo com os dedos no teclado. São muitos botões para poucos dedos. Mesmo assim, essa é a melhor versão de Deus Ex, já que o port que foi feito um ano depois para o PS2, Deus Ex: The Conspiracy, mostra uma simplicidade até demasiada.

Olhando o jogo pela época em que foi lançado, dá pra perceber porque ele foi tão aclamado. Mecânicas que hoje são comuns nos jogos, apareceram de forma bem feita pelo jogo.

Deixe de lado o preconceito pelos gráficos envelhecidos e experimente Deus Ex. Ele é sim um clássico que deve ser jogado e você terá muitos motivos para gostar dele, além de ficar sabendo mais do universo do jogo para depois encarar Human Revolution.

Trailer:

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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To Jogando

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15 Comentario(s)

  • Caraca! já faz tanto tempo que enviei esse texto que nem lembrava mais dele :-P

    • Quando fui editar o post e pegar as imagens e o trailer vi os gráficos. E caraca, tem que ser corajoso pra enfrenta-los hein.

      • fahrofa 4 anos atrs

        hahahah

        Poxa, da um desconto. O jogo é um clássico.
        Apesar de agora eu não querer nem chegar perto dele hehehe

        • É cara, graficos 3D envelhecem MUITO mal. Dá pra jogar tranquilamente um super mario da vida, mas um 3D, mesmo q tenha sido TOP na sua época, fica dificil.

  • fahrofa 4 anos atrs

    Poie é. Isso é foda

    3D tem está desvantagem. O próprio Rayman Origins é um jogo demais. E aposto que será muito bonito, mesmo para gerações futuras.

    Eu to jogando o Deus EX Human Revolution. É um ótimo jogo.

    • Só digo uma coisa: Nem encoste no primeiro Deus Ex então. Acho que depois de ter jogado Humam Revolution é muito mais complicado "perdoar" os gráficos do jogo…

  • Ogro Himself 4 anos atrs

    Esse eh um jogo que eu comprei baratissimo no Steam, joguei 5 min e desisti

  • Poisony 4 anos atrs

    Tenho essa frescura de querer jogar os antecessores quando sai uma sequência de uma franquia inovadora e consagrada da qual não joguei nada (Elder Scrolls, por exemplo) e já pensei em fazer o mesmo com Deus Ex. Mas o gráfico envelheceu demais mesmo, é uma barreira forte. E, pra piorar, entre ele e o Human Revolution tem o Invisible War que… bem, pessoal meio que diz que é uma bosta completa.

    Mas o review tá dez. Legal ver como os melhores pontos e elementos de jogabilidade do primeiro Deus Ex podem ser vistos no HR.

  • killer-hd 4 anos atrs

    Esse assim como System shock são dois classicos que mereciam voltar em HD nessa geração
    não o Halo CE ou 007 GE que são umas porcarias de jogos e ja temos muita coisa melhor
    na geração mas sim classicos desse porte, jogos realmente marcantes !

    Parabéns pelo texto, abs !

    • Não acho Halo e 007 umas porcarias, mas concordo plenamente que Deus Ex merecia remake.

      Com o sucesso que Human Revolution fez, quem sabe né?

  • Eu fui jogar antes de sair o Human Revolution, mas não consegui passar de um terço. Gráficos 3d antigos me incomodam profundamente. 2d por outro lado, eu adoro. Mas 3d estilo ps1 não dá.

    • Eu não sei se isso é só comigo, mas se a experiência do jogo é boa eu não consigo ligar muito pra gráficos toscos. Acho que foi isso que me fez conseguir terminar o game

  • Excelente review e grande jogo, os gráficos estão velhos, mas a jogabilidade ainda esta boa, isso que conta.