Décimo primeiro Gamics aqui no Fênix Down!!!

Tive várias ideias para a coluna quando atingimos dez edições, mas optei por falar de Turma da Mônica mesmo. Porém, uma das dicas dadas pelo chefe Diego tinha que ser usada imediatamente… Um jogo icônico, seja pela sua beleza gráfica, seja pela sua extrema dificuldade.

Sim, galera, iremos falar de Comix Zone!

Lançado em 1995 num dos últimos suspiros dos 16 bits, Comix Zone foi uma prova do poderio gráfico que o Mega Drive podia ter (pena que foi meio tardio)… com gráficos muito bons, jogabilidade divertida e dificuldade exrema, o game traz uma verdadeira homenagem as HQs.

O game conta a história de Sketch Turner, desenhista “morto de fome” (e viva o Google Translator) e música freelancer (isso explica o visual grunge dos anos 90) que trabalha em sua HQ, intitulada Comix Zone. Na HQ, a Terra está sendo invadida por uma armada alienígena, cujos monstros e vilões são frutos dos sonhos e pesadelos de Turner. Repentinamente, um raio atinge o prédio em que o desenhista mora/trabalha, e surpreendentemente, o vilão da HQ, Mortus, salta das página da revista; o artista, como num passe de mágica, é jogado no mundo e Comix Zone por Mortus, e agora ele tem que dar um jeito de sair, pois o vilão tem como objetivo se tornar real para poder dominar o mundo!

Dentro do mundo de Comix Zone, Turner é confundido (ou será que não?) como o Escolhido, o cara que veio para salvar o mundo da joça que ele se tornou. Contra a vontade, nosso herói é mandado para as missões pela General Alyssa Cyan (reparem as referências de nomes com os termos gráficos), encontrando (e descendo a porrada) em suas criações.

O game é um Beat’n’ Up (como não poderia deixar de ser) em side scroll, e a jogabilidade segue um padrão  legal, usando os seis botões do Mega: soco, chute, pulo e itens. Usando o analógico, você consegue fazer golpes diferentes, e há um conceito de combos muito legal (“conceito” por que não há um marcador de combos, por exemplo).  E visual dos inimigos é muito legal (apesar do “massavéio” dos anos 90), e é bem divertido ver o protagonista tentando argumentar com suas criações: “Mas fui que te criei” e coisas do tipo, fora a trilha sonora que é muito boa também!

Porém, o principal diferencial do jogo está em seu level design: como Comix Zone se passa em um mundo de HQ, os cenários são quadros de uma revista em quadrinhos: cada segmento de luta é um quadro, sendo que as splash pages (páginas duplas) ou quadros maiores são reservados para chefes. O término da fase é o fim de um página, que é virada para que possamos continuar a aventura. E claro, a mão do vilão Mortus desenhando seus antagonista para lutar com você. Toda fase que você passa há um “Super Hero Meter”, que vai enchendo conforme as fases passam e de acordo com sua performance em cada fase. Os itens variam desde seu rato de estimação que pode abrir mecanismos, até bombas e itens de cura. Por ser um game no auge dos anos 90, a estética dos quadrinhos segue essa mesma tendência, mas nada muito aos moldes de Rob Liefeld, por exemplo (ainda bem).

E aí que entra o principal motivo de conhecimento do game: ele é extremamente difícil, está entre os jogos mais difíceis da geração 16 bits, sem sombra de dúvidas. Você precisa ter uma estratégia muito boa para usar seus itens de forma inteligente e eficaz, e isso é muito complicado de se fazer. Um dos principais pontos que atrapalham a jogatina é o fato de qualquer dano causado a página te afeta, então em uma hora em que você tem que esmurrar uma divisória de quadro e seu sangue cai pela metade por isso, não ajuda muito a chegar ao fim do jogo. Mas apesar de tudo, Comix Zone está com certeza entre os games mais lembrados de 16 bits, seja por bem ou por mal. O game teve conversões para outras plataformas, para Game Boy Advance e para os ambientes on line atuais, mas não sei dizer se a dificuldade foi melhorada (e é aí que entra a galera nos comentários, eheheh). O mais bizarro de tudo é procurar vídeos do jogo e descobrir que ele tem dois finais!

E é isso aí, pessoal, esse Gamics foi realmente especial (não que o da Turma da Mônica não tenha sido, mas vocês entenderam), de  um game que joguei pouco, mas marcou muito. Até daqui a quinze dias!

Escritor frustrado e viúva da Sega, acho que sou o único que gosta dos amigos do Sonic (até mesmo aquele gato estranho do Adventure 2).

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18 Comentario(s)

  • Wow!Ótima escolha chapa!CZ é pra mim um dos 3 melhores jogos do Mega Drive até hoje. Gosto tanto que foi o único game relançado pela SEGA (sem nenhum tratamento especial, apenas a rom em um emulador whatever) que fiz questão de comprar quando saiu no Steam. A dificuldade perversa só se compara a criatividade do design como se fosse uma HQ. Se bem que exageraram. Acho que CZ é o único beat'em up em que vc leva dano ao bater numa caixa que precisa ser destruida …

    Bem, jogeui muito no mega, mas só terminei ele nessa versão mesmo graças ao save state maroto^^ Deu até pra ver os 2 finais!hehe

  • ogrokun 4 anos atrs

    Joguei um bocado de CZ, com certeza um dos jogos mais bonitos da geração 16 bit

  • peron_ 4 anos atrs

    Realmente, um jogo muito bacana que tem a experiência estragada pela dificuldade. Tô quase desistindo de zerar no PS3. COM SAVE STATE, hahahaha!

    • Cara, mesmo com Save State dá trabalho terminar esse troço, são mais escolhas a se fazer que em Mass effect!hehehehe(malditos caminhos alternativos). Mas não desista chapa!

  • pedrohenri 4 anos atrs

    Eu tenho esse cartucho até hoje, original (um dos meus dois – o outro era Sonic 2)
    Acho que ganhei o jogo na época errada, eu aproveitaria muito mais hoje.\
    Se pá nunca cheguei na metade jogando no Mega.

  • Pô, ninguém reparou a referência do título do post?

  • Ótima escolha de jogo pra falar na coluna. Tinha esse cartucho original no meu Mega, junto com Sonic 2 e ToeJam & Earl (outro jogaço). Ralei muito, mas consegui zerar esse jogo ainda no Mega Drive, com uns 11 ou 12 anos. Depois, só em emuladores e agora no Arcade de Xbox360. Pelo menos no arcade, a dificuldade do jogo em si não foi diminuída, mas como os Sega Classics têm Savestate, fica mais fácil.

  • Comix Zone era e ainda é um jogaço… Difícil como só ele consegue ser, mas um pusta jogo. Eu tentei jogá-lo de novo a uns tempos atrás mas não tem como… O jogo é difícil demais… Um dia eu ainda vou ter a habilidade necessária pra terminá-lo… eu acho…

  • Alvaroniten 4 anos atrs

    Well done Turner!

    Oh yeah!

  • Poisony 4 anos atrs

    Joguei uma demo de Comix Zone no PC há muuuito tempo atrás e foi só. O estilo do jogo é demais, mas perder energia pra rasgar página e quebrar requadro é fogo.

  • Alvaroniten 4 anos atrs

    Calma pessoal,
    Vou dar umas dicas pra quem acha o jogo difícil e está reclamando de tomar dano ao quebrar o cenário para prosseguir na fase:

    Dica I – Se você fizer o comando trás frente e soco o Turner dá uma ombrada poderosa que causa menos dano em seu life e destrói os objetos mais rapidamente (cima baixo e chute ele dá um voleio, baixo cima e chute ele desfere um sem-pulo, se der chutes colocando nas diagonais ele desfere golpes diferentes que facilitam os combos e terminam nesses golpes que falei agora)
    .
    Dica II – Lance o rato nas fases quando terminar de enfrentar os inimigos, ele acha itens poderosos como repositores de energia (aguela garrafinha) e bombas com pavíl que ajudam na hora de quebrar os objetos como caixas e pedras.

    Dica bônus – Na fase do Tibet há um atalho se vc lançar o rato, mas não me lembro bem onde era, lembro de ser em um quadro estreito da fase.

    Adoro esse jogo, terminei ele alugando na locadora do meu bairro, demorei uma semana pra chegar no final e ainda fiz o final ruim, fato que me fez voltar a alugá-lo apra fazer o final feliz, finalmente trempos depois.

    Ótima lembrança em uma ótima coluna, abraço a todos.

  • Rapaz, eu só terminei esse jogo depois de MUITOS anos, quando emulei ele no meu PSP e sentando o pau no save state. Mas não deixa de ser uma belíssima lembrança do Mega Drive, aquele lindo.

  • Sério que a galera acha tão difícil assim? Não é me achando não, mas eu tinha a fita e terminei esse jogo várias vezes e vi os dois finais sim, o legal dele é que em várias partes você pode escolher o caminho e saber qual era o melhor ou que tinha os melhores itens era fundamental, assim como usar o cenário ao seu favor. É um JOGÃO.
    ps: difícil pra mim é megaman, estou com eles no xperia play, não consegui terminar nenhum!!

  • Esse era o meu favorito do mega, mas eu não acho ele difícil, na terceira vez que aluguei consegui terminar, aliás esse é o seu único defeito: é muito curto já que é possível zerar em menos de 45 minutos! Difícil era o doomtroopers, o gargoyles e o cyborg justice. E sua trilha sonora também era a melhor do mega.

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