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Depois de um suspeito hiato (outro?) Eduardo nos fala um pouco sobre Jade Empire, mais um RPG da BioWare pra PC, Mac e Xbox.

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[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Jade Empire” developers=”Bioware” publishers=”Microsof, Steam, 2K Games e Transgaming” platforms=”XBOX, PC e Mac” genres=”Action RPG” release_date=”12/04/2005″]

Até agora eu custo a acreditar o quanto eu demorei a conhecer Jade Empire (cerca de 6 anos), levando em conta que sou um grande fã da BioWare e também maníaco por artes marciais. Foi uma vergonha conhecê-lo por uma notícia sobre uma possível continuação. Bom, depois de um tempo na minha wishlist, mês passado eu me redimi.

Antes de tudo, gostaria de deixar claro que não joguei a versão original do Xbox, por isso não citarei a diferença de uma versão para outra — que acredito que seja a inclusão de alguns estilos e uma melhoria nos gráficos.

Jade Empire segue à risca os jogos desenvolvidos pela BioWare: um Action RPG com decisões morais, história imersiva, personagens carismáticos, possíveis romances e finais alternativos.

Aqui, no lugar de estações espaciais ou grandes cidades medievais, temos um cenário oriental com magias, demônios, slow motions e artes marciais.

O jogo chega a ser pequeno, comparado a grandiosidade de um Mass Effect, e só possui três mapas principais: O vilarejo onde você cresceu e treinou, uma cidade portuária e a maior cidade do jogo, a capital do império. Há também outros mapas, que servem para ir de um lugar para outro ou para evolução de alguma quest ou side quest.

Quando a distância é grande ou inalcançável por pernas mortais, seu grupo costuma viajar usando uma pequena espaçonave (tirando um mapa especifico que só é acessível por navio). Mas não, amigo, você não vai apertar dois botões e aparecer no lugar. Durante as viagens, você joga um minigame de Shoot em’up. O jogo não te obriga à brincar com um Sonic Wings bizarro, mas você deixa de ganhar XP, e quem gosta disso? Não vou escrever sobre essas partes do jogo para não transformar esse texto em algo 18+. E sim, eu me obriguei (para efeito de level up) à jogar todas as missões de nave do jogo, mas acredite, foi com uma lágrima de tristeza no canto do olho.

A história do jogo começa com uma premissa simples: mais um dia normal de treinamento, até sua vila ser invadida por ninjas assassinos malucos (também conhecidos como Lotus Assassins). Depois de ser encarregado pelo seu mestre de proteger a vila com sua amiga (e primeira companion do jogo), Dawn Star, você tem suas primeiras batalhas no jogo e depois de finalmente reconquistar a paz no local, seu mestre resolve contar um pouco de sua história, o motivo dos assassinos estarem ali e o porquê de você ser o aluno “preferido” dele. Alguns minutos de gameplay e você descobre ser o ultimo dos Spirit Monks, e por toda sua linhagem ter caído diante da fúria do Imperador, o mundo espiritual está um caos, com espíritos perambulando e barbarizando todos os lugares. Logo, sua vila é invadida novamente pelos assassinos (dessa vez, um pouco mais séria), e convenientemente você não estava lá. Na volta você descobre que os outros alunos foram mortos e seu mestre, sequestrado. Como não poderia deixar de ser, você embarca em uma aventura buscando seu mestre e não preciso nem dizer que, apesar de parecer simples, a história vai tomando alguns rumos, você conhece alguns amigos (companions, que são carinhas bem interessantes) e depois de alguns plot twists, tudo acaba se tornando mais interessante, criando aquele fenômeno onde você transforma essa frase: “Vou jogar só alguns minutos antes de ir trabalhar” — em: “Senhô! Estou duas horas atrasado!”.

As escolhas de diálogos, e algumas decisões morais, dividem seu personagem em dois caminhos: Open Palm (Palma Aberta) ou Closed Fist (Punho Fechado). A única relevância (que eu notei) entre os caminhos acaba sendo um ou outro estilo de luta que você pode adquirir durante o jogo, ou seja, o final do jogo é totalmente à parte desse assunto. Você pode ser um santo, e fazer no final do jogo uma maldade elevada à 666. Como tendo à ser um Good Guy nos jogos, segui o caminho Open Palm do começo ao fim, o que me fez perder o estilo de suporte mais bacana do jogo e também me fez assistir só um final. Uma rápida busca no youtube me permitiu assistir aos outros dois finais diferentes, e o fato do meu Demon’s Souls ter chegado da China não tem nada com eu ter desistido de jogar novamente.

As batalhas, pra mim, foi o que mais chamou atenção no jogo. Claro que eu precisei praticar um pouco do “Estou jogando um jogo de 2005, relaxa” e em alguns momentos o combate deixa a desejar, como a câmera que fica pressa no cenário, a inteligência artificial levemente estranha e outros probleminhas leves. Contrabalanceando isso, esse jogo possui uma fantástica captura de movimentos, e um bom apreciador ficará boquiaberto nas primeiras batalhas.

Existem cinco tipos de estilos no jogo: Marcial (Martial Style), Suporte (Support Style), Armas (Weapon Styles), Magia (Magic Styles) e Transformação (Transformation Style). Sim! Você pode se transformar em alguns demônios e mais tarde no jogo, em um GOLEM GIGANTE DE JADE FROM HELL! Eu realmente não me foquei muito em transformações e magias, pois os estilos de suporte eram muito lindos para perder tempo lutando como um cavalo demoníaco. Mas como o nome diz, Support Style não serve para infringir dano, e você precisa usar ele em conjunto com um estilo que cause dano para que a batalha seja eficaz. Claro que há uma alternativa, o Chi Mode, que quando ativado aumenta seu dano, até com os estilos de suporte — Infelizmente o Modo Chi bebe seu Chi, assim como um carro 2.0 bebe sua gasolina, o que pode complicar a sua vida, pois suas magias também usam dessa mesma fonte (até mesmo a de cura).

Em conjunto com a beleza dos movimentos, o jogo possui o modo Focus (um “bullet-time”, sem as bullets), que é basicamente usado para facilitar esquivas e carregar seu strong attack antes que seu inimigo lhe acerte um pontapé. O Focus também é usado nos Estilos de Arma, e a cada ataque com as armas ativadas é subtraído alguns pontos da sua barra. Além disso, o modo Focus é usado para correr (sprint) nos momentos de exploração… Poís é.

Os inimigos, assim como os NPCs menos importantes, costumam ser bem genéricos, e eles vão de karatekas humanos à ratos demoníacos, ogres (tipo um minotauro desse mundo) à golens comandados por assassinos malucos. Acho maldade da pessoa que leu a frase anterior e pensou “Ué, mas esses chineses não são todos iguais”? A questão aqui não chega a ser a leve semelhança e seus olhos puxados, mas sim a repetição de modelos, cansei de matar o Jet Li com 3 ou 4 tipos de cabelos diferentes. De novo: “Quem se importa com essa repetição se você é um KUNG FU MASTER?! É como jogar um filme do Jackie Chan, mas com magias e demônios!

Pequena Conclusão
A experiência que tive com Jade Empire foi muito parecida com minha aventura em Neverwinter Nights, — mesmo tendo jogado Dragon Age: Origins, TES IV: Oblivion e outros títulos de RPG mais recentes — aproveitei o jogo como se eu estivesse lá, animadão, com ele no dia do seu lançamento, emocionante! Amigos, sinceramente não sei se posso considerar Jade Empire como um jogo cult, sempre fui péssimo em rotular as coisas, mas leve em consideração que ele é amado e abraçado com muito carinho pela própria desenvolvedora, mesmo não sendo conhecido como deveria. Mas sério, se você é fã da Bioware, dos universos criados por ela e tem U$15 sobrando, aperte aquele “+Add to Cart” com vontade!

Trailer: 

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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5 Comentario(s)

  • Joguei esse game no Xbox, lá por 2006. Acho que é um game que possui muitas qualidades e uma sequência só elevaria o nível do primeiro game. Agora que (aparentemente) Mass Effect terminou, quem sabe não role um novo Jade Empire? não custa nada sonhar…

  • killer-hd 4 anos atrs

    Ta ae um jogo que eu tenho muita vontade de terminar, tenho aqui a versão pra xbox e pretendo
    iniciar ainda esse ano só me falta tempo mesmo XD
    o legal que mesmo sendo antigo o jogo continua muito bonito alem do sitema de combate no minimo
    interessante, desse ano não passa pra mim com ctz =]
    Abs

  • Achei o review legal, mas pra mim ele foi um pouco descritivo demais. Mesmo assim o cara conseguiu passar bem como é o jogo.

    Senti falta de uma comparação com os atuais jogos da Bioware. Afinal, mesmo sendo antigo, todos os jogos dela têm alguns elementos que já são característicos da produtora.

    Seria legal mostrar, a partir desse jogo mais antigo, como esses elementos comuns estão diferentes (ou não) dos atuais. Só pro leitor ter uma forma de parâmetro.

    Conheço Jedi Empire desde o lançamento. Afinal, na época, ele era o jogo "dos criadores de Kotor". Mas hoje em dia não sinto vontade de jogá-lo. Apesar de demonstrar ser bom, na lista de jogos que preciso jogar da Bioware, ele está lá atrás.

    • Valeu, espantalho. Eu realmente carreguei bastante o texto, ficou cansativo. Acho que pego com a experiência, mas obrigado pela dica.

      E como o jogo era um exclusivo de xbox, e desde cedo parti pro lado negro da sony, nem tinha ouvido falar dele :(
      Antes tarde do que nunca rs

  • Poisony 4 anos atrs

    Não sou o cara mais ligado em RPGs do mundo, mas Bioware sempre era citada nas Dragão Brasil da vida quando o assunto era Baldur's Gate.

    Curti muito a temática e me parece um jogo que seria muito bem-vindo nessa próxima geração, antes que a gente sature de temática medieval de fantasia!