MORTAL KOMBAAAATTT!!!

tantantantanrantantantantantan…

E aí pessoal, como estamos? Primeiro de tudo peço desculpas por não ter rolado o Gamics quinzena passada (alguém percebeu?). Por conta de milhares de mudanças na minha vida (entre elas ter saído dessa vida de trabalho por escala) não pude fazer a coluna na data. Deixando as desculpas de lado e motivado pelo Gamics das HQs brasileiras de Street Fighter, vamos falar do principal rival do game da Capcom nos anos 90. Vamos falar das HQs de Mortal Kombat, do 1 ao 4 (sendo que este último também foi produzido no Brasil).

Entre 94 e 95 foram publicadas no Brasil pela Editora Escala as HQs baseadas no primeiro game da franquia, originalmente publicadas pela malibu Comics nos EUA. Com traço bem competente e sangue de menos, Mortal Kombat fez um relativo sucesso por aqui, mas diferente da versão do rival, esta não usou artistas brasileiros, mas sim as HQs originais americanas.

Tudo começou muito bem, com ótima editoração em formato americano, e cores ótimas, tudo motivado pela alta do Real, que acabara de entrar em vigor e valia mais que o Dolar em seus primeiros anos.

Porém, com a queda de popularidade da franquia e com a explosão de revistas especializadas em quadrinhos, que tiravam boa parte das vendas de muitas editoras (uma coisa bem irônica, na

verdade), fez com que a qualidade do material fosse decaindo: o formato passou para o formatinho clássico (mesma coisa que aconteceu com SF) e a qualidade de impressão caiu demais. Infelizmente, foi cancelado sem maiores estardalhaços, lançando algumas mini series estranhas ao longo desse período, como Kitana e Mileena, Baraka, Rayden e Kano, etc.
As histórias expandiam o universo de MK de forma divertida, apresentando novos personagens, como Sang, que luta contra Goro nas primeiras edições. Com o lançamento dos outros jogos da franquia, as HQs seguiam a mesma linha, mostrando os personagens inéditos e incluindo novos. Porém, algumas bizarrices aconteciam, como Kano virando imortal na mini serie com o deus do trovão Rayden e Sonya Blade casando com Shao Khan (é…).

Já em 98, após diversos booms no país, entre eles os mangás produzidos aqui e a proliferação do RPG pelos adolescentes nerds daqui, a editora Trama, que publicava a saudosa Revista Dragão Brasil publicou duas mini series. Uma foi a já falada na Gamics Street Fighter Zero. A outra foi uma adaptação de Mortal Kombat 4 para as páginas desenhadas por Eduardo Francisco e roteirizadas por Marcelo Cassaro.

O traço seguia uma linha muito parecida com a de Joe Madureira e Roger Cruz, e contava como o deus louco Shinok surge para dominar todos os mundos. É importante notar como algumas coisas eram bem explicadas, como a ressurreição de Jhonny Cage e a reolução da história de Scorpion com sub Zero. Entretanto, tal qual a HQ de SFZ, o enredo é arrastado, onde as lutas são o maior destaque. Mas até aí é um jogo de luta, então tá beleza.

Praticamente todos os personagens de MK4 aparecem na revista e tem seu grau de importância, e seguindo a linha da editora, pequenas histórias no final de cada capítulo tentavam dar mais profundidade a alguns personagens que mal falavam na série regular- acredito que nesse caso seria ideal usar os fill-ins das HQs atuais, histórias maiores para detalhar melhor certas partes. Mas até aí, para uma HQ produzida aqui, foi muito bem executada, rendendo ao desenhista Edu Francisco alguns contratos no exterior.

E é isso aí, manolada! Com a E3 rolando essa semana, achei por bem fazer um post mais “neutro”, já que acredito que esteja todo mundo ligado nas conferências, certo? E peço desculpas na pouca quantidade de imagens, mas foi difícil de achar mesmo!

 

Daqui quinze dias, se conseguir um material legal, farei algumas cabeças explodirem (eu acho).

Té mais, pessoas!

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Escritor frustrado e viúva da Sega, acho que sou o único que gosta dos amigos do Sonic (até mesmo aquele gato estranho do Adventure 2).

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5 Comentario(s)

  • Cara que nostalgia da brabaaaa… eu devo ter essas revistas do MK em algum maleiro obscuro na casa dos meus pais hehehe… junto da minha coleção de Dragão Brasil… DioRod, sei que é pedir muito, mas não rola uma matéria sobre as HQs de Resident Evil? Em uma antiga Dragão Brasil, o Trevisan abordou o tema e até escreveu um conto ambientado no segundo jogo, seria legal saber mais sobre essa desgraça. Abraços e keep the good work.

    • Mano… as HQs de Resident tão na lista… e eu lembro desse conto que vc falou, muito foda!

      Lembro que na capa de uma revista na matéria da DB tava lá escrito "Jim Lee Cover", ehuaheuaheauheuaha

  • P.S.: odiava esses desenhos do Eduardo Francisco cara.