Depois de um bom hiato (vocês adoram essa palavra, não?) o Tô Jogando volta a dar as caras aqui no Fênix Down! A coluna comunitária que precisa, mais do que nunca, da sua ajuda.

Nessa semana (ou semestre) Eduardo nos conta sobre sua experiência com Radiant Historia, um JRPG para Nintendo DS.

Agora leia atentamente, comente e se você escreve razoavelmente bem, não deixe de mandar sua colaboração para o Tô Jogando!

[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Radiant Historia” developers=”Atlus” publishers=”Atlus” platforms=”Nintendo DS” genres=”RPG” release_date=”03/11/2010″]

Mesmo com a escassez de JRPGs nesses últimos anos, encontrei Radiant Historia. E ele, por incrível que pareça, tenta fugir dos padrões clássicos e ainda assim consegue ser uma pseudo-obra-prima do gênero.

Entre dois universos paralelos

Stocke, nosso protagonista, é o melhor agente na divisão de inteligência não oficial do exercito de Alistel. Antes de enviá-lo em uma missão de alto risco, Hiess, seu atual chefe, lhe entrega um livro velho, com todas suas paginas em branco, e pede para que ele use-o como uma espécie de amuleto da sorte. Durante a missão, Stocke é colocado em uma situação onde sua vida está por um fio, e aí que o livro, White Chronicle, entra em cena.

Durante o jogo, você será apresentado a dezenas de escolhas, e essas dividirão o tempo em diversos “nós” (time nodes, como é tratado no jogo). Uma decisão inicial divide a história em duas realidades: Verdadeira e Alternativa, com essas influenciando uma a outra. Diferente da maioria dos jogos que lhe oferecem “escolhas”, aqui não há bem ou mal, cada ação pode liberar um pequeno final que é consequência direta da sua escolha, ou continuar a história do jeito que parece mais certo.

Guiado pelos misteriosos irmãos Theo e Lippti, Stocke tem a missão de impedir a desertificação do mundo, lutando contra o detentor do Black Chronicle, aprendendo novas habilidades e sobrevivendo a guerra que está acontecendo entre seu país e Granorg.

Entre empurrões e mudanças de turno

O sistema de batalha, apesar de ser baseado em turnos, tenta (e muito bem) ser algo único e divertido. As batalhas jogam todos os inimigos em um grid 3×3, onde é possível movimentação e formações de ataque. A posição de seu inimigo influencia o dano que você receberá, quando mais perto mais forte é o ataque. Os personagens controlados pelo jogador não podem se mover, mas eles possuem ataque que empurram ou puxam os inimigos, fazendo com que eles se choquem no mesmo ponto do grid, tornando possível o ataque a mais de um inimigo com um único golpe. As batalhas também possuem um esquema de turnos bem bacana, que te dá a possibilidade de trocar seu turno pelo de um inimigo, juntando diversos turnos de aliados para criação de combos.

Sprites em um mundo quadrado

Na arte do jogo, temos algo parecido com “Breath of Fire IV”, com sprites 2D andando em um mundo 3D. Nada aqui me decepcionou, os cenários são bonitos, assim como as animações dos sprites. Todos os personagens têm designs interessantes e que funcionam muito bem no continente que se passa a história: um lugar que mistura grandes metrópoles com mecanismos avançados, pequenas aldeias em florestas e cidades no deserto. Para ajudar na ambientação, Radiant Historia possui uma trilha sonora riquíssima, que consegue mudar de algo épico, para uma pegada mais pesada quando é necessário pela narrativa. Isso me deu um bom motivo para tirar o fone de ouvido da gaveta e plugar no NDS.

Radiant Historia tentou inovar num gênero que muitos já consideram morto, e fez isso muito bem, tanto com seu sistema de batalha bem dinâmico, no ritmo que sua história é levada e na mecânica de viagem no tempo. Afinal de contas, na Atlus nós confiamos, certo? Vale a pena pegar seu Nintendo DS em cima da estante, tirar a poeira dele e gastar 30~40 horinhas nessa aventura.

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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9 Comentario(s)

  • AI, CARALHO, HIATO

  • Hiato de cú é rola!

  • GabrielVRosa 4 anos atrs

    Varias colunas estam surgindo/voltando essa semana,conhecia a existência dessa aqui mas não sei como funciona,depois de almoçar vejo como é =]

    • É uma coluna colaborativa. O publico escreve reviwes em texto e nós revisamos e publicamos. Quem assina é o proprio escritor. É um modo de vcs participarem do site… Alem do bônus content… Fique a vontade de enviar reviews… É ate bom pra treinar a escrita…

      • GabrielVRosa 4 anos atrs

        Se eu for fazer (não sei se irei porque não joguei o game) eu mando pro e-mail normal ou tem um especifico ?

      • GabrielVRosa 4 anos atrs

        dei uma olhada no bônus content,e não entendi direito como funciona
        é algum tipo de coluna dos próprios ouvintes ?

  • HIATO!!!!! @____@

    BTW, AE! Tô jogando novo! Tava esperando retornar mesmo. E com jogo de DS :D
    Pena que meu DS tá guardado no fundo da gaveta XD

  • F4bioGP 4 anos atrs

    Eu tava jogando esse game! Tava achando massa, mas vendi meu DS antes de zerar. Vale a pena mesmo! Um dos poucos RPG's que curti do DS.