Olá pessoal, hoje é dia de mais uma edição da Checkpoint, e hoje falaremos de um assunto que podemos chamar de “criativo”.

Todo Gamer adora o momento em que senta no sofá, pega o joystick e dá início a mais uma sessão de jogatina. Mas como nada é perfeito, algumas vezes surgem problemas para atrapalhar e é nessa hora que a improvisação fala mais alto.

A seguir, algumas soluções que com ou sem embasamento técnico, quase sempre funcionavam (ou pelo menos achavamos que sim!).


4º – A Trava

Trava Snes

Antigamente, quando se falava em travas de região nos consoles, não era da maneira abstrata de hoje, onde elas são apenas códigos de software em uma mídia. A trava era física, como podemos observar na foto do SNES ao lado.

Haviam duas maneiras comuns de contornar esse problema. Uma delas consistia em remover as duas travas plásticas do console, geralmente com o uso de um alicate tornando possível inserir os cartuchos japoneses, que não tinham a ranhura necessária para o encaixe ser feito.

Trava Cartucho

A outra era fazer o corte diretamente nos cartuchos para fazê-los encaixar no console. O problema desse método é que o resultado fica feio pra caramba. Se você teve uma fita no formato japonês com as ranhuras de fábrica, pode ter certeza que era pirata.
Essa história me lembrou a proeza de um amigo que havia acabado de ganhar um Mega Drive de presente. Ele ficou com saudade de jogar Mario Bros 3 do seu antigo NES e teve uma ideia genial: Serrou aquele cartucho gigante do NES pra ficar do tamanho do conector do Mega e tentou rodar o jogo! Não sei explicar como o console dele não deu um curto e ainda funcionou perfeitamente depois do ocorrido…


3º – Controle Ruim

Se tem uma coisa que evoluiu muito com o passar dos anos foi a durabilidade dos joysticks. Antigamente, muitos deles pareciam ter problemas crônicos, como o direcional digital do SNES e o stick analógico do Nintento 64. Falando especificamente do primeiro, era muito ruim tentar jogar com o direcional detonado, as borrachinhas que faziam o contato rasgavam com muita facilidade e o controle ficava “duro”, segundo a gíria. Nesse momento, algum jogador sem dinheiro para comprar outro sempre tentava dar um jeito de resolver a situação.

Controle SNES Aberto

Vários métodos eram utilizados na tentativa de melhorar a resposta dos comandos, mas um deles me chamou a atenção: Um amigo abria o controle, e com um lápis riscava os contatos que ficam na placa dele. Algumas vezes melhorava, em outras nada acontecia, em algumas outras o controle movia os personagens sozinho de tanto grafite em cima do contato… Aliás, a condutividade desse material pode ser a explicação pelo aumento da sensibilidade, e consequentemente a impressão de que essa gambiarra deu algum resultado, mas o fato é que a melhor solução para esse problema era a compra de um novo joystick.


2º – Virar o Playstation de cabeça para baixo

Geração 32 bits: Consoles como o Saturn e o Playstation transformam as mídias ópticas (no caso, o CD) em padrão na indústria de jogos. Vantagens como o baixo custo de produção e a grande capacidade de armazenamento eram muitas vezes mais significantes que o ônus dos loading times. Mas no caso do PSX, havia um outro porém: A baixa durabilidade do seu leitor.
Um belo dia, um Gamer vai jogar mais um jogaço de última geração no seu Playstation, e após um tempo tentando infrutiferamente ler o disco, o console apresenta essa tela:

BIOS PSX

Depois de dar um reset, ligar e desligar, retirar e limpar o disco, sem qualquer resultado, o jogador tem a ideia de virar o console de ponta cabeça e como por um milagre o jogo passa a rodar normalmente.

PSX ponta cabeça

Era engraçado chegar numa locadora e se deparar com metade dos videogames de bunda pra cima, mas não sei bem ao certo o que fazia esse procedimento funcionar, o leitor do PSX tinha alguns ajustes de alinhamento que não eram muito acessíveis ao Gamer comum e talvez o posicionamento invertido e a gravidade melhorassem isso e tornavam possível a leitura dos jogos em alguns casos. Mas uma coisa é certa: Quando o console chegava a esse ponto, era quase certeza de que o leitor estava dando os seus últimos suspiros. Como a assistência técnica na época era ruim e achar peças de reposição era uma missão bastante árdua, esse era o sinal para juntar uns trocados e comprar um console novo. 3RL, YLOD… Acho que o problema no leitor do PSX também deveria ter uma sigla sinistra como essas!


1º – O Sopro da Vida

Essa talvez seja a técnica alternativa mais comum e difundida no mundo dos Games. É quase como uma verdade universal. Você coloca o cartucho no videogame, liga e não vê nada além de uma tela preta. Tira o cartucho, coloca de novo e nada… Mas sempre após o infalível sopro na região dos conectores, era como se ele voltasse a vida e as imagens brotavam na tela de maneira mágica.

Sopro no cartucho

Esse método, além de não ter uma base científica para a sua eficácia, era condenado pelos fabricantes, que diziam que as partículas de saliva contidas no sopro poderiam danificar os cartuchos e os consoles.

Para nós, o que importa é que explicações lógicas não são necessárias nesse caso, tudo o que é preciso é ter fé e no fim tudo vai dar certo. Então se você tem um videogame antigo e cartuchos que passaram um bom tempo pegando poeira, encha os seus pulmões e restaure o HP deles!

Marcos Henrique

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20 Comentario(s)

  • Pode falar o que quiser, mas o sopro sempre funcionava! haha Ótimo post, nostalgia pura!

  • Mathias 4 anos atrs

    Nossa esse do controle eu fazia até a pouquissimo tempo atras com controles falsificados do ps2
    so que não usava lápis, eu mandava uma "lixada" com bombril e se nada acontecia eu colava na borracha que dava contato com a placa um pedacinho de papel alumínio, isso ja me salvou inumeras vezes hehe.

    Certa vez tentando dar jeito num controlo de SNES do meu primo tirei recheio de biscoito de dentro do direcional, obvio que pelo estado que estava a coisa, nehum bombril ou papel alumínio do mundo iria concertar aquilo uasuhaushas.

  • Biostalker002 4 anos atrs

    Incluo aqui também o virar o cartucho "de banda" pra melhorar o contato e o dito cujo funcionar. Fiz bagarai no meu falecido SNES HUAHUAHUAHUAH

    • GabrielVRosa 4 anos atrs

      Eu sempre quis saber porque isso funciona xD

      • Biostalker002 4 anos atrs

        Acho que é porque a parte inferior dos contatos já estava gasta e aí a gente mudando a posição do cartucho pegava as partes menos "usadas".

  • safomatetor 4 anos atrs

    AHH, bons tempos onde eu tinha que abrir o controle, colocar um pedacinho de papel pra funcionar direito, ou quando eu tinha que soldar os fios do controle falsificado que arrebentavam facilmente.

    E realmente tinha o que o Biostalker002 disse, deixar o cartucho de lado pra funcionar, o engraçado que essas "manhas" funcionavam .

  • Nível de nostalgia bateu no teto.
    Fiz tudo isso menos colocar o PSX de cabeça pra baixo. Já vi isso ser feito muitas vezes mas nunca tive a necessidade.
    Assim como o safomatetor, eu colocava pedaços de papel pro controle funcionar direito.
    A gente fazia mta coisa pra não ficar sem jogar. Bons tempos.

  • GabrielVRosa 4 anos atrs

    Uma coisa que fiz muito era colocar o cartucho em uma determinada posição pra ele funcionar
    Outra coisa era passar borracha,sempre funcionava
    Essa de virar o Play eu também fiz muito,até usei ela no Play 2 e acredite se quiser algumas vezes funionava
    Aí aí…bons tempos

    • GabrielVRosa 4 anos atrs

      Outra coisa que eu lembrei era de colocar dois CDs no PS pro jogo funcionar
      E inacreditavelmente em alguns casos dava certo
      Outra coisa era deixar o jogo rolando e se ele travava a gente abra o console e parava o cd,depois colocava de novo e não sei porque isso dava certo,parecia até magia

      • Biostalker002 4 anos atrs

        fiz isso demais quando os jogos travavam na tela de loading. acho que na real o jogo voltava a carregar depois de inserir o CD de novo. Tinha outra coisa ainda nessa linha, que era colocar um CD de outro jogo quando um ainda estava rodando, aí as músicas (ou FMVs em alguns casos) do outro jogo ainda rodavam. Isso era sinistro.

  • pocket vin diesel 4 anos atrs

    Muito bom post…..caraca..essa nova geração de mulekada….não sabe o que passamos naquela época!!!

  • Biostalker002 4 anos atrs

    Ah, e tinha essa que eu fazia de "fixar" o cartucho com um pedaço de papel dobrado na parte de trás dele. Aí ele não tremia por qualquer coisa e evitava de dar "tilt". Fiz isso também pra pegar alguns cartuchos usados que pegava na locadora.

    • safomatetor 4 anos atrs

      Isso também , porra, faz muito tempo isso, eu chegava a testar dando uns tapinhas antes de jogar pra ver se ia travar

  • Esse tópico me deu vontade de fazer uma gaita com um cartucho velho…
    De preferência FFVI e sair assoprando o tema do Shadow =3

  • andre gzg 4 anos atrs

    Não era nem preciso arrancar as travas ou ferrar com a fita por causa das travas de região, o gamer malandro abria a fita japonesa, tirava a placa/circuito e botava ele numa fita americana. Tiro e queda!

  • Fernando P 3 anos atrs

    Tem uma que eu fazia com os cds piratas do Playstation quando começavam a descascar… Colocar pedaços de fita isolante para cobrir os "furos".

  • André 3 anos atrs

    com os cartuchos, molhe um cotonete no alcool comum mesmo, e passe nos contatos, pega instantaneo, faço isso no meu n64…

  • André 3 anos atrs

    Sopro é para os fracos, eu ia de lambida no chip, sempre funcionava e nenhum cartucho queimou.