Olá pessoal! Quanto tempo!

Era para a coluna ter voltado antes, mas com diversas questões que envolveram o nascimento e posterior internação do meu filho acabei não tendo tempo (nem cabeça) para reiniciar a coluna. Tentei fazê-la em vídeo, mas a qualidade não ficou legal então (por enquanto) manterei o formato original. Fora isso, a coluna será mensal, para que eu possa fazê-la de forma decente. Sei que é uma periodicidade complicada, mas pra mim é a melhor forma de trazer um material legal para vocês.

Bom, sem mais delongas, vamos a nosso artigo de volta, falando de uma das séries de anime e mangá que figura entre as minhas favoritas. Apesar de ser pouco conhecido no Brasil (ainda mais com essa geração de narutards, one piecers e bleacheros da vida), essa série é um dos maiores clássicos medievais já produzidos em terras nipônicas (chupa Berserk!).

Vamos falar de Lodoss Tou Senki, ou apenas Record of Lodoss War!

Criado por Ryo Mizuno, a série que começou como um RPG na revista de jogos para PC e anime COMPITQ, logo virou uma aclamada série de romances. Não demorou muito, e várias mídias para Lodoss surgiram, e entre elas, obviamente, animes e mangás!

Mas o que é Lodoss?

Loddos é uma ilha situada ao sul do continente Alecrast. Há muitos anos, os deuses da luz e das trevas travaram um luta incrível. A luta seria definida por Marfa, a deusa mão da terra e Kardis, a deusa da destruição. Com os dois poderes praticamente se anulando, as deusas sucumbiram após quase toda a destruição de Lodoss. Juntando suas últimas forças, Marfa separou Marmo (o palco da batalha) do resto da ilha, para que as forças demoníacas de Kardis não infestassem Lodoss. Marmo ficara conhecida como A Ilha das Trevas. Com o sucesso dos animes e dos mangás, foram produzidos alguns jogos nas mais diversas plataformas, mas basicamente seguindo o mesmo padrão: jogos de estratégia tal qual Fire Emblem.

yuuki001

O primeiro jogo saiu em 1988 para PC, passando por várias plataformas, incluindo até mesmo, uma versão Diablo Style para Dreamcast. A história da maioria dos games, tirando as versões de Dreamcast e a de Game Boy Color, tomam como base a saga da Bruxa Cinzenta, que é retratada nos 8 primeiros capítulos do OVA, além do mangá homônimo. A saga conta a Guerra dos Heróis e é toda focada em Parn e seu grupo. Após acabar com um grupo de 20 goblins que tentavam atacar seu vilarejo, o guerreiro, que almeja ser um Cavaleiro-paladino de Valis igual ao pai, Tessius, parte para um jornada com seu amigo de infância Etoh, que retornara após quatro anos como um sacerdote de Pharis; Slayn, mago da vila, que parte com os heróis para que Parn não desperdice sua vida como um antigo amigo e Ghim, guerreiro anão que está em busca de Leyria, sacerdotisa de Marfa, que havia sumido a anos.

Durante a jornada, unem-se ao grupo a elfa nobre Deedlit (um dos ícones da série) e o salteador Woodchuck. Porém, a guerra se mostra muito mais do que aparenta, onde forças ocultas e além da imaginação dos heróis tecem os rumos do mundo.

Apesar de um traço aparentemente “pobre”, A Bruxa Cinzenta compensa muito em roteiro. Como se trata da história mais conhecida da série, logo nos afeiçoamos aos personagens, mas o ritmo ao qual ela é contada e a lição aprendida por Parn- “Coragem para ser Livre” é muito emocionante e empolgante.

 ochi007

Como mencionei, os jogos seguem a linha “Tatics”: um “tabuleiro”, com base em turnos: os personagens podem se mover, atacar ou lançar magias. Muitos jogos da série Gundam e Robot Wars usam esse sistema até hoje. Um ponto positivo é a versão de SNES, em que narra primeiramente a Guerra dos Seis Heróis, a batalha final retratada no mangá A Dama de Pharis (nunca lançado em anime): um grupo formado por figurinhas importantes da saga de Lodoss War adentram o Labirinto da Danação para matar um Lorde Demoníaco. Apesar de “clichê”, Lodoss tem um universo bastante rico.

21659

Apesar disso, porém, os games passam longe (ao meu ver) de fazer jus a magnitude dos mangás. A jogabilidade é truncada (se é que podemos falar em “jogabilidade” para esse tipo de jogo); o fato de não haver versão americana (mesmo a série tendo feito sucesso por lá) em todas as versões, exceto a de Dreamcast, dificulta na compreensão dos fatos e os gráficos não são lá essas coisas (mas com ponto altíssimo para a abertura do OVA refeita em pixel art para Sega CD:

Hosted at Universal Videogame List www.uvlist.net As duas versões que usaram outras partes da cronologia de Lodoss foram as versões de Game Boy Color e de Dreamcast. Na primeira, lançada em 1998 conta a história do Anime/Mangá baseada no romance Eiyū Kishi-den, ou A Lenda do Cavaleiro Heróico. Saindo do escopo de Parn e cia, a história se passa 10 anos após a Guerra dos Heróis, onde o imperador Beld, de Marmo e o rei Fahn, de Valis- outrora companheiros de batalha e os maiores heróis de Lodoss travam uma sangrenta batalha pela unificação do continente) e ocorre quase toda no reino de Flaim, terra do Rei Mercenário Kashue. O personagem principal é o aprendiz de cavaleiro Spark, que na verdade é um nobre descendente da Tribo da Chama, um dos pilares do reino do deserto. Ao ser recusado como cavaleiro real por mais um ano, acaba conhecendo por intermédio do próprio rei Parn,  um dos heróis da guerra e consagrado como Cavaleiro Livre. Ao ser negligente e deixar que cinco elfos drows (elfos malignos) roubarem um tesouro sagrado,  Spark é incumbido de liderar uma equipe para recuperar o artefato, mas sem saber de sua importância: o bárbaro Garrack, a meio-elfa Leaf, o mago Aldonova e o sacerdote anão Grevius. Durante a jornada, a sacerdotisa de Marfa Neece, filha dos heróis de guerra Slayn e Leyria se junta a eles: ela tem uma importância fundamental na trama.

natsu006

Uma curiosidade interessante é que o desenhista da série é Masato Natsumoto, que também desenho The King of Fighters: Kyo (já resenhado aqui na Gamics); Infelizmente, o game para GBC não faz jus a série. Jogos estilo “tatics” já são complexos por natureza, mas esta conversão para o portátil da Nintendo ´consegue se “superar”, mostrando um “jogabilidade” que mistura jogo de tabuleiro (tipo Banco Imobiliário mesmo) e card game. Nem preciso dizer que não consegui jogar nem a primeira batalha, né?

lodoss

O jogo que tem a melhor mecânica, no entanto, é baseada numa história original dentro do universo de Lodoss.  Record of Lodoss War: Advent of Cardice é um título para o finado e saudoso Sega Dreamcast. Com um estilo bem similar ao de Diablo, o game conta a ressurreição do antigo herói Beld pelo seu amigo, o sapientíssimo mago Wort, com a finalidade de impedir o retorno de Kardis, a deusa da destruição. O game foi o único que foi comercializado fora do Japão, com conversões na Europa e América e, diferente dos demais, tem uma jogabilidade muito divertida, com aparições de personagens clássicos de Lodoss, como Parn, Ashram e Deedlit. Infelizmente, não sei dizer exatamente em que ponto da cronologia das Crônicas poderia se passar esse jogo (acredito que seja um spin-off, apenas).

Abaixo deixo pra vocês ouma listinha com os jogos de Lodoss. Espero que curtam:

  • Record of Lodoss War (PC 98) 1988
  • Record of Lodoss War – Fuku Zinduke (X68000) 1991
  • Record of Lodoss War – Haiiro No Majio (X68000) 1991
  • Record of Lodoss War 2 – Siki No Maryu (X68000) 1992
  • Record of Lodoss War – Haiiro No Majio (PC Engine) 1992
  • Record of Lodoss War 2 – Siki No Maryu (PC Engine) 1994
  • Record of Lodoss War (Sega Mega-CD) 1994
  • Record of Lodoss War (SNES) 1995
  • Lodoss War (Game Boy Color) 1998
  • Record of Lodoss War: Advent of Cardice (Dreamcast) 2000

Escritor frustrado e viúva da Sega, acho que sou o único que gosta dos amigos do Sonic (até mesmo aquele gato estranho do Adventure 2).

Facebook Twitter YouTube 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

14 Comentario(s)

  • Ae DioRod, que bom que a coluna retornou. Espero que o herdeiro já esteja bem.^^
    Record of Lodoss War é um clássico que me arrependo de nunca ter lido/assitido inteiro. (mas Berserk é melhor!hehe). Não sabia que tinha tentos jogos e que todos eram tão ruins assim. Só conhecia do do Snes e bem ruinzinho mesmo. Estranho que não tenham feito nenhum RPG tradicional por turnos a la FF, seria bem bacana.
    Bem, valeu pro lembrar do anime, vou assistir agora!

    PS: Falando em Berserk, a série tem jogos bons (o do DC e o do PS2 são sonhos de consumo) merecia um espaço aqui tbm, ou já está nos planos?

    • DioRod 3 anos atrs

      BErserk tá nos planos, mas acho que Bastard!!! Vem primeiro (ou não, muito pelo contrário! XD)

      Valeu pelo comentário, chapa!

      • Bastard!! tbm é bacana, mas tem uma pegada (aliás ele pega todas por sinal) bem diferente do clima dark e deprê de Berserk. E os jogos baseados na saga de Gatsu são bem melhores na minha opinião.hehe

        Mas estando nos planos a ordem não importa.^^

        Disponha chapa. Vou comentar mais vezes aqui agora que resolvi floodar o FD tbm. Abs

  • LocoMilk 3 anos atrs

    Putz velho!!! Não sabia que tinha tanto jogo dessa série, eu comecei ve-la a algum tempo mas ainda ñ terminei, agora rolou uma empolgação pra ver tudo.
    Muito loca akela abertura em pixel art, imagino o trabalho que deu pra ser feita!

    • DioRod 3 anos atrs

      Cara… tem jogo pra caramba mesmo, pena que todas as aoutras mídias de Lodoss não sejam bem sucedidas… Meu sonho é um Dragon's Dogma de Lodoss!

  • Ogro Himself 3 anos atrs

    Lodoss é uma série de anime/mangá fenomenal. É a mais espetacular entre as espetaculares.

    Pena que os jogos não estão a altura.

    • DioRod 3 anos atrs

      E pena que as editoras não deram a mesma importância. Faltou o Dragão da Montanha de Fogo…

  • Eu nunca empolguei muito em Lodoss. Apesar de gostar de animê/mangá e fantasia medieval acho que os dois não combinam muito. Não consigo levar muito a sério a estica mangá nessa tematica.

    Acho que por isso que gosto de Berserk, o estilo do Miura foge bastante do estilo clássico de olhos grandes e brilhosos e rosto afunilado quase como um triangulo.

    • DioRod 3 anos atrs

      Sério, cara?

      Eu gosto de Lodoss justamente por fazer de forma mais séria, mas com um estilo mais clássico de mangá. Eu, por exemplo, não gosto de Slayers, que é medieval e exageram nas piadinhas…

      • De Slayers eu passei longe. Acho que só vi uns 2 episódios quando passou na Band.

        • Puxa Kazz, Slayers é legalzinho. A graça está na galhofa.hehe
          Mas pra quem não curte o visual estilizado ele deve ser horrível de aturar meesmo. XD

          • DioRod 3 anos atrs

            Ah, cara… Slayers só presta (um pouco) os OVAs…

          • Vcs estão muito exigentes. Mas irei atrás dos OVAs.^^

  • Anderson 3 anos atrs

    Rapaz com CERTEZA BERSERK vem primeiro :D , afinal os mangás são soberanos e conteúdo de arte final, mas Lodoss com certeza tem vez graças não a Parn e sim ao grandioso Beld, com uma jogabilidade simples conseguiram fazer um grande jogo para Dreamcast, que me fez peder várias e várias noites de sono e horas do dia, com certeza vale muito a pena jogar e principalmente conhecer esse universo!! :D