Será que um adventure minimalista com gráficos retrô funcionaria com a temática de terror? O Guilherme (vulgo ggab) conta pra gente!

[gameinfo title=”Game Info” game_name=”Home” developers=”Renjamin Rivers” publishers=”” platforms=”PC” genres=”Adventure, Terror” release_date=”01/06/2012″]

Home é um jogo do gênero adventure com temática de terror. É extremamente minimalista, com gráficos simples que ficam extremamente pixelados quando você joga no modo fullscreen. Mas como ele foi criado para ter essa estética, funciona do mesmo jeito.

Clima é tudo em Home. Para aproveitar ao máximo o jogo, é necessário jogar com headphones, sozinho e no escuro. Ele depende muito de jump scares, que eu pessoalmente acho muito mais efetivos em jogos do que em filmes.

O objetivo do jogo é descobrir o que diabos aconteceu com o protagonista. O personagem acorda no meio de uma casa estranha e sem recordações de como foi parar lá. Você passa o jogo inteiro recolhendo pistas e tentando voltar para casa.

A narrativa é contada como se o protagonista do jogo estivesse recordando a história para você, o jogador. Só isso já levanta algumas questões: será que as escolhas que ele faz não são na verdade induções suas? Que você esteja criando memórias falsas numa pessoa que passou por uma experiência traumática? Perguntas, perguntas.

Os puzzles em si não são nada desafiadores. Os itens recolhidos geralmente são rapidamente utilizados e os puzzles de mexer em alavancas e botões não precisam de muito raciocínio. O legal é entrar na atmosfera do jogo e tentar juntar as peças da narrativa. Eu ainda não joguei todas as opções possíveis, mas dá para ver que elas influenciam sim o final da história, só não sei quantos finais diferentes são possíveis.

Mas devo dizer que eu encontrei algumas inconsistências na história. Por exemplo: a descrição de um item referenciava um local que eu tinha pulado completamente. Mas isso não aconteceu com frequência então não prejudicou o meu aproveitamento do jogo.

E ainda existe um metagame. O autor do jogo, Benjamin Rivers, colocou no seu site um lugar para os jogadores compartilharem as suas interpretações sobre o que aconteceu: http://homehorror.com/whathappened/.

O jogo é muito barato no Steam e é um experimento interessante em narrativa. Recomendo.

Trailer:

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

Facebook Twitter 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

14 Comentario(s)

  • Flammerzito 3 anos atrs

    Vale lembrar que o jogo tem muito material fora do jogo, videos com perspectiva de como seriam os cenários e fotos de onde seriam os locais do jogo. Minha namorada achou 3 finais diferentes ^^

  • Muito bacana lembrar desse jogo que muita gente ignorou, mas sinceramente eu me decepcionai um pouco com ele.

    Atualmente eu prefiro games curtos, mas Home exagerou.É possivel terminar o jogo inteiro em 30 minutos e os finais são abertos demais, a pontoto de vc precisar correr pro site e ler as interpretações dos fãs pra tentar entender o que de fato aconteceu.
    O que mais me incomodou é que o game mantém um clima de suspense incrível da primeira vez que se joga, de deixar tenso apreensivo com o que vai surgir na sua frante a cada nova tela mas fica só nisso…
    Eu esperava mais, até porque joguei logo após terminar o excelente Lone Survivor, que tbm se vende como survivor horror psicologico pixelado, mas na minha opinião é muito melhor sucedido apesar de ter um final frustrante tbm

    Como o ggab citou o jogo é um experimento narrativo bastante interessante, mas na minha opinião, como game de terror é muito fraco. Não é algo para as massas ou para fãs de Survivor horrors convencionais.

    • A sim, vi o Lone Survivor nas recomendações do Steam, me deu a impressão de ser um Silent Hill em pixelart, devo conferir ele eventualmente.

      • O Criador de LS é Jesper Byrne o mesmo cara que fez Soundless montain II, o famoso demake de Silent Hill 2 por sinal. http://www.youtube.com/watch?v=vPKqyGNMG38
        Lembra muito SH mesmo ggab. É uma experiência survival horror muito mais coesa que o lance de narrativa aberta experimental de Home na minha opinião. Recomendo e é bem curtinho tbm (em 4-6horas dá pra terminar)

  • Esse jogo explica (na minha opnião) porque jogos como Diablo não deveriam ter ido para o 3D…

    Pixels são partículas indefinidas que se juntam umas as outras para que VOCÊ tenha que usar sua criatividade e interpretar aquele emaranhado. Se o jogo te dá "ideias", você vai olhar pra aquela mancha e imaginar o pior dos monstros, se você ver algo que parece um corpo faltando alguma coisa e o jogo não parece ser seu amigo, ele vai colocar na sua cabeça que aquilo é um corpo dilacerado da pior forma que você possa imaginar.

    Não quero dizer que Home faz isso com sucesso, mas a ideia é essa.

    Pixel s2

    • Hum,mas Diablo é um 3D isométrico bastante fiel aos originais CHI.

      Eu gosto de gráficos em 2D e até curto esses jogos com apelo retrô pixelado, mas curto muito mais os visuais atuais. Para jogos de terror mesmo, pixel no estilo de Home e Lone Survivor não chegam nem perto de assustar na minha opinião. Jopguei apenas pelo enredo. Com Home me decepcionei.

      • Não falo da jogabilidade, mas sim do gráfico, Diablo realmente foi feito com modelos 3D, mas eles foram todos pré-renderizados e muito foi desenhado por cima. No fim, o jogo é 2D.

        Pega essa cena clássica, ela já mostra tudo o que Diablo 3 não conseguiu fazer

        Mas, como falei, vai do jogo conseguir te induzir a imaginar essas coisas, já que o pixel pode muito bem ser usado para o contrário também. Compare os fanarts da Rydia do FFIV antes e depois do remake pra DS pra ver quantas versões muito mais bonitas foram imaginadas antes de alguém jogar um render "oficial" em HD dela e dizer que tava todo mundo errado.

        • Discordo fortemente quanto ao game ser 2D mas deixa pra lá que isso rende.hehe
          Não entendi o que que D3 não conseguiu fazer através da cena do clássico. Se refere a medo?

          Quanto a capacidade do jogo instigar a criatividade, eu acho que depende muito mais do cuidado com design do que do estilo visual do game. No caso de Home, ele faz isso muito bem quando se joga da primeira vez, assim como Silent Hill 1 e Resident evil (que são 3D se vc considerar os cenários preredenizados de RE 1 como 3D) tbm fizeram em suas épocas.

          • Hmm, quer lugar melhor pra debater isso que no tópico dos outros? =D
            Se o Kazz não gostar, ele quem se pronuncie, o Diego já disse que a gente pode até cuspir no chão da casa dele.

            Graficamente, é simples, só tem sprites em camadas sobrepostas, não tem polígonos.
            Você não tem plataformas mais altas ou mais baixas num mapa de Diablo, você só tem duas dimensões, comprimento e largura, os objetos são todos mapeados num plano não muito diferente de qualquer outro jogo 2D, a diferença é que num Sidescrollig, por exemplo, as coordenadas X e Y são paralelas a borda da sua tela enquanto em jogos 2D de perspectiva isométrica essas coordenadas estão geralmente inclinadas (com exceção de Tíbia, que tem o seu próprio senso dimensional).

            Se isso não fizer o jogo 2D, aí Donkey Kong Country também é 3D afinal…

            Mas então, quanto ao foco principal da conversa, não digo que o problema seja o jogo ser em 3D, o lance é que pra mim, os pixels são uma das formas de se instigar a imaginação, assim como a névoa do Silent Hill, a câmera fixa dos primeiros Residents e o bikini das garotas na praia…

          • Hehe. Então, deixando a parte a discurssão sobre os aspectos técnicos que tornam um game 2d ou 3d em que vc provavelmente está certo, (Se bem que DK era 3D pra galere na época.XD) e falando do assunto de instigar a criatividade, acho que concordamos que depende mais do "como é feito" do que "com o que é feito" né? Pelo seu comentário inicial pensei que fosse daqueles retrogamers que acham que "pixels 2D é que são arte e só com eles se fazem games de verdade", mas deu pra entender que não é o caso.^^
            Eu não tenho preferência quanto ao estilo gráfico contanto que seja bem feito.

          • Sim, concordamos =]
            Houve tempos em que eu realmente era um desses aí, mas quando me liguei que o problema não era o 3D, mas sim o mal uso dele, eu fui curado =D

          • Amém!hehe.

  • Poisony 3 anos atrs

    Não joguei, mas me lembrou o Lone Survivor que fora citado aí, um dos muitos jogos de Humble Bundle e promoções no qual não encostei ainda.

    Valeu a recomendação!

  • LesmaPsicotica 3 anos atrs

    A descrição desse jogo me lembrou bastante o Lone Survivor (Game que eu gostei bastante, por sinal).
    Eu adoro essa temática misteriosa em games de terror. Com certeza vou dar uma olhada nesse Jogo ai
    :D