Poisony nos fala sobre Wizorb, um retrô game no melhor estilo Arkanoid.

Muitos gêneros que temos hoje em dia em videogame evoluíram. Clone de Doom agora chama FPS, o que era beat’em’up gerou o hack n’ slash e o que era Space Invaders evoluiu pra shoot em’ up. Mas o jogo de quebrar bloquinhos rebatendo uma bola continua sendo chamado de Clone de Breakout. Isso pelo menos é o que a Wikipedia diz. Muita gente também diz “tipo Arkanoid“. Acho engraçado como é um jogo tão simples e que evoluiu tão pouco que a gente nem se incomodou em encaixa-lo num gênero.

Wizorb é um jogo “tipo Arkanoid”. E a comparação com Arkanoid é válida, porque assim como o clássico jogo da Taito ele tem power-ups, como bolas de fogo que quebram bloquinhos e rajadas de vento que mudam a direção da bolinha. Mas a diferença é que Wizorb também tem alguns elementos de RPG. Você é Cyrus, o mago que se transforma numa plataforma e enfrenta os perigos de cidades, castelos, florestas e tudo o mais rebatendo seu orbe em bloquinhos e inimigos. Assim como num RPG, tem uma barra de magia para seus poderes (que tem efeitos diferentes quando usados com a bolinha longe da plataforma ou no momento em que ela rebate nela) e chaves que abrem portas nas fases.

Além disso, todo o universo do jogo se passa no mundo de um tradicional RPG medieval fantástico, com uma cidadezinha chamada Gorudo, devastada pelos monstros. Na medida em que você vence as fases, você é recompensado com moedas, que podem ser usados para comprar power-ups em lojinhas ou doados para que os NPCs da cidade, para que ela se reconstrua aos poucos. Não é nada muito complexo pra uma trama de RPG, mas pelo menos já te dá um incentivo legal pra passar pelas fases, que vão ficando com o layout de seus blocos e monstros cada vez mais complicados e organizados para fazê-lo perder todas as suas bolinhas.

Pra finalizar, o jogo tem uma pixel art muito agradável e detalhada.

Pra quem é fã de um design mais retrô, é perfeito. E é bem barato também, sai por uns 5 reais no PC pela Steam (o mouse facilita muito a jornada, aliás), e também está disponível na Live Arcade e pra dispositivos iOS.

Ah, sim, eu conheci o jogo graças ao Diego sendo ruim no jogo nesse antigo First Attack aqui!

Host do Last Hit, atração sobre League of Legends do Fênix Down. Videos, podcasts e futuramente muito mais.

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15 Comentario(s)

  • Muito bom Poisony, bom saber que fui eu q te apresentei o game huauhuah
    só um detalhe, o designer é o Paul Robertson, o mesmo cara que fez a arte do scott pilgrim, o jogo
    fechei o jogo algumas semanas depois do first attack, reconstrui a cidade toda
    é um jogo excelente mesmo =)

    • Eu tbm vi o jogo pela primeira vez com o vídeo do Diego. Na época nem tinha saido a versão PC. Comprei no Steam e me diverti bastante, mas me causou alguns momentos dramáticos de frustração. Ele coloca a opção de dar retry no mundo ao invés do level como primeira opção. Estava no ultimo mundo e sem continues. Após perder algumas vezes seguidas na penultima fase cliquei sem querer na maldita opção e tive de revazer as 13 fazes novamente ¬¬

    • Paul Robertson muito bem lembrado, o cara arrebenta na pixel art.

      • Poisony 3 anos atrs

        É uma pixel art muito cheia de detalhes de animação. Meus sprites preferidos são aquele cachorro que fica latindo direto e a filha do fazendeiro que roda, pisca e manda beijinho. É muito cuidado isso, hahaha.

        • eu queria colar isso aqui, um comentário q vc fez no first attack

          "Comigo foi o contrário. Eu curti mas, estranhamente, NÃO GOSTEI do pixel art. Sei lá, achei a paleta de cores meio constrastante demais com o gráfico. Isso que eu curto retrozices em pixel art, tu vê. "

          o q mudou que tu acabou curtindo?

          • Poisony 3 anos atrs

            No first attack (e das primeiras vezes que joguei), como eu disse, eu estranhei demais a paleta de cores em relação a animação do gráfico. Pra uma animação tão detalhada eu achei a escolha das cores tão, sei lá, Master System, hahaha.

            Mas eu jogando a impressão ruim das cores estouradonas passou. Os npcs e chefes tem detalhes de sprite bem trabalhados. Fora que a animação valoriza mais ainda o trabalho em pixel art. Aí pra botar num review eu percebi que ficar reclamando de cores é só encheção de saco minha, que não desmerece a parada.

    • Poisony 3 anos atrs

      Foi uma boa indicação. Tem que rolar mais First Attack indie aí.

      Bem lembrado a menção ao Paul Robertson. Eu sabia que tinha envolvimento do cara, mas não consegui confirmar fonte!

      E eu não fechei ainda, hahaha. Tava jogando no hard? Eu tô e tá tenso.

  • Eu comprei no steam e curti muito o Wizorb e coincidentemente, tb o conheci aqui no Fenix Down xD

  • O jogo também tá disponível como PS Minis na PSN, só não tenho certeza se tem compatibilidade com PS3 e Vita ou se só roda no PSP.
    É um joguinho muito bacana.

  • Esse jogo é realmente bem divertido, sempre que tenho um tempinho jogo ele, me distrai bastante!